13 de maio de 2017

Mãe! Gratidão por tudo!

Gratidão a Deus pela minha Mãe, Maria Novakoski.
Cumprimento a todas as mães pela passagem do vosso dia!



Mãe! Gratidão por tudo!

Aquela que me ensinou a caminhar na fé
A Jesus Cristo sem medo amar e seguir
Abandonar toda a vida em suas mãos
Para que Ele mostre por onde devo ir

Mãe! Palavra tão simples e suave
Mas que diz muito e tudo resume
Saúdo a Mãe de Deus e nossa com um Ave!
Diante de Deus as nossas preces ela assume

Mãe! Quanta alegria em poder celebrar este dia
Poder abraçar a ti que em teu coração nos carrega
É bom poder contar com a tua proteção e cuidado
Pois a sua missão sublime você não nega

Parabéns pelo seu dia e por todos os demais
Porque de ser mãe férias não pode tirar
Que todos os filhos reconheçam o amor
Com que a mãe sempre soube nos cuidar.

Deus quis que participasse deste mistério
A vida em teu ventre poder gerar
Por isso és abençoada sem fim
Porque a obra do criador pode continuar

Minha gratidão por ter me dado segurança
Quando os primeiros passos eu comecei a dar
Seguravas as minhas mãos com cuidado
Para que eu não tornasse a tropeçar

Ensinaste as primeiras palavras e letras
Que eu pude escrever e pronunciar
Também no caminho da vida
Me ensinaste a perdoar e amar

As orações que ainda hoje faço
Contigo aprendi a pronunciar
Assim rezo por ti neste dia especial
Porque sei que Papai do céu vai de ti cuidar

Então, aceita a minha homenagem
Simples, as vezes sem saber o que expressar
Num abraço, num beijo num olhar
Quero minha gratidão manifestar

Feliz seu dia, amada mamãe
Também peço pelas que estão a sofrer
Sejam consoladas, confortadas e animadas
Para sua missão bem desenvolver.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência


12 de maio de 2017

EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA

Estimados irmãos e irmãs. A paz de Cristo esteja em todos os nossos corações.

Na vida vamos aprendendo a fazer escolhas, descobrir caminhos a serem trilhados. Vamos buscando a verdade ou a compreensão das coisas a partir do conhecimento que vamos adquirindo na escola e com a vida. Aprendemos a perguntar o “por quê” das coisas existirem e serem do jeito que são e para que servem. Somos curiosos naturalmente. Essa curiosidade nos abre para o mundo, especialmente para o mundo do conhecimento.

Damo-nos conta que nem sempre sabemos escolher o caminho correto. Quantas e quantas vezes fazemos escolhas erradas e elas trazem consequências negativas para a nossa vida. Para quem tem fé, Jesus se apresenta como esse caminho. Único caminho que leva para uma direção certa. Único caminho através do qual encontraremos felicidade segura e verdadeira. Vamos descobrindo esse caminho pela fé.

No peregrinar da nossa existência procuramos sempre a verdade. Deus colocou em nós a sede pela verdade. Porém, existe só uma verdade: Deus. Todas as ciências, teorias, descobertas são limitadas porque o homem que as construiu é limitado. Todas elas são passiveis de erros e precisam ser aperfeiçoadas. Muitas coisas continuam sendo descobertas e elas fazem o ser humano avançar no caminho do conhecimento. Porém, as coisas, criadas pelo homem, não podem conter a verdade maior, pois ela está com o autor de tudo, Deus.

No Evangelho deste Domingo (Jo 14,1-12) Jesus se apresenta como “o Caminho, a Verdade e a Vida!” Longe de Deus caminhamos inseguros. Sem a sua Palavra, caminhamos errantes e sem a sua graça estamos longe da vida.

Muitos tentam viver longe de Deus e dizem que não precisam da Igreja para estar perto de Deus ou que não precisam de Deus para viver neste mundo. Pobres ignorantes. Esquecem que a vida é dom de Deus e ela está voltando para Ele. Sem os ensinamentos da Igreja erramos o caminho. É como se um filho quisesse viver sem os conselhos dos seus pais. Jesus deixou a Igreja a autoridade de ensinar, interpretar e orientar seus filhos. A busca pela verdade e pela vida não pode ser de qualquer jeito e em qualquer lugar, pois nem todos tem a autoridade dada por Jesus para fazer isso.

