13 de maio de 2017

Mãe! Gratidão por tudo!

Gratidão a Deus pela minha Mãe, Maria Novakoski.
Cumprimento a todas as mães pela passagem do vosso dia!



Mãe! Gratidão por tudo!

Aquela que me ensinou a caminhar na fé
A Jesus Cristo sem medo amar e seguir
Abandonar toda a vida em suas mãos
Para que Ele mostre por onde devo ir

Mãe! Palavra tão simples e suave
Mas que diz muito e tudo resume
Saúdo a Mãe de Deus e nossa com um Ave!
Diante de Deus as nossas preces ela assume

Mãe! Quanta alegria em poder celebrar este dia
Poder abraçar a ti que em teu coração nos carrega
É bom poder contar com a tua proteção e cuidado
Pois a sua missão sublime você não nega

Parabéns pelo seu dia e por todos os demais
Porque de ser mãe férias não pode tirar
Que todos os filhos reconheçam o amor
Com que a mãe sempre soube nos cuidar.

Deus quis que participasse deste mistério
A vida em teu ventre poder gerar
Por isso és abençoada sem fim
Porque a obra do criador pode continuar

Minha gratidão por ter me dado segurança
Quando os primeiros passos eu comecei a dar
Seguravas as minhas mãos com cuidado
Para que eu não tornasse a tropeçar

Ensinaste as primeiras palavras e letras
Que eu pude escrever e pronunciar
Também no caminho da vida
Me ensinaste a perdoar e amar

As orações que ainda hoje faço
Contigo aprendi a pronunciar
Assim rezo por ti neste dia especial
Porque sei que Papai do céu vai de ti cuidar

Então, aceita a minha homenagem
Simples, as vezes sem saber o que expressar
Num abraço, num beijo num olhar
Quero minha gratidão manifestar

Feliz seu dia, amada mamãe
Também peço pelas que estão a sofrer
Sejam consoladas, confortadas e animadas
Para sua missão bem desenvolver.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência


12 de maio de 2017

EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA

Estimados irmãos e irmãs. A paz de Cristo esteja em todos os nossos corações.

Na vida vamos aprendendo a fazer escolhas, descobrir caminhos a serem trilhados. Vamos buscando a verdade ou a compreensão das coisas a partir do conhecimento que vamos adquirindo na escola e com a vida. Aprendemos a perguntar o “por quê” das coisas existirem e serem do jeito que são e para que servem. Somos curiosos naturalmente. Essa curiosidade nos abre para o mundo, especialmente para o mundo do conhecimento.

Damo-nos conta que nem sempre sabemos escolher o caminho correto. Quantas e quantas vezes fazemos escolhas erradas e elas trazem consequências negativas para a nossa vida. Para quem tem fé, Jesus se apresenta como esse caminho. Único caminho que leva para uma direção certa. Único caminho através do qual encontraremos felicidade segura e verdadeira. Vamos descobrindo esse caminho pela fé.

No peregrinar da nossa existência procuramos sempre a verdade. Deus colocou em nós a sede pela verdade. Porém, existe só uma verdade: Deus. Todas as ciências, teorias, descobertas são limitadas porque o homem que as construiu é limitado. Todas elas são passiveis de erros e precisam ser aperfeiçoadas. Muitas coisas continuam sendo descobertas e elas fazem o ser humano avançar no caminho do conhecimento. Porém, as coisas, criadas pelo homem, não podem conter a verdade maior, pois ela está com o autor de tudo, Deus.

No Evangelho deste Domingo (Jo 14,1-12) Jesus se apresenta como “o Caminho, a Verdade e a Vida!” Longe de Deus caminhamos inseguros. Sem a sua Palavra, caminhamos errantes e sem a sua graça estamos longe da vida.

Muitos tentam viver longe de Deus e dizem que não precisam da Igreja para estar perto de Deus ou que não precisam de Deus para viver neste mundo. Pobres ignorantes. Esquecem que a vida é dom de Deus e ela está voltando para Ele. Sem os ensinamentos da Igreja erramos o caminho. É como se um filho quisesse viver sem os conselhos dos seus pais. Jesus deixou a Igreja a autoridade de ensinar, interpretar e orientar seus filhos. A busca pela verdade e pela vida não pode ser de qualquer jeito e em qualquer lugar, pois nem todos tem a autoridade dada por Jesus para fazer isso.

Fica o convite de São Pedro (segunda leitura 1Pd 2,4-9) para cada um de nós: “Aproximai-vos do Senhor, pedra viva!” Só no Senhor teremos segurança no caminhar da nossa fé; n’Ele encontramos a verdade que nossa alma busca e a vida eterna que desejamos. Deixemo-nos iluminar e guiar pela graça de Deus.

Bom Domingo e uma semana de bênçãos e paz.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.

10 de maio de 2017

SUICÍDIO JUVENIL: O MAL SILENCIOSO E A EDUCAÇÃO CATÓLICA

Por Carlos Eduardo Cardozo¹ - cadunew@yahoo.com.br

O desejo de tirar a própria vida entre os jovens encontra na era digital uma nova forma de se propagar. Jogo da Baleia Azul e série “13 Reasons Why” mostram por que é preciso quebrar o silêncio em torno desse desafio.

A questão do suicídio, especialmente, entre os jovens é urgente e inadiável. Jovens no mundo inteiro estão tirando a sua própria vida. É um problema que vem rompendo o silêncio com a emergência do jogo da ´baleia azul’ nas redes sociais e da série ’13 Reansons why’. O jogo e a série de TV não é o problema: é apenas uma parte ínfima, quase desprezível, do problema.

Reportagens de diferentes jornais e revistas revelam dados estatísticos impressionantes. Na mais recente pesquisa feita pela OMS (Organização Mundial da Saúde), divulgada no Jornal O Globo em 05.09.2014, a organização lança o primeiro relatório global sobre o suicídio, revelando que a violência auto infligida é um problema de saúde pública. A pesquisa aponta que cerca de 804 mil pessoas se suicidaram em 2012, ou seja, uma média de 11,4 mortes por 100 mil habitantes. Tais números tem um grande impacto econômico na saúde pública. Em números absolutos, o Brasil figura como o oitavo país com mais suicídios. Globalmente, o suicídio representa 50% das mortes violentas entre os homens e 71% entre as mulheres, e é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 e 29 anos, perdendo apenas para os acidentes de trânsito.

Falar sobre o suicídio nos coloca diante do irrepresentável, que é a nossa própria morte. Com isso, a morte torna-se algo da ordem do indizível. O tema do suicídio é ainda mais difícil de lidar. Há uma diferença entre enfrentar uma morte “natural” ou ter que enfrentar uma morte por suicídio, onde as pessoas ao redor, sobretudo, a família, passam a se indagar sobre o que poderiam ter feito, quais foram os motivos desse ato, culpando-se e interpelando-se.

Importante nesse debate é diferenciar o suicídio propriamente dito da tentativa de suicídio e da ideação suicida, comportamentos que também rondam os jovens de hoje. O suicídio é caracterizado por um ato auto-agressivo global, realizado conscientemente pelo próprio sujeito, quando acredita que este ato deverá causar de um modo eficiente e suficiente o efeito esperado. Já a tentativa de suicídio seria um ato não fatal de automutilação, auto-envenenamento ou de intoxicações medicamentosas. Este ato ocorre deliberadamente, porém não há uma intenção de morte. E a ideação suicida refere-se ao pensamento de se matar. Há ainda uma nova categoria surgindo entre a juventude que é denominada como suicídio inconsciente, em que o sujeito se coloca em situações de risco, com comportamentos autodestrutivos.

É possível afirmar que as fantasias de suicídio não são evitáveis na adolescência, pois fazem parte de sua condição subjetiva no tempo presente. Os adolescentes sentem uma espécie de prazer com as fantasias de suicídio, numa tentativa de posse sobre si mesmo, uma pseudo-apropriação do seu corpo. Vale mencionar aqui a “brincadeira do desmaio”, tão frequente entre os jovens, onde os adolescentes chegam à perda de consciência pela apneia. Os amigos pressionam o peito daquele que quer desmaiar, provocando falta de oxigenação no cérebro e, consequentemente, o desmaio. Ao desmaiar, é como se o adolescente entrasse em contato com a experiência da morte, numa sensação de se desligar de seu corpo.

Sintomaticamente, o jogo da Baleia Azul é viral. São 50 desafios que envolvem automutilação e atividades arriscadas em geral. O último desafio é tirar a própria vida: só assim, eles dizem, você ganha o jogo. “Ganhar o jogo”, para muitos de nossos adolescentes e jovens, é se livrar da obrigação de continuar vivendo. Por que, afinal, é mais provável que as pessoas queiram se matar quando são jovens?

O fenômeno da automutilação tem sido observado em muitos adolescentes. É comum que os jovens afirmem se cortar para, segundo eles, aliviar a ansiedade. Diante de angústias que não conseguem dominar, por vezes, os adolescentes e jovens buscam sensações que os reassegurem e através da dor que eles próprios se infligem tentam contê-las. Recorrem a feridas físicas que podem controlar para diminuir o sofrimento psíquico, deixando de serem vítimas passivas para tornarem-se ativos nos limites que se impõem.

O papel da Escola Católica

Hoje, educar significa defender vidas. É preciso que se capte bem um ponto fundamental: processos vitais e processos cognitivos se tornam, nesse contexto, praticamente sinônimos. Note-se que isto significa adotar uma definição bastante nova do que se entende por “vida” e também do que se chama “conhecimento”.

A escola deve ser consciente, por um lado, de que não é a única instância educativa, mas pelo outro, não pode renunciar a ser aquela instância que tem o papel fundamental de suscitar nos jovens um novo sentido para a vida.

Educar hoje em nossos centros educativos requer de nós, educadores católicos, romper com um paradigma de “crise de sentido”. Num livro clássico sobre o sentido para a vida, o teólogo Clodovis Boff2 , apresenta-nos que o sentido é algo fundamental para a vida humana e que viver sem sentido é algo impossível, pois faz parte da nossa ontologia, porém muitos ignoram essa essência, insistem em viver com o Ter e não com o Ser, viver por viver, vivendo assim sem sentido, fato que traz muitos danos tanto para o ser humano como para toda a sociedade.

A Escola Católica precisa de encontrar caminhos para fazer eco ao imperativo cristológico: “Eu vim para que vocês tenham vida, e vida em abundância” (Jo 10, 10). Aqui se encontra a nossa contribuição enquanto educação católica. A tarefa de todo educador, não apenas do professor, é a de formar ser humanos felizes e equilibrados, orientados para um projeto de vida que seja capaz de dialogar com os sentimentos mais profundos dos jovens hoje.

A crise de sentido, que assola os jovens hoje, nasce a partir da configuração da nossa sociedade que é fundamentalmente desencantada. As coisas perderam seu sabor, principalmente pelas influencias dos maus usos das novas tecnologias e do capitalismo, tonando a vida apática, sem sentido, sem graça e tediosa, pois eliminamos a dimensão transcendente da vida, de modo que nada mais tem valor e encanto.