Fica o convite de São Pedro (segunda leitura 1Pd 2,4-9) para cada um de nós: “Aproximai-vos do Senhor, pedra viva!” Só no Senhor teremos segurança no caminhar da nossa fé; n’Ele encontramos a verdade que nossa alma busca e a vida eterna que desejamos. Deixemo-nos iluminar e guiar pela graça de Deus.

Bom Domingo e uma semana de bênçãos e paz.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.

10 de maio de 2017

SUICÍDIO JUVENIL: O MAL SILENCIOSO E A EDUCAÇÃO CATÓLICA

Por Carlos Eduardo Cardozo¹ - cadunew@yahoo.com.br

O desejo de tirar a própria vida entre os jovens encontra na era digital uma nova forma de se propagar. Jogo da Baleia Azul e série “13 Reasons Why” mostram por que é preciso quebrar o silêncio em torno desse desafio.

A questão do suicídio, especialmente, entre os jovens é urgente e inadiável. Jovens no mundo inteiro estão tirando a sua própria vida. É um problema que vem rompendo o silêncio com a emergência do jogo da ´baleia azul’ nas redes sociais e da série ’13 Reansons why’. O jogo e a série de TV não é o problema: é apenas uma parte ínfima, quase desprezível, do problema.

Reportagens de diferentes jornais e revistas revelam dados estatísticos impressionantes. Na mais recente pesquisa feita pela OMS (Organização Mundial da Saúde), divulgada no Jornal O Globo em 05.09.2014, a organização lança o primeiro relatório global sobre o suicídio, revelando que a violência auto infligida é um problema de saúde pública. A pesquisa aponta que cerca de 804 mil pessoas se suicidaram em 2012, ou seja, uma média de 11,4 mortes por 100 mil habitantes. Tais números tem um grande impacto econômico na saúde pública. Em números absolutos, o Brasil figura como o oitavo país com mais suicídios. Globalmente, o suicídio representa 50% das mortes violentas entre os homens e 71% entre as mulheres, e é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 e 29 anos, perdendo apenas para os acidentes de trânsito.

Falar sobre o suicídio nos coloca diante do irrepresentável, que é a nossa própria morte. Com isso, a morte torna-se algo da ordem do indizível. O tema do suicídio é ainda mais difícil de lidar. Há uma diferença entre enfrentar uma morte “natural” ou ter que enfrentar uma morte por suicídio, onde as pessoas ao redor, sobretudo, a família, passam a se indagar sobre o que poderiam ter feito, quais foram os motivos desse ato, culpando-se e interpelando-se.

Importante nesse debate é diferenciar o suicídio propriamente dito da tentativa de suicídio e da ideação suicida, comportamentos que também rondam os jovens de hoje. O suicídio é caracterizado por um ato auto-agressivo global, realizado conscientemente pelo próprio sujeito, quando acredita que este ato deverá causar de um modo eficiente e suficiente o efeito esperado. Já a tentativa de suicídio seria um ato não fatal de automutilação, auto-envenenamento ou de intoxicações medicamentosas. Este ato ocorre deliberadamente, porém não há uma intenção de morte. E a ideação suicida refere-se ao pensamento de se matar. Há ainda uma nova categoria surgindo entre a juventude que é denominada como suicídio inconsciente, em que o sujeito se coloca em situações de risco, com comportamentos autodestrutivos.

É possível afirmar que as fantasias de suicídio não são evitáveis na adolescência, pois fazem parte de sua condição subjetiva no tempo presente. Os adolescentes sentem uma espécie de prazer com as fantasias de suicídio, numa tentativa de posse sobre si mesmo, uma pseudo-apropriação do seu corpo. Vale mencionar aqui a “brincadeira do desmaio”, tão frequente entre os jovens, onde os adolescentes chegam à perda de consciência pela apneia. Os amigos pressionam o peito daquele que quer desmaiar, provocando falta de oxigenação no cérebro e, consequentemente, o desmaio. Ao desmaiar, é como se o adolescente entrasse em contato com a experiência da morte, numa sensação de se desligar de seu corpo.

Sintomaticamente, o jogo da Baleia Azul é viral. São 50 desafios que envolvem automutilação e atividades arriscadas em geral. O último desafio é tirar a própria vida: só assim, eles dizem, você ganha o jogo. “Ganhar o jogo”, para muitos de nossos adolescentes e jovens, é se livrar da obrigação de continuar vivendo. Por que, afinal, é mais provável que as pessoas queiram se matar quando são jovens?

O fenômeno da automutilação tem sido observado em muitos adolescentes. É comum que os jovens afirmem se cortar para, segundo eles, aliviar a ansiedade. Diante de angústias que não conseguem dominar, por vezes, os adolescentes e jovens buscam sensações que os reassegurem e através da dor que eles próprios se infligem tentam contê-las. Recorrem a feridas físicas que podem controlar para diminuir o sofrimento psíquico, deixando de serem vítimas passivas para tornarem-se ativos nos limites que se impõem.

O papel da Escola Católica

Hoje, educar significa defender vidas. É preciso que se capte bem um ponto fundamental: processos vitais e processos cognitivos se tornam, nesse contexto, praticamente sinônimos. Note-se que isto significa adotar uma definição bastante nova do que se entende por “vida” e também do que se chama “conhecimento”.

A escola deve ser consciente, por um lado, de que não é a única instância educativa, mas pelo outro, não pode renunciar a ser aquela instância que tem o papel fundamental de suscitar nos jovens um novo sentido para a vida.

Educar hoje em nossos centros educativos requer de nós, educadores católicos, romper com um paradigma de “crise de sentido”. Num livro clássico sobre o sentido para a vida, o teólogo Clodovis Boff2 , apresenta-nos que o sentido é algo fundamental para a vida humana e que viver sem sentido é algo impossível, pois faz parte da nossa ontologia, porém muitos ignoram essa essência, insistem em viver com o Ter e não com o Ser, viver por viver, vivendo assim sem sentido, fato que traz muitos danos tanto para o ser humano como para toda a sociedade.

A Escola Católica precisa de encontrar caminhos para fazer eco ao imperativo cristológico: “Eu vim para que vocês tenham vida, e vida em abundância” (Jo 10, 10). Aqui se encontra a nossa contribuição enquanto educação católica. A tarefa de todo educador, não apenas do professor, é a de formar ser humanos felizes e equilibrados, orientados para um projeto de vida que seja capaz de dialogar com os sentimentos mais profundos dos jovens hoje.

A crise de sentido, que assola os jovens hoje, nasce a partir da configuração da nossa sociedade que é fundamentalmente desencantada. As coisas perderam seu sabor, principalmente pelas influencias dos maus usos das novas tecnologias e do capitalismo, tonando a vida apática, sem sentido, sem graça e tediosa, pois eliminamos a dimensão transcendente da vida, de modo que nada mais tem valor e encanto.

Para Clodovis Boff², e para nós educadores cristãos, só há uma alternativa para o sentido que ser humano busca, que é a Transcendência. Uma autêntica e verdadeira experiência de Deus. Podemos vislumbrar o sentido da vida a partir do anúncio do Reino de Deus. A partir do evangelho, podemos afirmar que o sentido da vida cristã se encontra na adesão a Jesus e seu projeto. Jesus, Deus encarnado na história, é o sentido último da vida humana. Precisamos educar nos tempos de hoje com esse postulado, fazendo deste princípio o núcleo fundamental de todo o projeto pedagógico de nossas escolas. Assim vamos dar uma grande contribuição para o mundo atual nesse contexto de suicídio e crise no valor fundamental da vida.

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1 Carlos Eduardo Cardozo é Especialista em Juventude. Trabalha na Equipe Diretiva do Colégio Stella Maris, da Rede Filhas de Jesus, no Rio de Janeiro. Integra o GT de Pastoral e ERE da ANEC-RIO. É autor do livro Jovens construindo juventudes, dentre outros artigos na área dos estudos de juventude.