Para Clodovis Boff², e para nós educadores cristãos, só há uma alternativa para o sentido que ser humano busca, que é a Transcendência. Uma autêntica e verdadeira experiência de Deus. Podemos vislumbrar o sentido da vida a partir do anúncio do Reino de Deus. A partir do evangelho, podemos afirmar que o sentido da vida cristã se encontra na adesão a Jesus e seu projeto. Jesus, Deus encarnado na história, é o sentido último da vida humana. Precisamos educar nos tempos de hoje com esse postulado, fazendo deste princípio o núcleo fundamental de todo o projeto pedagógico de nossas escolas. Assim vamos dar uma grande contribuição para o mundo atual nesse contexto de suicídio e crise no valor fundamental da vida.

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1 Carlos Eduardo Cardozo é Especialista em Juventude. Trabalha na Equipe Diretiva do Colégio Stella Maris, da Rede Filhas de Jesus, no Rio de Janeiro. Integra o GT de Pastoral e ERE da ANEC-RIO. É autor do livro Jovens construindo juventudes, dentre outros artigos na área dos estudos de juventude.


2 BOFF, Clodovis. O livro do sentido: crise e busca de sentido hoje (parte crítico-analítica). Volume 1.São Paulo: Paulus, 2014.

Artigo publicado com autorização do autor!

4 de maio de 2017

EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA

Estimados irmãos e irmãs. Estamos no 4º Domingo da Páscoa. Continuamos com toda a Igreja celebrando a vitória de Jesus sobre o pecado, a morte, todo e qualquer poder do mal. Cristo é vitorioso e em sua vitória, também nós venceremos.

Neste Domingo a Igreja nos convida a intensificarmos nossa oração pelas vocações, de modo especial pelas vocações sacerdotais. É através dos pastores: papa, bispos, sacerdotes que Deus continua guiando a sua Igreja. Sem o Sacramento da Ordem não haverá mais Eucaristia, Confissão, santa Missa.

Rezemos por todos os que são chamados por Deus a esta vocação. Muitos são chamados. Poucos escolhidos. Alguns destes escolhidos se fecham a graça de Deus e não seguem esta vocação, a qual Deus chama.

Rezemos ainda mais pela fidelidade, perseverança e santificação dos que receberam o Sacramento da Ordem. Precisamos muito de diáconos, sacerdotes, bispos, cardeais santos. A santificação do mundo depende da nossa santificação.

No Evangelho (Jo 10,1-10) deste Domingo Jesus se apresenta como pastor e porta. Pastor porque Ele guia o seu rebanho com sabedoria e firmeza. Porta, porque só através dele é que podemos chegar ao Pai, a salvação. E tudo isso Ele realiza porque veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância”. Deus não faz as coisas e nem se dá pela metade. Ele quer que todos nós tenhamos vida na sua vida.

Para podermos entrar pela porta que é Cristo, fiquemos atentos ao apelo que Pedro nos faz: “Convertei-vos!” (Leitura dos Atos dos Apóstolos 2,14a.36-41). Sem uma mudança de vida, de mentalidade, de atitude, não poderemos entrar pela porta. Ela nos conduz a salvação, mas não podemos negligenciar de nossa parte.

Ser cristão nem sempre é fácil. Viver os valores do Evangelho continua sendo desafiador, pois precisamos ir contra um mundo totalmente alheio aos seus ensinamentos. Muitas vezes podemos ser criticados por estarmos vivendo a nossa fé, por sermos católicos. Talvez você já tenha escutado dos seus familiares e amigos expressão como essas: “Lá vai ele/a de novo pra Igreja!” “Pra que rezar?” “Agora quer ser santinho/a!” “Não precisa ir a Igreja e nem se confessar, o padre também é pecador!”. Aí vem as palavras da Segunda Leitura deste Domingo (1Pd 2,20b-25): “Se suportais com paciência aquilo que sofreis por ter feito o bem, isto vos torna agradáveis diante de Deus... Também Cristo sofreu por vós deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais os seus passos”.

Não desanimemos diante das críticas que podemos receber por sermos fieis a Jesus Cristo. Quando fecharmos os olhos para este mundo, tudo o que vivemos e buscamos de bom aqui, será para nossa consolação e salvação. Lá nos braços do Pai nos encontraremos. Felizes daqueles que buscam viver bem hoje a sua fé para que este encontro seja mais feliz.

Fazer o bem é um dever nosso, uma necessidade. Estamos aqui para isso. Nossas atitudes, assim como as de Jesus, devem fazer com que todos tenham vida e não de qualquer jeito. Vemos no Brasil e no mundo um contínuo desrespeito com a vida através da corrupção e de políticas que excluem os mais simples. Isso vai contra o projeto de Deus. Enquanto não houver inclusão, respeito, amor, não haverá paz.

Nossa prece pelos nossos pastores. Deus continue os iluminando para que nos orientem inspirados pela sua graça.

Deus abençoe você e sua família todos os dias e lhes conceda o dom da fidelidade e santidade.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

27 de abril de 2017

FICA CONOSCO, SENHOR

Estimados irmãos e irmãs. Estamos no terceiro Domingo do Tempo da Páscoa. O Senhor continua caminhando conosco e se manifestando na Palavra, da Eucaristia, na comunidade reunida. Nossa gratidão porque Deus não cansa de nos acompanhar em nossa labuta diária sempre nos ensinando como sermos melhores filhos.

O Evangelho deste Domingo (Lucas 24,13-35) relata que dois discípulos, ainda no Domingo da Páscoa, depois de tudo o que tinha acontecido com Jesus, resolvem abandonar o grupo e tudo o que o Mestre ensinou. Iniciam o caminho de volta. Preferem voltar do que continuar. Sentem-se desanimados com tudo o que tinha acontecido com Jesus.

O Senhor, sempre discreto e atento, põe-se a caminhar com eles. Estavam eles tão preocupados consigo mesmo que nem sequer olharam no rosto do caminheiro e não perceberam a sua presença. No diálogo, expressam sua frustação com o tal Jesus que deveria, segundo eles, libertar Israel com exército, força, poder.

Jesus escuta e faz uma nova catequese com eles para que compreendam que tudo o que aconteceu já fora previsto e descrito nas Sagradas Escrituras desde sempre. Jesus não podia mudar o que estava estabelecido. Cabia a eles entenderem o projeto de Deus. Mesmo assim eles não entenderam e não o reconheceram. Jesus vai além. Repete o gesto da ceia celebrada a poucos dias. Neste gesto, os olhos deles se abrem e reconhecem o Mestre.

Irmãos e irmãs. Vamos trazer a riqueza destes detalhes para a nossa vida. Quantas e quantas vezes não percebemos a presença de Deus em nossa vida. Ele caminha conosco assim como caminhou com os discípulos. Porém, nossos olhos estão cegos, nossos ouvidos surdos e nosso coração endurecido que não o percebemos. Quantas vezes vamos a missa sem a convicção de que Ele está presente na Eucaristia? Quantas e quantas vezes pedimos sinais e milagres e nos esquecemos de olhar para a Cruz e compreender que ela é um grande sinal do amor de Deus por nós? Que a Eucaristia é um milagre que em cada missa se renova e através do qual Deus se faz presente em nosso meio abençoando e santificando o mundo? É uma questão de percepção. Precisamos nos dar conta que Deus continua caminhando conosco, mesmo quando não o percebemos presente.

Ele continua falando conosco através da Igreja, da Palavra proclamada e não o escutamos. Ele continua caminhando no dia a dia e não o percebemos. Ele se dá na Eucaristia e ainda, as vezes, nossos olhos continuam cerrados. Senhor! Aumenta a nossa fé!

Na vida podemos ter duas atitudes: lamentar tudo e reclamar das coisas ou erguer a cabeça e ter um olhar de fé sobre cada acontecimento. Não adianta ficar reclamando, lamentando. Precisamos colocar Deus na frente e Ele vai nos iluminar para vencermos os desafios cotidianos. Deixemos que Ele seja nosso guia, Mestre, Salvador.

A experiência com Ele deve nos tornar mais alegres, motivados, decididos, convictos da nossa fé. Os discípulos, no encontro com Ele, renovam as forças para ir ao encontro dos outros que estavam na comunidade para testemunhar o encontro com o Mestre. Precisamos também nós, testemunhar com alegria o encontro que temos com Ele na Palavra, na Eucaristia, na comunidade reunida.

A Páscoa continua sendo celebrada neste tempo e em cada Domingo do ano. É na santa missa que os filhos se encontram e renovam as forças que vem do Mestre. Forças que nos impulsionam e não deixam desanimar.

Neste dia 30 de abril, celebro com alegria seis anos de sacerdócio. Testemunho o quanto Deus, em sua infinita misericórdia fez por mim e através de mim. Sem a sua graça nada sou. Ele continua me sustentando, guiando, fortalecendo. O encontro diário com a sua Palavra e com a sagrada Eucaristia renovam minha consagração e me fazem amar ainda mais a vocação e a missão que Ele me confiou para manifestar o seu amor.

O lema que inspira a minha missão é “O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas!” Quero ser como o Pastor supremo, fazendo da minha vida um contínuo ofertório.

Aproveito para agradecer a todos que me acompanham com sua oração. Este é o maior e melhor presente que posso receber. Através da oração Deus faz muito mais do que imaginamos. Continuem rezando pela minha santificação, pois esta é a meta. Peço perdão porque nem sempre fui coerente com esta grande vocação. A misericórdia de Deus me levanta todos os dias e me faz começar de novo.

A minha primeira missa, presidida no dia primeiro de maio de 2011, foi no mesmo dia em que João Paulo II estava sendo canonizado. Grande alegria e privilégio poder celebrar tudo isso com a intercessão deste santo Papa que manifestou a ternura de Deus a humanidade. São João Paulo II interceda por mim e por todos.

Continuemos rezando uns pelos outros. Continuemos nosso clamor pelo mundo. Senhor, tem piedade de nós!

Abençoado sejam todos os dias da nossa vida.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

19 de abril de 2017

Páscoa é Cristo e não Coelho!


Fico cada dia mais impressionado como as ideias do mundo capitalista e ateu estão entrando de cheio na mentalidade dos cristãos e estão conseguindo tirar os símbolos religiosos ou invertendo seus valores e nós vamos divulgando eles como se estivéssemos fazendo a coisa mais bonita e normal do mundo. Isso inclusive na mentalidade de sacerdotes e religiosos, não só dos outros fieis.

Estou me referindo aos símbolos da Páscoa e do Natal. Gente amada! Para nós cristãos Páscoa não é coelhinho e nem ovo de chocolate, mas Jesus Cristo crucificado e ressuscitado! Natal não é Papai Noel, mas o nascimento de Jesus. Não foi o coelhinho que morreu por nós na cruz, mas Cristo! Não foi o papai noel que transformou o mundo, mas o amor de Deus. Muitos enviam mensagens de felicitações com símbolos pagãos (como coelho, papai noel, ovo) e não são capazes que enviar com imagens cristãs (Cruz, Jesus Cristo). Feliz Páscoa ou feliz Natal é com Jesus e não com chocolate, mesas fartas, bebidas. Claro que com eles expressamos o gostar de alguém, mas não pode ser só isso uma celebração de tamanha grandeza e significado. 

Por que ao invés de dar um ovo de chocolate você não leva o teu irmão ou a tua irmã à santa missa? Por que não dá pra ele um livro, bíblia, terço, escapulário? Parece que dar presente com símbolos religiosos tornou-se 'brega' e enchemos as pessoas de coisas que o mercado consumista e ateu oferece. Conheço pessoas que ainda buscam viver e expressar sua fé de forma coerente. Mas, precisamos estar mais atentos com a distorçam da fé que estão nos colocando goela abaixo e engolimos sem reclamar.

Fica a dica!
Pe. Hermes José Novakoski

18 de abril de 2017

A PAZ ESTEJA CONVOSCO

Estimados irmãos e irmãs. Estamos no segundo Domingo da Páscoa. Grande a nossa alegria de podermos ter cantado nestes oito dias (oitava da Páscoa) o Aleluia com exaltação e solenidade. Por mais quarenta dias somos convidados a celebrar este grande acontecimento até fecharmos o Tempo Pascal (cinquenta dias) com a Solenidade de Pentecostes.

No Evangelho deste Domingo (João 20,19-31) Jesus aparece aos discípulos e a sua primeira saudação é desejando a paz: “A paz esteja convosco”! O Senhor deseja que a paz verdadeira que só Ele pode dar, esteja em nosso coração, nas nossas famílias, em nossa vida.

Hoje estas palavras de Jesus vem com um renovado significado. A paz está sendo ameaçada diariamente com a crescente violência. Nas famílias, nas cidades, no Brasil, no mundo os homens ainda não aprenderam que a paz é o único caminho para o progresso. As guerras continuarão destruindo vidas e tirando a tranquilidade das pessoas. Deus não quer a violência, mortes, guerras. Deus deseja a paz. Jesus anunciou a paz.

Jesus vem anunciando a paz e deseja que os seus discípulos também sejam missionários, instrumentos da paz. “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”! O envio é para anunciar o Reino construindo relações de paz. Em nenhum momento da sua vida terrena Jesus se utiliza de violência ou motiva a mesma. Sempre procura soluções que levem ao diálogo e a paz.

Precisamos deixar que a Palavra de Deus penetre em nosso coração e transforme a nossa vida na sua totalidade. Não podemos pensar que Jesus foi apenas uma ideia ou que seja uma filosofia de vida; tão pouco pensar que a sua mensagem não tem mais sentido. Um dos problemas atuais é pensar que podemos dar explicações racionais a todos os problemas existentes e que a força violenta é a solução. Não! Deus ainda tem muito a nos ensinar e a vivência do Evangelho continua sendo necessária e sempre atual para uma sociedade sonhada por Deus.

Os discípulos aprenderam com o Mestre a dominarem seus impulsos agressivos e pensamentos mundanos. Hoje também precisamos aprender com Ele a sermos mais humildes, simples e santos. Só a graça do Senhor pode nos transformar verdadeiramente.

Muitos querem e pregam que Jesus venha solucionar nossos problemas de forma mágica. Não é assim. Ele nos ensinou a viver em comunidade e a buscarmos no diálogo o caminho da não violência. Deus ajuda, mas Ele não vai acabar de forma extraordinária com os problemas que o homem na sua ignorância cria até porque nunca acabaria. Infelizmente as forças do mal predominam em muitos corações e muitas mentes dos filhos de Deus.

Neste Domingo da Misericórdia temos nela o caminho seguro para a paz. Enquanto não houver perdão, não haverá paz. O ódio e a inveja continuam destruindo corações, relações, famílias. Infelizmente as forças do mal tomam conta de muitos cristãos. Jesus, Misericórdia!

Porém, amados irmãos e irmãs, continuamos nossa missão como discípulos da paz. Não vamos deixar que as trevas vençam, afinal, a luz sempre vence as trevas. Vamos fazer brilhar a luz de Cristo em nossas vidas vivendo os valores do Evangelho, assim como viviam os primeiros cristãos. Vamos pregar com a nossa vida o amor, o perdão, a caridade, a justiça. Assim estaremos contribuindo para que o Reino aconteça.

Renovemos a nossa fé, como Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” Busquemos forças na Palavra, na Eucaristia e na comunidade. Assim teremos mais resistências e coragem para testemunharmos o amor.

Com a ressurreição, grande gesto de misericórdia do Pai, em Jesus Cristo nascemos “de novo para uma esperança viva, para uma herança incorruptível!” (1Pd 1,3-4). Esta esperança que vem de Deus nos renova a cada dia e nos enche de forças para continuar caminhando e anunciando a vitória do amor. Ninguém pode tirar de nós esta esperança.

Abençoado Domingo da Misericórdia. Louvemos a Deus por nos abraçar com este dom.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

17 de abril de 2017

CALÁBRIA: HOMEM DE DEUS QUE VIVEU PARA DEUS

Dia 18 de Abril de 1999, Praça da Basílica de São Pedro, Roma. Com estas palavras o Papa João Paulo II concluía a homilia da santa missa da canonização de São João Calábria: “Toda a existência de João Calábria foi Evangelho Vivo, transbordante de caridade: caridade para com Deus e caridade para com os irmãos, sobretudo os mais pobres. A fonte de seu amor para com o próximo era a confiança ilimitada e o abandono filial que sentia em relação ao Pai celeste.”

Há dezoito anos o fundador da Congregação Pobres Servos da Divina Providência e Pobres Servas da Divina Providência era oficialmente declarado santo pela Igreja Católica. Durante toda a sua vida ele buscou viver a santidade, sendo Evangelho vivo. “Ou santo, ou morto!” repetia diariamente. Preferia morrer que ofender, machucar o coração de Deus.

Deixou aos religiosos, religiosas, leigos, irmãos externos, enfim a todos os que dele se aproximavam, um legado importante sobre a confiança em Deus Pai Providente transformando essa crença em obras de caridade, amor ao próximo.

Ele fez e deixou para que a família calabriana a missão de reavivar no mundo a fé em Deus Pai Providente. Fez com que as pessoas que o conheceram tivessem mais fé e amor em Deus. Queria que todos quantos estavam a sua volta fossem praticantes e não meros ouvintes do santo Evangelho, assim como ele se esforçava em vive-lo.

São João Calábria foi um sacerdote simples, humilde. Provou do sofrimento desde a infância, mas nem por isso se revoltou contra Deus. Na miséria humana, fez uma experiência de Deus rica e profunda. Esta experiência determinará toda a sua vida e missão. Seu sacerdócio será fecundo porque ele estava sempre intimamente unido a Jesus Cristo. Não era ele que deveria aparecer, mas Deus. Não gostava de elogios e nem queria aparecer muito publicamente. Viveu até o fim no escondimento e na confiança filial em Deus Pai misericordioso.

Aprendemos deste santo sacerdote valores deixamos por Jesus no santo Evangelho: simplicidade, oração, confiança em Deus, caridade, autenticidade. Ele desejava ardentemente que seus religiosos vivessem a santidade para ser no mundo uma luz que manifesta Jesus Cristo.

Hoje celebramos dezoito anos de uma santidade que se manifestou muito antes disso. Viveu para Deus sem medo, com total empenho na missão sacerdotal, amando a Jesus Cristo nos mais pobres e necessitados levando sempre uma palavra de esperança e ânimo para todos.

Interceda por nós, São João Calábria! Dá-nos tua coragem, teu espírito, tua ousadia, tua simplicidade, tua fé para sermos autênticos servos de Deus.

Agradeçamos a Deus por nos ter dado este santo sacerdote como exemplo de discípulo.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

15 de abril de 2017

ELE ANDOU FAZENDO O BEM! FELIZ PÁSCOA!

Estimados irmãos e irmãs. Feliz Páscoa! Chegamos a centralidade do ano litúrgico; a maior de todas as festas cristãs: Páscoa! Jesus vence a morte e nos dá vida para sempre. Feliz dos que nele creem, esperam, confiam, porque hão de alcançar o que Ele prometeu: a vida eterna.

A primeira Leitura dos Atos dos Apóstolos (10,34a.37-43) traz o discurso de Pedro que ao se referir a Jesus afirma que “Ele andou por toda a parte, fazendo o bem”. De fato, fez bem todas as coisas ensinando a todos nós que estamos neste mundo para fazer o bem. Quando não fazemos o bem, não estamos cumprindo com a nossa missão neste mundo. Onde estiver, independentemente do que estejas fazendo, faça-o sempre bem.

A segunda Leitura de São Paulo aos Colossenses (3,1-4) complementa o discurso de Pedro. Paulo lembra a comunidade que fez a experiência do ressuscitado, precisa se esforçar em fazer e “alcançar as coisas do alto, onde está Cristo”. Buscar as coisas do alto, é buscar as coisas de Deus e como Deus é amor e quer vida para todos, somos convocados a promovermos a vida em abundância e a amar todos os irmãos como Cristo nos amou.

O Evangelho (Jo 20,1-9) narra a experiência do túmulo vazio. Primeiro as mulheres vão ao encontro de Jesus, pensando que Ele ainda estivesse no túmulo. Quando veem que está aberto, correm chamar os apóstolos. Elas foram mais corajosas do que eles. Mas depois desta notícias, também eles vão verificar o que houve. O túmulo está vazio. As Escrituras começam a fazer sentido, pois Ele devia ressuscitar dos mortos.

Hoje podemos cantar com alegria o Aleluia! Podemos cantar com o salmista (Sl 117): “Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos”! Sim! Alegremo-nos e nele exultemos, pois Ele ressuscitou! Ele está vivo! Passou pela morte e nos deu vida! Ele é o nosso Deus, cheio de amor. Deus que nos salva em seu Filho único porque nos quer para sempre perto de si.

Somos convidados a fazermos a experiência do ressuscitado e assim, como os apóstolos e as mulheres que conviviam com Ele, anunciar esta grande notícia, esta boa nova vivendo com mais amor e esperança a nossa vida. O encontro com Ele deve nos fazer pessoas melhores, mas comprometidas com o bem, com a vida, com a fraternidade.

Feliz Páscoa! Deus nos abençoe!
Pe. Hermes José Novakoski


13 de abril de 2017

A VITÓRIA DO AMOR


Estimados irmãos e irmãs. Mergulhamos com a quinta-feira santa no Tríduo Pascal. Temos nestes três dias em que se seguem, acontecimentos que marcaram para sempre a história da humanidade. Jesus, Filho de Deus, feito homem, Palavra encarnada, veio nos ensinar a amar a todos e deu a sua vida pela nossa Salvação.

Jesus passou pelo mundo fazendo o bem, nos lembra São Lucas. Ele fez bem todas as coisas. A missão que o Pai lhe confiou, Ele a cumpriu até o fim. Não fracassou. Venceu os desejos humanos. Foi mais forte do que as tentações, porque Deus sempre vence!

Vamos refletir rapidamente sobre o Tríduo Pascal. Na quinta-feira santa temos a Instituição da Eucaristia e do sacerdócio. Jesus quis permanecer junto com o seu povo para sempre e encontrou no pão o meio para isso. Na ceia celebrada com os apóstolos, Jesus institui este Sacramento e confia a Igreja o cuidado para que ele continue acontecendo com o objetivo de santificar o mundo e salvar as almas. Atrelado intimamente a Eucaristia, está o sacerdócio, pois sem o sacerdote validamente ordenado, não pode ter Eucaristia, pois não depende só da vontade da pessoa, mas ele precisa estar em comunhão com a Igreja de Jesus e realizar o que Ele instituiu. Rezemos pela santificação dos sacerdotes e de todos os que recebem o grau da Ordem e pela santificação de todos os que recebem a Eucaristia.

Na sexta-feira santa celebramos a entrega de Jesus na cruz. Um mistério que nem sempre conseguimos compreender. Um Deus morrendo pelos seus. Até então na história da humanidade, muitos povos tinham deuses que exigiam sacrifícios. Agora a história é marcada por algo totalmente novo e diferente. Um Deus morre pelos seus a fim de os salvar. Muitos na época não entenderam; outros não quiseram entender. Muitos ainda hoje não compreendem e não aceitam. Foi este o caminho que Deus encontrou para salvar os seus filhos, imersos no mundo do pecado e vivendo a seu bel prazer. Somente o Filho poderia fazer o sacrifício que valesse a salvação. E Ele o fez! Por isso cabe a nós o acolhermos e o amarmos sempre mais, porque Ele nos amou por primeiro e deu sua vida por nós.

A sexta-feira santa deve ser um dia de silêncio, oração, intimidade com este grande mistério de amor. Só no silêncio podemos nos encontrar com o nosso Deus maravilhoso.

Já no sábado santo celebramos a vigília maior, onde fazemos a memória de toda a história da Salvação. Pela Liturgia da Palavra, lembramos das maravilhas que Deus operou desde a criação do mundo até Jesus Cristo. Nele toda a revelação tem o seu ápice, pois Ele é o próprio Deus. Neste dia também acendemos e abençoamos o fogo e o Círio pascal. Cristo é a luz que nos ilumina; luz verdadeira que nunca se apaga. Ainda temos a bênção da água que será usada no batismo ou para bênção. Junto com ela fazemos a renovação no nosso Batismo. Somos convidados a renovar o dia em que fomos lavados dos nossos pecados e nos tornamos definitivamente filhos amados de Deus. Renovar nosso compromisso de vivermos como filhos, seguindo fielmente os mandamentos. E por fim temos a Liturgia Eucarística.

Nesta noite fazemos já a anúncio solene da Páscoa. Fazemos memória da Páscoa judaica agora revestida do novo significado pela ressurreição de Cristo. Jesus, sendo Deus, passa da morte para a vida. Só Deus pode fazer isso. Ele vence a morte e nele somos vitoriosos.

Fica o convite para que todos nós participemos com fé destes momentos em que faremos memória da nossa salvação. Vivamos com profunda intensidade e amor acompanhando Jesus passo a passo.

Quem com Jesus aceita ser crucificado, com Ele ressuscitará.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência!

7 de abril de 2017

JESUS OU BARRABÁS?

Estimados irmãos e irmãs em Cristo. Agradeço por estar acompanhando este espaço onde queremos crescer juntos em nossa fé. Bonito é quando partilhamos as experiências e vamos nos animando em nossa caminhada rumo a terra prometida. Deus seja louvado e servido para sempre!

Chegamos a Semana Santa. A maior de todas as semanas do ano por celebrarmos o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um ato nunca visto na história da humanidade e que ninguém poderá repetir. Ele o fez uma vez para sempre e assim a Salvação chega a todos em todos os tempos.

O que Jesus fez uma única vez e que sempre colheremos os benefícios e as bênçãos deste seu gesto, fazemos memória em cada santa missa, onde o próprio Cristo se imola e se faz alimento para os seus filhos. A santa missa é o sacrifício da Cruz redentora de Cristo, porém, não mais cruento, mas incruento. Ou seja, Ele não morre mais, mas continua espalhando suas graças por toda a humanidade através da missa. Participe com fé e colherás muitas graças e bênçãos.

A Semana Santa, para nós cristãos católicos, deve ser um grande retiro. Um momento de estar aos pés da Cruz e participar também da ressurreição. Infelizmente o mundo colocou o feriado e o comércio os doces a fim de tirarem o foco da Igreja, de Jesus Cristo. A todo custo se quer colocar a Páscoa como a festa do coelhinho de chocolate, mas não é. Tirando Cristo não existe Páscoa. O coelhinho não morreu e não salvou ninguém. Cristo sim! Ele merece ser lembrado, venerado, celebrado por todo o sempre.

Quantos cristãos católicos tem a Sexta-feira Santa como feriado. Não é! É dia santo! Dia reservado para o culto, a devoção, o silêncio. Falaremos mais sobre ela na reflexão própria para este grande dia.

Abrimos, com o Domingo de Ramos, a Semana Santa. Santa porque Deus a santifica. Santa porque Ele morre para nossa Salvação. Este é um dia de oração e de saudação ao Senhor por tudo o que Ele fez por nós.

No primeiro Evangelho (Mateus 21,1-11) que é narrado antes da pequena procissão (do exterior ao interior da Igreja recordando a entrada de Jesus em Jerusalém) vemos o povo saudando e acolhendo Jesus. Ele, por ser Rei, não vem sentado em tronos e nem cercado de soldados e escravos. Mas vem, como ovelha inocente, no meio do povo como sempre o fez. Ele vem também em nome de todos.

No segundo Evangelho, onde temos a narração da Paixão segundo Mateus (26,14-27,66) vemos Jesus sendo traído por um dos seus discípulos; outros que não conseguem vigiar com Ele e dormem no Getsêmani; Pedro que o nega por três vezes; o povo que pede a morte de Jesus e a libertação de Barrabás; o testemunho e silêncio de Jesus quando os acusadores não poderiam mais entender os projetos do Pai; Jesus sendo zombado pelos soldados, sumo sacerdotes e muitos do povo. Enfim, uma narração muito carregada de elementos fortes.

Gostaria de convidar você a se deixar guiar pelo Espírito Santo para que possas rezar aquilo que mais necessitas neste momento a partir da Palavra de Deus. Além disso, quero chamar a atenção para a escolha errada que os Sumo Sacerdotes induziram o povo a fazer pedindo a condenação de Jesus e a libertação de Barrabás.

Amados irmãos e irmãs. Ainda hoje muitos fazem escolhas erradas. Assim como Jesus, muitos inocentes são condenados, mortos e muitos culpados são inocentados e aplaudidos. Muitos que roubam o dinheiro dos impostos para benefício próprio continuam ocupando cargos importantes decidindo pela morte do povo e dos inocentes. Quantos Barrabás existem na política, na Igreja, na sociedade? Muitos! Eles continuam fazendo coisas erradas e continuam sendo ovacionados por multidões. Muitos usando inclusive o nome de Jesus para enganar as pessoas.

Jesus continua sendo condenado, crucificado nas vítimas das injustiças sociais; naqueles que não tem acesso a saúde, educação, moradia, segurança, alimento, água tratada, etc. Muito sangue continua sendo derramado porque os Barrabás do tempo de hoje estão dominando o mundo.

Onde está Deus? Ele não dorme como muitos pensam e ensinam. Ele continua caminhando junto conosco e sua justiça não falhará. Aqueles que aqui fazem os pequenos e inocentes sofrer, terão que responder diante de Deus. Aí nenhum advogado os poderá defender, porque a própria consciência os acusará.

Vamos continuar a nossa caminhada carregando a cruz atrás de Cristo. Com Ele a cruz não é mais sinal de desgraça, mas de Salvação. Por isso, caminhemos confiantes pois Ele não nos abandonará. Aqueles que nos acusam porque somos de Deus, ainda hão de reconhecer como o oficial que estava junto à Cruz de Cristo: “Ele era mesmo Filho de Deus!”.

Vamos com os ramos saudar nosso Senhor. Vamos com amor acolhê-lo em nosso coração e pedir que Ele arranque tudo aquilo que nos impede de vivermos melhor como seus filhos. Precisamos conhece-lo sempre mais para não sermos enganados por aqueles que anunciam um Jesus de acordo com o que desejam e não o Jesus que morre por nós.

Abençoado Domingo. Vamos viver uma Semana santa!

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.

30 de março de 2017

EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Eis que a Páscoa se aproxima e aquilo que celebraremos com grande júbilo e fervor, já é anunciado agora. Ao fazer com que Lázaro volte a vida, Jesus manifesta mais uma vez que Ele é Deus, pois só Deus tem poder de tornar a viver. Só Ele pode dar e tirar a vida.

Assim vamos caminhando com mais ânimo para a grande solenidade que se aproxima e já podemos vislumbrar algo que nossos olhos jamais viram e que a nossa fé nos anima a buscar e alcançar. Em Lázaro temos a prefiguração de Jesus e de todos aqueles que nele creem pois não serão de modo algum abandonados e desamparados.

A situação de morte sempre nos entristece porque ocorre a separação física com aqueles que amamos. Diante dela, resta um olhar de fé que nos anima a continuar caminhando e perseverando no caminho do bem. Quando não cremos em Deus tudo parece terminar aí no caixão. Nossa fé diz que não. Aliás, é o próprio Jesus que garante: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais”. (Jo 11,25-26)

Esta resposta Jesus dá a Marta no diálogo que eles fazem, consolando a mesma e garantindo a vida eterna aos que nele creem. A morte é consequência do pecado, mas como em Deus o pecado não tem força e nem a última palavra, os que nele creem possuem a vida eterna.

Vemos na cena narrada no Evangelho deste 5º Domingo da Quaresma (João 11,1-45) que Jesus é solidário com o sofrimento dos seus amigos. Ele vai ao encontro de Marta e Maria que choram a morte do seu irmão. Ele vai e restaura a vida. Onde Deus está a vida reina em abundância. Por ser o autor da vida, Ele tem o poder de fazer com que Lázaro retorne. Isso só Deus pode fazer. Este é um fato novo na história da humanidade. Este sinal fez com que muitos que não acreditavam nele, passam a crer.

O Profeta Ezequiel (37,12-14), na primeira Leitura já anuncia que o Senhor conduzirá seu povo para a nova Israel, a Israel onde não haverá mais morte, sofrimento e dor. Só Ele pode abrir as sepulturas e fazer com que voltem a viver os que jaziam na sombra da morte. Hoje o Senhor pode trazer vida a tantas situações de morte existentes. Porém, precisamos busca-lo de coração sincero e humilde.

A segunda leitura da Carta aos Romanos (8,8-11) nos alerta que para chegarmos à vida eterna, precisamos viver segundo o Espírito, pois “os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus”. Ou seja, tudo o que nós fazemos enquanto peregrinos neste mundo, deve nos conduzir a Deus e não nos afastar dele, pois o encontro é certo. Precisamos rezar muito para que Deus tenha misericórdia daqueles que não acreditam nele, não o buscam e não o amam.

Este viver em Cristo e para Cristo nos faz viver desde já na sua graça. Pois com o seu Espírito nós podemos vencer as forças do mal, as limitações e tentações que diariamente nos afetem e querem nos tirar das coisas de Deus.

Eis que a Páscoa se aproxima. Vamos intensificando a nossa vida de oração desejando estar sempre mais perto de Deus para podermos com Ele estar para sempre. Em sua graça somos renovados, restaurados, purificados de nossas misérias e Ele nos conduz aos prados eternos onde a morte não mais poderá nos atingir.

O Prefácio I rezado na missa de corpo presente ou em outras comemorações dos fiéis defuntos, resume muito bem a nossa fé: “Aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível”. É nesta certeza que caminhamos. E quando temos um horizonte que nos conduz, a vida tem outro significado. Vivemos certos de que aqui estamos de passagem e que o Pai nos espera de braços abertos para a feliz eternidade.

Abençoado Domingo e uma semana de paz e alegria.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

23 de março de 2017

EU SOU A LUZ DO MUNDO

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Continuamos a nossa caminhada quaresmal com o Senhor Jesus. Neste Domingo Ele se apresenta como a Luz do Mundo. A Luz verdadeira que nos mostra por onde devemos andar. Luz que brilha nas trevas e que nos ajuda a trilharmos os caminhos de Deus.

A Palavra de Deus mais uma vez, ou melhor, como sempre, é abundante e alimenta a nossa fé. A Primeira Leitura do 1º Livro da Samuel (16,1b.6-7.10-13a) descreve a escolha de Davi. Vejamos que interessante: a escolha não recaiu sobre o primogênito, nem sobre um outro filho de Jessé, mas sobre o pastor, o mais humilde e aberto a Deus. Aqui vemos que aquilo que pode ser desprezível aos olhos humanos, é grande aos olhos de Deus. O Senhor precisa dos simples e pequenos, porque é Ele quem tudo realiza. Só os humildes têm espaço e abertura para acolhe-lo. A unção de Davi nos lembra que Cristo é o ungido do Pai que veio a este mundo para realiza a sua vontade. Ele veio simples e pequeno, humilde e frágil.

São Paulo, escrevendo aos Efésios (5,8-14), lembra que os batizados não são mais filhos das trevas, mas da luz no Senhor. Portanto ele dirige o apelo que é válido também para nós: “Vivei como filhos da luz”! Os filhos da luz, ou seja, os filhos de Deus que receberam a sua luz no batismo, precisam fazer com que esta luz brilhe no mundo através da suas obras, manifestando assim a justiça, a bondade e a verdade. Tendo a luz de Cristo em nossa vida, temos elementos para discernir o que agrada ou desagrada ao Senhor. Por isso da importância de rezar sempre, de se alimentar da Palavra de Deus e da Eucaristia. Elas nos dão os elementos essenciais para discernirmos o que nos convém ou não.

No Evangelho (Jo 9,1-41) temos o relato da cura do cego de nascença. Em torno desta cura se desenvolvem muitos ensinamentos. Primeiro Jesus diz que Ele é a luz do mundo. A luz que o mundo precisa para viver segundo o projeto de amor do Pai. Quando falta a luz de Cristo em nossa vida, tudo se torna treva e andamos sem direção.

Jesus vai curar este cego em dia de sábado. Aqui já recebe críticas dos fariseus que colocavam as leis acima da vida. O Mestre se utiliza da terra que era um elemento terapêutico no seu tempo. Também para recordar que nós fomos criados da terra. Somos frágeis e pequenos diante de Deus, somos criatura. A cura da cegueira é a nova criação que acontece em Jesus. Todos os que nele creem recebem vida nova pelo batismo e pelo perdão dos pecados. O lavar-se na piscina de Siloé nos recorda o batismo.

O homem que até então não era notado, torna-se um evangelizador. Ele anuncia o que o Senhor fez em seu favor. O encontro com Jesus faz ele enxergar a vida, as coisas, a beleza de ser criatura de Deus, de ser amado. Este encontro faz com que aconteça uma cura interior e não só exterior. Ele passa a ver também através da fé em Jesus Cristo. Por isso ele professa: “Eu creio, Senhor!”

A pior de todas as cegueiras é a que está dentro de nós, pois ela nos impede de ver nos outros a imagem de Deus. Cegueira que nos tira da comunidade, nos afasta dos valores evangélicos. Cristo tem o poder de nos libertar, nos iluminar e romper com todas e quaisquer trevas que possam existir na nossa vida.

Que bom que você participa todos os domingos da santa missa buscando a luz verdadeira, Jesus Cristo. Precisamos sempre nos ‘reabastecer’ do óleo santo que não deixa a luz verdadeira se apagar. Só na Palavra e na Eucaristia encontramos os elementos que mantém acesa a luz da fé. Quando vamos nos afastando da Igreja, vai esfriando a nossa fé e vamos nos esquecendo da misericórdia de Deus.

Abençoado Domingo. Deixe a Luz de Deus iluminar todos os teus passos e decisões ao longo desta nova semana.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.

22 de março de 2017

150 RAZÕES PORQUE ME TORNEI UM CATÓLICO


150 RAZÕES PORQUE ME TORNEI UM CATÓLICO

300 Evidências Bíblicas caracterizando o Catolicismo

Por: Dave Armstrong - EX PROTESTANTE

Tradução do Inglês para o Português : Jaime Francisco de Moura


1. A Igreja católica oferece a única visão coerente da história do Cristianismo (Tradição Cristã, apostólica), e possui a moralidade Cristã mais profunda e sublime, espiritualidade, social moral, e filosofia.

2. Eu me tornei um católico porque acredito sinceramente, em virtude de muita prova cumulativa, que o Catolicismo é a verdade, e que a Igreja católica é a Igreja visível divina estabelecida por Jesus contra o qual os portas do inferno não podem e não prevalecerão (Mt 16,18).

3. Eu deixei o Protestantismo porque era seriamente deficiente na interpretação da Bíblia (por exemplo, "somente a fé". É inconsistente na adoção de várias Tradições católicas (por exemplo, o Cânon da Bíblia), falta uma visão sensata da história Cristã. Chegou a um acordo moralmente anárquico, e relativístico. Estas são algumas das deficiências principais que eu vi eventualmente como fatal para a "teoria" do Protestantismo.

4. O Catolicismo não é dividido formalmente, nem é sectário (Jo 17,20-23; Rom 16,17; 1 Cor 1,10-13).

5. A Unidade católica faz o Cristianismo, e Jesus mais acreditável, para o mundo (Jo 17,23).
6. Por causa do Catolicismo se unificou, a visão Cristã completamente sobrenatural.

7. O Catolicismo evita um individualismo que arruína a comunidade Cristã (por exemplo, 1 Cor 12, 25- 26).

8. O Catolicismo evita o relativismo teológico, por meio da certeza dogmática que é centralizada no papado.

9. O Catolicismo evita anarquismo doutrinário, evitando assim a divisão do verdadeiro Cristianismo.

10. O Catolicismo formalmente previne o relativismo teológico que conduz às incertezas dentro do sistema protestante.

11. Catolicismo rejeita a “Igreja Estatal" que conduziu aos governos a dominar politicamente o Cristianismo.

12. Protestantes de Igrejas Estatais influenciaram a elevação do nacionalismo que mitigou contra igualdade e o Cristianismo universal.

13. Cristandade católica unificada (antes do 16º século) não tinha sido infestado pelas trágicas guerras religiosas.

14. O Catolicismo retém os elementos do mistério, sobrenatural, e o sagrado em Cristianismo, se opondo assim a secularização onde a esfera do religioso em vida se torna muito limitada.

15. O Individualismo protestante conduziu à privatização do Cristianismo, por meio do que é pouco respeitado em vida de sociedade e política, enquanto deixando o "quadro público" estéril de influência Cristã.

16. A falsa dicotomia secular protestante conduziu cristãos a se comprometer, em geral, com políticas vazias. O Catolicismo oferece um vigamento no qual chega a responsabilidade estatal e cívica.

17. O Protestantismo apóia muito em meras tradições de homens (toda denominação origina da visão de um Fundador. Assim que dois ou mais destes contradizem um ao outro, o erro está presente).

18. Igrejas protestantes, de um modo geral, são culpadas em vestir os pastores num pedestal muito alto. Por causa disto, congregações evangélicas experimentam uma severa crise dividindo-se em outras quando um pastor parte, provando-se que suas filosofias e doutrinas, é centrada no homem, em lugar de Deus.

19. O Protestantismo, devido a falta da real autoridade e estrutura dogmática, vem se diluindo a cada dia, surgindo então milhares e milhares de denominações.

20. O Catolicismo retém Sucessão Apostólica, necessária para saber o que é a verdadeira Tradição Apostólica Cristã. Era o critério da verdade Cristã usado pelos primeiros Cristãos.

21. Muitos protestantes levam uma visão obscura em geral da história Cristã, especialmente. os anos de 313 (a conversão de Constantino) para 1517 (a chegada de Lutero). Esta ignorância e hostilidade conduzem o relativismo teológico, anti-catolicismo, e um constante processo desnecessário de "reinventar a roda".

22. O Protestantismo no seu começo era anti-católico, e permanece assim até os dias atuais. Isto está obviamente errado e é anti-bíblico. O Catolicismo realmente é Cristão (se não é, então - logicamente – o Protestantismo que herdou a teologia do Catolicismo também não é). Por outro lado, a Igreja católica não é anti-protestante.

23. A Igreja católica aceita a autoridade dos grandes Concílios Ecumênicos (veja, por exemplo, Atos 15) o qual definido, e desenvolveu a doutrina Cristã (muito do que o Protestantismo também aceita).

24. A maioria dos protestantes não tem os bispos, uma hierarquia Cristã que é bíblico (1 Tim 3,1- 2) e que existiu na história dos primeiros Cristãos e na Tradição.

25. O Protestantismo não tem nenhum modo de resolver assuntos doutrinais definitivamente. Melhor, a doutrina protestante só leva em conta uma visão individual na Doutrina X, Y, ou o Z. não tem nenhuma Tradição protestante unificada.

26. O Protestantismo surgiu em 1517. Então não pode ser possivelmente a "restauração" do "puro", "primitivo" Cristianismo, desde que isto está fora de governo, pelo fato de seu absurdo recente aparecimento. O Cristianismo tem que ter continuidade histórica ou não é Cristianismo. O Protestantismo necessariamente é um "parasita" do Catolicismo.

27. A noção protestante da "igreja invisível" também é moderna na história do Cristianismo e estrangeiro à Bíblia (Mt 5,14; 16,18), então falso.

28. Quando os teólogos protestantes falam do ensino do Cristianismo primitivo (por exemplo, ao refutar "cultos"), eles dizem "a Igreja ensinada. . . " (como foi unificado então), mas quando eles recorrem ao presente, eles instintivamente se contêm de tal terminologia, como autoridade pedagógica universal que só reside na Igreja católica.

29. O princípio protestante de julgamento privado criou um ambiente (especial. na América protestante) no qual (invariavelmente) o homem centralizou "cultos" como as Testemunhas de Jeová, Mormonismo, e Ciência Cristã etc.

30. A falta de uma autoridade pedagógica definitiva no protestantismo (com o magistério católico) faz muitos protestantes individuais pensar que eles têm uma linha direta a Deus. Basta (uma "Bíblia, Espírito santo e eu “mentalidade”). Não tem nenhuma segurança para presumir-se "infalíveis" sobre a natureza do Cristianismo.

31. As "técnicas" de evangelismo são freqüentemente inventadas e manipuladas, certamente não derivou diretamente do texto da Bíblia. Alguns igualam e se assemelham a lavagem cerebral.

32. O evangelho orado por muitos evangelistas protestantes e os pastores são truncado e abreviado, são individuais e diferente do evangelho bíblico como é proclamado pelos Apóstolos.

33. O protestantismo separa profundamente, enquanto vida transformada arrependimento e disciplina radical de sua mensagem do evangelho. "Um próprio ditado" luterano chamado esta "graça barata."

34. A ausência da idéia de submissão para autoridade espiritual no Protestantismo escoou em cima da arena cívica onde as idéias de "liberdade" pessoal, "propriedade", e "escolha" dominam agora, uma extensão de dever cívico.

35. O Catolicismo retém o senso do sagrado, o sublime, o santo, e o bonito em espiritualidade. As idéias de altar, e "espaço sagrado" é preservado. Muitas igrejas protestantes são corredores, se encontrando em locais, tipo "ginásios". A maioria das casas dos protestantes é mais esteticamente notável que as igrejas deles. Os protestantes, freqüentemente, são viciados freqüentemente a mediocridade na avaliação deles de arte, música, arquitetura, drama, a imaginação, etc.

36. O Protestantismo negligenciou o lugar da liturgia em grande parte da adoração (com exceções notáveis como Anglicanismo e Luteranismo). Este é o modo que os cristãos sempre seguiram durante séculos, e não pode ser despedido assim ligeiramente.

37.O Protestantismo tende a opor assunto e espírito, enquanto favorecendo o posterior, e é um pouco Gnóstico nesta consideração.

38. O protestantismo critica a prática das procissões Católicas, indo contra a Igreja primitiva e a Bíblia (Josué 3,5-6) ( Números 10, 33-34) ( Josué 6,4) (Josué 3,14-16) (Êxodo 25, 18-21) (Josué 4, 4-5) (Josué 4,15-18)

39. O Protestantismo limita ou descrê em sacramentalismo que simplesmente é a extensão do princípio e a convicção que o assunto pode carregar graça. Algumas seitas (por exemplo, muitos pentecostais) rejeita todos os sacramentos.

40. Os Protestantes excessivos desconfie da carne ("carnalidade") freqüentemente caem (no fundamentalismo) um legalismo absurdo (não podem dançar, jogar cartas, escutar músicas convencionais, etc.).

41. Muitos protestantes tendem a separar vida em categorias de "espiritual" e "carnal", como se Deus não fosse Deus de tudo e da vida. Esquecem que os empenhos de todos pecadores são no final das contas, espirituais.

42. O Protestantismo removeu a Eucaristia do centro e foco de serviços de adoração. Alguns protestantes só observam isto, uma vez mensalmente, ou até mesmo trimestralmente. Isto está contra a Tradição da Igreja Primitiva.

43. A maioria dos protestantes considera a Eucaristia como um símbololismo que está contrária a Tradição Cristã universal até 1517 e a Bíblia (Mt 26,26-28; Jo 6,47-63; 1 Cor 10,14-22; 11, 23-30), que afirma à Real Presença.

44. O Protestantismo deixou de considerar o matrimônio como um sacramento virtualmente, ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (Mt 19,4-5; 1 Cor 7,14,39; Efésios 5, 25-33).

45. O Protestantismo aboliu o sacerdócio (Mt 18,18) e o sacramento da ordenação, ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (Atos 6,1-6; 14,22; 1 Tim 4,14; 2 Tim 1,6).

46. O Catolicismo retém a noção de Paulo da viabilidade espiritual de um clero celibatário (por exemplo, 1 Cor 7,8,27,32-3 e Mt 19,12).

47. O Protestantismo rejeitou o sacramento da confirmação em grande parte. (Atos 8,18, Hebreus 6,2-4), ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia.

48. Muitos protestantes negaram o batismo infantil, ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (Atos 2,38-9; 16,15,33; 18,8; 1 Cor 1,16; Colocensses 2,11-12). O Protestantismo é dividido em cinco acampamentos principais na questão do batismo.

49. A grande maioria dos protestantes nega a regeneração batismal, ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (Marcos 16,16; João 3,5; Atos 2,38; 22,16; Rom 6,3-4; 1 Cor 6,11; Tito 3,5).

50. Os Protestantes rejeitaram o sacramento de ungir o doente (Extrema Unção Últimos Ritos), ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (Marcos 6,13; 1 Cor 12,9,30; Tiago 5,13-16).

51. O Protestantismo nega a indissolubilidade do matrimônio sacramental e permite divórcio, ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (Gen 2,24; Mal 2,14-16; Mt 5,32; 19,6,9; Marcos 10,11-12; Lucas 16,18; Rom 7,2-3; 1 Cor 7,10-14,39).

52. O Protestantismo não acredita que procriação é o propósito primário e benefício do matrimônio (não faz parte dos votos, como no matrimônio católico), ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (Gen 1,28; 28,3; 127,3-5).

53.O Protestantismo aprova a contracepção, em desafio da Tradição Cristã universal. (Gen 38,8-10; 41,52; Levítico 26, 9; Deuteronômio 7,14; Rute 4,13; Lucas 1,24-5). Agora, só o Catolicismo retém a Tradição antiga, em cima da contra mentalidade de "não-criança."

54. O Protestantismo (principalmente sua asa liberal) aceitou o aborto como uma opção moral, ao contrário da Tradição Cristã universal até recentemente (depois de 1930), e a Bíblia. Ex 20,13; Isaías 44,2; 49, 5; Jeremias 1,5; 2,34; Lucas 1,15,41; Romanos 13,9-10).

55. O Protestantismo (de denominações largamente liberais) permitem mulheres como pastores (e até mesmo bispos, como no Anglicanismo), ao contrário da Tradição Cristã, teologia protestante tradicional e a Bíblia (Mt 10,1-4; 1 Tim 2,11-15; 3,1-12; Tito 1,6).

56. O Protestantismo , cada vez mais, chega a um acordo formalmente e oficialmente com o feminismo radical à moda que nega os papéis de homens e mulheres como é ensinado na Bíblia (Gen 2,18-23; 1 Cor 11,3-10) e manteve através da Tradição Cristã (diferenciação de papéis, mas não de igualdade).

57. O Protestantismo também está negando atualmente, com freqüência crescente, o papel do marido no matrimônio que é baseado no papel do Pai em cima do Filho ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (1 Cor 11,3; Efésios 5,22-33; Colocensses 3,18-19). Isto também está baseado em uma relação de igualdade (1 Cor 11,11-12; Gálatas 3,28; Efésios 5,21).

58. O Protestantismo liberal (notavelmente Anglicanismo) ordenou os homossexuais praticantes até mesmo como pastores, permitindo o "matrimônio" deles, sendo contrário a antiga Tradição Cristã universal, e a Bíblia (Gen 19,4-25; Rom 1,18-27; 1 Cor 6,9). O Catolicismo ficou firme na moralidade tradicional.

59. O Protestantismo liberal, aceitou métodos críticos" mais altos" de interpretação bíblica que conduz à destruição da reverência Cristã tradicional, somente pela Bíblia, e degrada isto, com documento falível, para o detrimento de sua essência divina, infalível.

60. Muitos protestantes liberais jogaram fora muitas doutrinas cardeais do Cristianismo, como a Encarnação, Nascimento da Virgem, a Ressurreição Corporal de Cristo, a Trindade, Pecado Original, inferno, a existência do diabo, milagres, etc.

61. Os fundadores do Protestantismo negaram, e Calvinistas negam hoje, a realidade da livre vontade humana.

62. O Protestantismo clássico teve uma visão deficiente do passado do Homem, pensando que o resultado era depravação total. De acordo com Lutero, Zwingli, Calvino, o homem poderia fazer só o mal da própria vontade dele, e não teve nenhuma livre vontade para fazer o bem. Ele agora tem uma "natureza de pecado". O Catolicismo acredita que, de um modo misterioso, o homem coopera com a graça que sempre precede todas as boas ações. No Catolicismo, retém ainda a natureza de algum homem bom, embora ele tem uma tendência para pecar ("concupiscência").

63. O Protestantismo clássico, e o Calvinismo de hoje, põe Deus como o autor do mal. Eles legam supostamente que os homens fazem o mal e violam os preceitos dele sem ter qualquer livre vontade para fazer assim. Isto é blasfemo, e voltas Deus em um demônio.

64. Adequadamente (o homem que não tem nenhuma livre vontade) no protestantismo clássico e pensamento Calvinista, Deus predestina os homens ao inferno, embora eles não tiveram nenhuma escolha!

65. O Protestantismo clássico e o Calvinismo, ensina falsamente que Jesus só morreu para os eleitos

66. O Protestantismo clássico especialmente o Luterano, e o Calvinismo, devido à falsa visão, nega a eficácia e a capacidade da razão humana para conhecer Deus até certo ponto, e opõe isto a Deus e fé, ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (Marcos 12,28; Lucas 10,27; João 20,24-9; Atos 1,3; 17,2,17,22-34; 19,8). Os melhores Apologistas protestantes hoje simplesmente voltam atrás para a herança católica de São Tomás de Aquino, Santo Agostinho, e muitos outros grandes pensadores.

67. O Pentecostalismo ou Protestantismo carismático coloca muito alto uma ênfase na experiência espiritual, não equilibrando isto corretamente com a lógica, a razão, a Bíblia, e a Tradição.

68. Outros protestantes (por exemplo, muitos batistas) negam que presentes espirituais como curar estão presentes na idade atual (supostamente eles cessaram com os apóstolos).

69. O Protestantismo tem visões contraditórias do governo da igreja, pois não possuem nenhuma autoridade coletiva), assim, não existe ordem e unidade. Algumas seitas reivindiquem ter "apóstolos" ou "profetas" entre eles, com todos os abusos de autoridade e poder.

70. O Protestantismo (especialmente o pentecostalismo) tem uma fascinação imprópria para o "fim do mundo" e muita tragédia humana, é o resultado de tais falsas profecias.

71. A ênfase do pentecostalismo, conduz a um detrimento de sensibilidades sociais, políticas, éticas, e econômicas aqui na terra.

72. O Pensamento protestante tem a característica definindo ser "dicótomo", separa idéias em acampamentos mais exclusivos e mutuamente hostis, quando na realidade muitas das dicotomias são simplesmente complementares em lugar de contraditório.

73. O Protestantismo descaracteriza a Bíblia contra os sacramentos.

74. O Protestantismo monta devoção interna e devoção contra a Liturgia.

75. O Protestantismo opõe adoração espontânea para formar suas próprias orações.

76. O Protestantismo separa a Bíblia, da autoridade que Jesus deixou a sua Igreja.

77. O Protestantismo cria a falsa dicotomia de versões da Bíblia.

78. O Protestantismo descaracteriza Tradição contra o Espírito santo.

79. O Protestantismo considera autoridade da Igreja e liberdade individual e contraditório de consciência.

80. O Protestantismo (especialmente. Lutero) joga para cima o Velho Testamento contra o Novo Testamento, embora Jesus não fizesse assim (Mateus 5,17-19; Marcos 7,8-11; Lucas 24,27,44; João 5,45-47).

81. O Protestantismo põe leis para enfeitar sendo inseguras e sem sobrevivência.

82. O Protestantismo cria uma falsa dicotomia entre simbolismo e realidade sacramental (por exemplo, batismo, Eucaristia).

83. O Protestantismo separa o Indivíduo da comunidade Cristã. É só conferir as milhares e milhares de denominações diferentes umas das outras (1 Cor 12,14-27).

84. O Protestantismo descaracteriza a reverência dos santos contra a adoração de Deus. A Teologia católica não permite adoração dos santos do mesmo modo como é dirigido para Deus. São venerados os santos e são honrados, não adorados, como só Deus pode ser o Criador.

85. Muitas lideranças de protestantes pensam que o Espírito santo está falando com eles, mas não tem, em efeito, falado com as multidões de cristãos durante 1500 anos antes que o Protestantismo começasse!

86. Falhas no pensamento protestante original conduziram a erros até piores. Por exemplo, a justificação extrínseca, inventada para assegurar a predominância da graça, veio proibir qualquer sinal externo de sua presença ("sola fide ").O Calvinismo com seu Deus cruel, construiu esse modelo especificamente. Muitos fundadores de cultos de recente origem partiram o Calvinismo, por ex: (as Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, etc.).

87. O pentecostalismo obcecado, em moda tipicamente americana, sempre aparece com celebridades (os Evangelistas de Televisão).

88. O pentecostalismo se apaixona com a falsa idéia, de que grandes números em uma congregação (ou crescimento rápido) é um sinal da presença de Deus de um modo especial. Eles esquecem que Deus nos chama a fidelidade em lugar de ir para o "sucesso", não estatísticas lisonjeiras.

89. O pentecostalismo enfatiza freqüentemente o crescimento numérico em lugar de crescimento espiritual individual.

90. O pentecostalismo é presentemente obcecado com ego-cumprimento, ego-ajuda, e o egoísmo no lugar de uma tensão Cristã tradicional em sofrer, sacrificar, etc..

91. O protestantismo tem uma visão truncada e insuficiente do lugar de sofrer na vida Cristã. Ao invés, "saúde-e-riqueza" tudo em "nome-disto-e-reivindicação-daquilo" Movimentos dentro do Protestantismo pentecostal estão florescendo, mas não estão em harmonia com a Bíblia, Cristianismo e Tradição.

92. O protestantismo, em geral, adotou uma forma mais capitalista que o Cristianismo. Riqueza e ganho pessoal é buscado mais que piedade, e é visto como uma prova do favor de Deus, como o Puritano, que secularizou o pensamento americano, indo contra a Bíblia e ensinamento Cristão.

93. O protestantismo crescentemente não está tolerando perspectivas políticas de esquerda em acordo com visões do Cristianismo, especialmente. em seus seminários e faculdades.

94. O protestantismo está tolerando heterodoxia crescentemente teológica e liberalismo, para tal uma extensão que muitos líderes evangélicos estão alarmados, e prediz uma decadência adicional dos padrões ortodoxos.

95. Os pentecostais adotaram visões de Deus sujeito aos caprichos frívolos do homem e desejos do momento.

96. As seitas anteriores normalmente ensinam totalmente ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia.

97. O evangelho, especialmente na televisão, é vendido da mesma forma que McDonalds vende hambúrgueres. Tecnologia de mercado e técnicas de relações públicas substituíram cuidado da pastoral pessoal e preocupação social em grande parte pelo irreligioso.

98. “Pecar”, em alguma denominações protestantes, crescentemente, é visto como um fracasso psicológico ou uma falta de amor próprio, em lugar da revolta voluntariosa que é contra Deus.

99. O Protestantismo, em todos os elementos essenciais, somente pede emprestado por atacado da Tradição católica, ou torce o mesmo. Todas as doutrinas nas quais os católicos e protestantes concordam, é claramente católico em origem (Trindade, Nascimento da Virgem, Ressurreição, 2ª Vinda, Cânon da Bíblia, céu, inferno, etc.). Qualquer verdade que está presente em cada idéia protestante, sempre é derivada do Catolicismo que é o cumprimento das aspirações mais fundas e melhores dentro do Protestantismo.

100. Um dos princípios fundamentais do Protestantismo é a sola Scriptura que não é bíblico e também é inexistente até o 16º século). Na própria Bíblia, não se encontra essa palavra, ou outra com o mesmo significado. Porém é uma falsa tradição humana protestante.

101. A Bíblia não contém todos os ensinamentos de Jesus, como acreditam muitos protestantes (Marcos 4,33; 6,34; Lucas 24,25-27; João 16,12-13; 20,30; 21,25; Atos 1,2-3).

102. A Sola Scriptura é um abuso da Bíblia. Uma leitura objetiva da Bíblia, conduz a pessoa para Tradição e a Igreja católica, em lugar do oposto.

103. O Novo Testamento não foi escrito nem recebeu no princípio como a Bíblia, mas só gradualmente, e o Cristianismo primitivo não poderia ter acreditado na sola Scriptura.

104. Tradição não é uma palavra ruim na Bíblia, ela recorre a algo passado de um para outro. A Tradição é falada em 1 Cor 11,2; 2 Tessalonicenses 2,15, 3,6, e Colossenses 2,8. Mesmo assim, os protestantes não aceitam a Tradição. Eles confundem tradição humana, como a Sola Scriptura, com Tradição que os próprios Apóstolos deixaram.

105. A Tradição Cristã, de acordo com a Bíblia, pode ser oral ou escrita (2 Tessalonicenses 2,15; 2 Tim 1,13-14; 2,2).Que São Paulo faz sem nenhuma distinção qualitativa entre as duas formas.

106. em Atos e as Epístolas, muitas coisas da Bíblia era originalmente oral (por exemplo, todo o ensino de Jesus - Ele não escreveu nada.

107. Ao contrário de muitas reivindicações protestantes, Jesus não condenou a tradição. Por exemplo, Mateus 15,3,6; Marcos 7,8-9,13, onde Ele só condena a tradição humana corrupta, não a Tradição deixada aos 12 Apóstolos.

108.Tradição Cristã, apostólica acontece em Lucas 1,1-2; Rom 6,17; 1 Cor 11,23; 15:3; Judas 1,3, ou Tradição Cristã "receptora" acontece em 1 Cor 15,1-2; Gal 1,9,12; 1 Tess 2,13.

109. Os conceitos de "Tradição", "evangelho", "palavra de Deus", "doutrina", e "a Fé" é essencialmente sinônima, e tudo são predominantemente orais. (2 Tess 2,15; 3, 6; 1 Tess 2,9,13 (cf. Gal 1,9; Atos 8,14). Se Tradição é uma palavra suja, então assim é "evangelho" e "palavra de Deus!"

110. São Paulo, em 1 Tim 3,15, põe a Igreja sobre a Bíblia como fundamento da verdade, e como ensina o Catolicismo.

111. Os protestantes defendem a sola Scriptura em 2 Tim 3,16. O Catolicismo concorda em grande para estes propósitos, mas não exclusivamente assim, como no Protestantismo. Secundariamente, quando São Paulo fala aqui de "Bíblia", o NT ainda não existia (não definitivamente durante mais de 300 anos depois dos Apóstolos), assim ele só está recorrendo ao Antigo Testamento. Isto significaria que o Novo Testamento não era necessário para a regra de fé, se sola Scriptura seja verdade, e se fosse aludido supostamente para este verso!

112.O Catolicismo mantém a Tradição que é consistente com a Bíblia, até mesmo onde ela é muda em alguns assuntos. Para o Catolicismo, toda necessidade da doutrina não é achada somente na Bíblia, e o princípio do Protestantismo é a sola Scriptura. Por outro lado, a maioria dos teólogos católicos reivindicam que todas as doutrinas católicas podem ser achadas na Bíblia, em forma de núcleo, ou por uso extenso e conclusão.

113. Estudantes protestantes pensativos mostraram, que uma posição irrefletida da Sola Scriptura pode se transformar em "bibliolatria", quase uma adoração da Bíblia em lugar de Deus que é seu Autor. Esta mentalidade é semelhante à visão muçulmana, onde a Revelação para eles, está somente no Alcorão.

114. Cristianismo é inevitavelmente histórico. Todos os eventos da vida de Jesus (Encarnação, Crucificação, Ressurreição, Ascensão, etc.) era histórico, como era a oração dos apóstolos. Então, tradição de algum tipo, é inevitável, ao contrário de numerosos protestantes míopes que reivindicaram que sola Scriptura aniquila Tradição. Toda negação de uma tradição particular envolve um preconceito (escondido ou aberto) para a própria tradição alternada da pessoa (Por exemplo, se toda a autoridade da Igreja é rejeitada, até mesmo a autonomia individualista é uma "tradição".

115. A Sola Scriptura não poderia ter sido literalmente verdade, falando praticamente, para a maioria dos cristãos ao longo da história. A Tradição oral, junto com as práticas devotas, os feriados Cristãos, a arquitetura de igrejas e outra arte sagrada, era os portadores primários do evangelho durante 1400 anos. Durante todos estes séculos, a Sola Scriptura teria sido considerada como uma abstração absurda e impossível.

116. O Protestantismo diz que a Igreja católica acrescentou à Bíblia.Isto não é verdade porque ela tirou somente as implicações da Bíblia (desenvolvimento da doutrina), e seguiu a compreensão da Igreja primitiva, e que os protestantes subtraíram da Bíblia ignorando grandes porções que sugestionam posições católicas.

117. A Sola Scriptura é o calcanhar de Aquiles do Protestantismo. Invocando somente a Sola Scriptura, não há nenhuma solução ao problema da autoridade, contanto que as interpretações múltiplas existam. Se a Bíblia estivesse tão clara, os protestantes simplesmente concordavam entre si, pois existem (a multiplicidade de denominações).

118. A interpretação da Bíblia é inevitável sem a tradição. É necessário então falar na Igreja católica, ela é a que evita a confusão, o erro, e a divisão.

119. O Catolicismo não considera a Bíblia inacessível aos leigos, como se afirma no protestantismo, mas é vigilante para proteger-se de uma exegese toda arbitrária e aberrante As melhores tradições protestantes buscam fazer o mesmo, mas é inadequado e ineficaz desde que eles são divididos.

120. Protestantismo tem um problema enorme com o Cânon Bíblico. O processo de determinar os livros exatos que constituem a Bíblia durou até o ano de 397 D.C., quando o Concílio de Cartago com finalidade, certamente prova que a Bíblia não está autenticada, como acredita o protestantismo. Alguns cristãos sinceros, devotos, e instruídos duvidaram da canocidade de alguns livros que estão agora na Bíblia, e outros consideraram livros que não estavam incluídos no Cânon.

121. O Concílio de Cartago, decidindo o Cânon da Bíblia inteira em 397, incluiu os livros "Deuterocanônicos" que os protestantes chutaram fora da Bíblia. Antes do 16º século os cristãos consideravam esses livros, e eles não eram separados, como se vê no protestantismo.O protestantismo aceita a autoridade deste Concílio para o NT, mas não para AT.

122. A Igreja católica venerou sempre a Bíblia. Isto é provado pelo laborioso cuidado dos monges, protegendo e copiando manuscritos, e as traduções constantes em línguas vernáculas (ao invés das falsidades sobre só Bíblias latinas), entre outras evidências históricas abundantes e indisputáveis. A Bíblia é um livro católico, e não importa quantos protestantes estudam e proclamam isto peculiarmente, eles têm que reconhecer a dívida inegável para a Igreja católica por ter decidido o Cânon, e por preservar a Bíblia intata durante 1400 anos.

123. O Protestantismo nega o Sacrifício da Missa, ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (Gen 14,18; Isa 66,18,21; Mal 1,11; Heb 7, 24-25; 13,10; 5,1-10; 8,3; 13,8). que transcende espaço e tempo.

124. O Protestantismo descrê, em geral, no desenvolvimento da doutrina, ao contrário da Tradição Cristã e muitas indicações bíblicas implícitas, mas seguem a Doutrina da Trindade, que foi desenvolvida na história, nos três primeiros séculos do Cristianismo. É tolice negar isto. A Igreja é o "Corpo" de Cristo, e é um organismo vivo que cresce e desenvolve como corpos todo vivos. Não é uma estátua, simplesmente para ser limpada e polida com o passar do tempo, como muitos protestantes parecem pensar.

125.O Protestantismo separa justificação de santificação, ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (por exemplo, Mt 5,20; 7,20-24; Rom 2,7-13; 1 Cor 6,11).

126. O Protestantismo desconsidera que as obras contribuam para a salvação, rejeitando assim a Tradição Cristã e o ensino explícito da Bíblia (Mt 25,31-46; Lucas 18,18-25; João 6,27-29; Gal 5,6; Efésios 2,8-10; Filipenses 2,12-13; 3,10-14; 1 Tessalonicenses 1,3; 2 Tessalonicenses 1,11; Heb 5,9; Judas 1,21. Estas passagens também indicam que a salvação é um processo, não um evento instantâneo, como no Protestantismo.

127. O protestantismo rejeita a Tradição Cristã e ensino bíblico que sempre foi ensinado na Igreja Católica, onde as boas ações feitas na fé contribuem para a salvação (Mt 16,27; Rom 2,6; 1 Cor 3,8-9).

128. O protestantismo tem convicção, de que aceitando Jesus como Salvador, já estão salvos. Não é bem isso que a Igreja Primitiva e a Bíblia ensina ( Filipenses 3,11-14) (Hebreus 4,1) (Tito 1,2) (1 Tessalonicenses 5,8) ( Tito 3,7) e (Mateus 25,1-13) onde se diz, que devemos ser sempre vigilantes. Vigilante não é o mesmo que certeza.

129. Muitos protestantes (especialmente os presbiterianos, calvinistas e batistas) acreditam em segurança eterna, ou, perseverança dos santos (convicção daquele que não pode perder a "salvação". Isto está ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia: 1 Cor 9,27; Gal 4,9; 5,1,4; Col 1,22-3; 1 Tim 1,19-20; 4,1; 5,15; Heb 3,12-14; 6,4-6; 10,26,29,39; 12,14-15.

130. Ao contrário do mito protestante, a Igreja católica não ensina que é salvo através de trabalhos aparte, porque a fé e obras são inseparáveis.

Esta heresia da qual o Catolicismo é acusado freqüentemente, estava na realidade condenado pela Igreja católica, em 529 D.C. é conhecido como Pelagianismo, (visão que o homem pudesse se salvar pelos próprios esforços naturais dele, sem a graça sobrenatural necessária de Deus). Continuar acusando a Igreja católica desta heresia é um sinal de preconceito e ignorância do manifesto da história da teologia, como também o ensino católico é claro no Concílio de Trento (1545-63). Ainda o mito é estranhamente prevalecente.

131. protestantismo eliminou virtualmente a prática da confissão a um sacerdote (ou pelo menos pastor), ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (Mt 16,19; 18,18; Jo 20,23). (Atos 19,18) (Tiago 5 15-16) (Neemias 9,2) (Neemias 1, 6). (João 3,6).

132. O protestantismo descrê na penitência, ou castigo temporal para (perdoar) pecado, indo contra a Tradição Cristã e a Bíblia (por exemplo, Num 14,19-23; 2 Sam 12,13-14; 1 Cor 11,27-32; Heb 12,6-8).

133. O protestantismo tem pouco conceito da Tradição e doutrina bíblica de mortificar a carne, ou, sofrendo com Cristo: Mt 10,38; 16,24: Rom 8,13,17; 1 Cor 12,24-6; Filipenses 3,10; 1 Pedro 4,12,13.

134. Igualmente, o protestantismo perdeu a Tradição e doutrina bíblica de compensação vicária, ou sofrimento remissório de Cristãos com Cristo, por causa de um ao outro, Êxodo 32,30-32; Num 16,43-8; 25,6-13; 2 Cor 4,10; Col 1,24; 2 Tim 4,6.

135. O protestantismo rejeitou a Tradição e doutrina bíblica do purgatório, como conseqüência de sua falsa visão de justificação e penitencia, apesar de evidências suficientes na Bíblia: Miquéias 7, 8-9; Malaquias 3,1-4; 2 Macabeus 12, 39-45; Mt 5, 25-6; 12,32; Lucas 16,19-31; 1 Pedro 3,19-20; 1 Cor 3,11-15; 2 Cor 5,10.

136. O protestantismo rejeitou a doutrina das indulgências que são simplesmente, o perdão do castigo temporal para pecado (penitência), pela Igreja (aqui na terra, Mt 16,19; 18,18, e João 20,23). Isto não é diferente do que São Paulo fez, em relação a um irmão errante na Igreja de Corinto. Primeiro, ele impôs uma penitência a ele (1 Cor 5,3-5), parte então remetida (uma indulgência: 2 Cor 2, 6-11). Só porque aconteceram alguns abusos antes da Revolta protestante (admitida e retificada pela Igreja católica), não tem nenhuma razão para lançar fora contudo outra doutrina bíblica. É típico do Protestantismo queimar completamente uma casa no lugar de limpá-la, "joga fora o bebê com a água de banho”.

137.O protestantismo jogou fora as orações para os mortos, em oposição a Tradição Cristã e a Bíblia (Tobias 12,12; 2 Macabeus 12, 39-45; 2 Tim 1, 16-18; também versos que têm a ver com purgatório, desde que estas orações estão lá para os santos).

138. O protestantismo rejeita, em chãos inadequados, a intercessão dos santos. Por outro lado, a Tradição Cristã e a Bíblia apoiaram esta prática. (Mt 22, 30; 1 Cor 15, 29) Mt 17, 1-3; 27,50-53; e então pode interceder por nós (2 Macabeus 15,14; Apocalipse 5, 8; 6, 9-10).

139. Alguns protestantes descrêem nos Anjos da guarda, apesar da Tradição Cristã e a Bíblia (Mt 18,10; Atos 12,15; Heb 1,14).

140. A maioria dos protestantes nega que os anjos possam interceder por nós, ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (Apocalipse 1,4; 5,8; 8,3-4; Zacarias 1,12-13; Oséias 12,5 Gêneses 19, 17-21).

141.O protestantismo rejeita a Imaculada Concepção de Maria, apesar da Tradição Cristã desenvolvida e indicada pela Bíblia,: Gen 3,15; Lucas 1,28 ("cheia de graça" interpretam os católicos, em chãos lingüísticos, significa "sem pecado"); Maria representando a Arca da Aliança (Lucas 1,35 Ex 40,34-8; Lucas 1,44 2 Sam 6,14-16; Lucas 1,43 2 Sam 6,9: A Presença de Deus requer santidade extraordinária).

142. O protestantismo rejeita a Assunção de Maria, apesar da Tradição Cristã desenvolvida e indicações bíblicas. Ocorrências semelhantes na Bíblia não fazem a Suposição improvável. (Henoc em Gen 5,24 e Heb 11,5) (Elias em 2 Reis 2,11) (Paulo em 2 Cor 12, 2-4) ("Êxtase" em 1 Tessalonicenses 4,15-17) (subindo os santos em Mt 27,52-53).

143. Muitos protestantes negam a virgindade perpétua de Maria, apesar da Tradição Cristã (e o acordo unânime dos fundadores protestantes (Lutero, Calvino, Zwingli, etc.).

144. O protestantismo nega a Maternidade Espiritual de Maria, ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (João 19, 26-27: "Veja a mulher do Céu” Apocalipse 12, 1,5,17. Os Católicos acreditam que Maria é uma santa, e que as orações dela são de grande efeito para nós. Compare com Apocalipse 5,8; 8,4; 6,9-10).

145. O Protestantismo rejeita o papado, apesar da Tradição Cristã profunda, e a forte evidência na Bíblia da preeminência de Pedro como a pedra da Igreja. Ninguém nega que ele fosse algum tipo de líder entre os apóstolos. Como sabemos, o papado é derivado desta primazia: Mt 16,18-19; Lucas 22,31-2; João 21,15-17 são as passagens "papais" mais diretas. O nome de Pedro aparece primeiro em todas as listas dos apóstolos; até mesmo um anjo insinua que ele é o líder deles (Marcos 16,7), e ele andou pelo mundo como tal (Atos 2,37-8,41). Ele faz o primeiro milagre na Igreja (Atos 3,6-8), profere o primeiro anátema (Atos 5,2-11), Trouxe a vida novamente, a um morto (Atos 9,40), o primeiro a receber os Gentios (Atos 10,9-48), e o nome dele é mencionado mais freqüentemente que todos os outros discípulos reunidos (191 vezes). Essas, são algumas evidências que destaca Pedro dos outros Apóstolos.

146. Desde o princípio, a Igreja de Roma e os papas têm o governo e a direção teológica e a ortodoxia da Igreja Cristã. Isto é inegável.

147. O protestantismo, em seu desespero, tenta suprir algum tipo de continuidade histórica aparte da Igreja católica, às vezes tenta reivindicar uma linhagem de seitas medievais como os valdenses, Cátaros, Montanistas ou Donatistas. Porém, este empenho é sentenciado a um fracasso quando a pessoa estuda de perto no que estas seitas acreditaram.

148. Os Católicos tem o Cristianismo mais sofisticado e pensativo da filosofia socio-econômica e política, uma mistura de elementos "progressivos" e "conservadores" distinto da retórica que tipicamente dominam a arena política. Catolicismo tem a melhor visão da igreja em relação ao estado e cultiva como bem.

149. O Catolicismo tem a melhor filosofia Cristã. Trabalhou por vários séculos de reflexão e experiência. Como em sua reflexão teológica e desenvolvimento, a Igreja Católica é sábia e profunda, para uma extensão que verdadeiramente tem um selo divino e seguro. Eu já me maravilhava, logo antes da minha conversão, de como a Igreja católica poderia ser tão certa sobre tantas coisas. Eu fui acostumado a pensar, como um bom evangélico, que a verdade sempre era uma pluralidade de idéias de muitas denominações protestantes, "todas juntas." Mas afinal de contas, a Igreja católica faz a diferença!

150. Por último, o Catolicismo tem a espiritualidade mais sublime e espírito de devoção, manifestado de mil modos diferentes. Do ideal monástico, para o celibato heróico do clero e religioso, os hospitais católicos, a santidade completamente de um Thomas, um Kempis ou um Santo Inácio, os santos incontáveis canonizados e como ainda, Madre Teresa, Papa João Paulo II, Papa João XXIII, os mártires primitivos, São Francisco de Assis, os eventos à Lourdes e Fátima, o intelecto deslumbrante de John Henry Newman, a sabedoria e perspicácia do Arcebispo Sheen de Fulton, São João da Cruz, a inteligência santificada de um Chesterton ou um Muggeridge, mulheres anciãs que fazem as Estações da Cruz ou o Rosário. Este espírito devoto é incomparável em sua extensão e profundidade, apesar de muitas contraposições protestantes.

“A IGREJA É A COLUNA E O FUNDAMENTO DA VERDADE” (1 TIM3,15)

“ TODO AQUELE QUE DIVIDE JESUS É UM ANTI-CRISTO” (1 JO 4,3)