2 BOFF, Clodovis. O livro do sentido: crise e busca de sentido hoje (parte crítico-analítica). Volume 1.São Paulo: Paulus, 2014.

Artigo publicado com autorização do autor!

4 de maio de 2017

EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA

Estimados irmãos e irmãs. Estamos no 4º Domingo da Páscoa. Continuamos com toda a Igreja celebrando a vitória de Jesus sobre o pecado, a morte, todo e qualquer poder do mal. Cristo é vitorioso e em sua vitória, também nós venceremos.

Neste Domingo a Igreja nos convida a intensificarmos nossa oração pelas vocações, de modo especial pelas vocações sacerdotais. É através dos pastores: papa, bispos, sacerdotes que Deus continua guiando a sua Igreja. Sem o Sacramento da Ordem não haverá mais Eucaristia, Confissão, santa Missa.

Rezemos por todos os que são chamados por Deus a esta vocação. Muitos são chamados. Poucos escolhidos. Alguns destes escolhidos se fecham a graça de Deus e não seguem esta vocação, a qual Deus chama.

Rezemos ainda mais pela fidelidade, perseverança e santificação dos que receberam o Sacramento da Ordem. Precisamos muito de diáconos, sacerdotes, bispos, cardeais santos. A santificação do mundo depende da nossa santificação.

No Evangelho (Jo 10,1-10) deste Domingo Jesus se apresenta como pastor e porta. Pastor porque Ele guia o seu rebanho com sabedoria e firmeza. Porta, porque só através dele é que podemos chegar ao Pai, a salvação. E tudo isso Ele realiza porque veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância”. Deus não faz as coisas e nem se dá pela metade. Ele quer que todos nós tenhamos vida na sua vida.

Para podermos entrar pela porta que é Cristo, fiquemos atentos ao apelo que Pedro nos faz: “Convertei-vos!” (Leitura dos Atos dos Apóstolos 2,14a.36-41). Sem uma mudança de vida, de mentalidade, de atitude, não poderemos entrar pela porta. Ela nos conduz a salvação, mas não podemos negligenciar de nossa parte.

Ser cristão nem sempre é fácil. Viver os valores do Evangelho continua sendo desafiador, pois precisamos ir contra um mundo totalmente alheio aos seus ensinamentos. Muitas vezes podemos ser criticados por estarmos vivendo a nossa fé, por sermos católicos. Talvez você já tenha escutado dos seus familiares e amigos expressão como essas: “Lá vai ele/a de novo pra Igreja!” “Pra que rezar?” “Agora quer ser santinho/a!” “Não precisa ir a Igreja e nem se confessar, o padre também é pecador!”. Aí vem as palavras da Segunda Leitura deste Domingo (1Pd 2,20b-25): “Se suportais com paciência aquilo que sofreis por ter feito o bem, isto vos torna agradáveis diante de Deus... Também Cristo sofreu por vós deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais os seus passos”.

Não desanimemos diante das críticas que podemos receber por sermos fieis a Jesus Cristo. Quando fecharmos os olhos para este mundo, tudo o que vivemos e buscamos de bom aqui, será para nossa consolação e salvação. Lá nos braços do Pai nos encontraremos. Felizes daqueles que buscam viver bem hoje a sua fé para que este encontro seja mais feliz.

Fazer o bem é um dever nosso, uma necessidade. Estamos aqui para isso. Nossas atitudes, assim como as de Jesus, devem fazer com que todos tenham vida e não de qualquer jeito. Vemos no Brasil e no mundo um contínuo desrespeito com a vida através da corrupção e de políticas que excluem os mais simples. Isso vai contra o projeto de Deus. Enquanto não houver inclusão, respeito, amor, não haverá paz.

Nossa prece pelos nossos pastores. Deus continue os iluminando para que nos orientem inspirados pela sua graça.

Deus abençoe você e sua família todos os dias e lhes conceda o dom da fidelidade e santidade.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência