23 de junho de 2016

EU TE SEGUIREI, SENHOR!

Queridos e amados irmãos em Cristo Jesus. Seguindo o Mestre, continuamos nosso caminho rumo a pátria definitiva onde o Pai nos espera com um abraço misericordioso. Neste caminho que estamos fazendo não estamos sozinhos, Jesus caminha conosco nos ensinando como sermos melhores filhos.

Neste 13º Domingo do Tempo Comum, a Palavra de Deus nos lembra que todos recebemos um chamado, uma vocação. Alguns são chamados a serem Sacerdotes, alguns a seguirem a Jesus na Vida Religiosa Consagrada, outros no Matrimônio ou até mesmo solteiros consagrando sua vida ao Senhor servindo-o nas mais diversas realidades.

Importante, estimados irmãos e irmãs, é cada um buscar, através da oração discernir onde Deus está chamando. Lá está o nosso caminho de felicidade e realização. Aquilo que Deus tem para nós é melhor do que queremos e buscamos. Feliz de quem busca conhecer a vontade do Senhor em sua vida.

A Liturgia da Palavra deste Domingo nos oferece uma vasta reflexão e exemplos sobre o seguimento. Na primeira Leitura (Reis 19,16b.19-21) Elias unge Eliseu como profeta em seu lugar. Vemos no relato como Eliseu se desfaz de tudo que o possa de certa forma atrapalhar na missão que o Senhor estava lhe confiado. Ele deixa tudo para traz e celebra com os seus a eleição. A leitura termina dizendo: “depois levantou-se, seguiu Elias e pôs-se ao seu serviço”! Bonita esta atitude de disponibilidade e despojamento. Ele vai sem nada, sabendo que Deus proverá tudo para que a sua missão seja concretizada. Deus conta também hoje com a nossa disponibilidade.

No Evangelho (Lucas 9,51-62), enquanto Jesus caminha para Jerusalém, sabendo que lá seria a consumação da sua missão, Ele vai escolhendo alguns para o discipulado com o objetivo de continuarem o seu trabalho. O texto de Lucas coloca três exemplos de situações e pessoas que são chamadas ou que querem, mas que não estão aptas para a missão. Importante deixar claro que cada um é chamado a uma missão específica em um determinado objetivo.

Primeira cena: “Enquanto estavam caminhando, alguém na estrada disse a Jesus: 'Eu te seguirei para onde quer que fores.' Jesus lhe respondeu: 'As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça.'” Jesus conhecia a intenção dele, por isso logo alerta sobre a realidade de desprendimento que Ele e seus discípulos viviam. O texto não diz que ele, depois de ouvir aquilo do Mestre, o segue. Muitos pensavam que Jesus, por ser Mestre, tinha riqueza e bens como tantos judeus da época. Por isso Ele alerta sobre a sua condição de pobreza em que ele vivia.

Segunda e terceira cena: “Jesus disse a outro: 'Segue-me.' Este respondeu: 'Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai.' Jesus respondeu: 'Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus.' Um outro ainda lhe disse: 'Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares.' Jesus, porém, respondeu-lhe: 'Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus.'”

É comum também nos tempos de hoje encontrar pessoas que pensam que os seus afazeres são mais importantes do que aquilo que Deus tem para nós. Ilusão de quem pensa assim. Ocupar-se com as coisas de Deus é a melhor tarefa que nós podemos fazer. Por isso, quem se decide pelo Senhor, não pode ficar olhando para trás e chorando seu passado com saudades do que vazia. Deve deixar tudo sem pesar, com a alegria de quem está disponível ao Senhor para o que Ele precisar. Esta atitude de desprendimento vemos no relato já citado da escolha de Eliseu.

Trazendo para a realidade específica da Vida Religiosa Consagrada e Sacerdotal, encontramos muitos jovens que são chamados, mas que se deixam ocupar demasiado pelas coisas temporais e supérfluas do mundo. Colocam muitas desculpas e empecilhos para o seguimento livre ao Senhor. Isso demonstra uma atitude de pouca fé. Quem somos nós para colocarmos limites e dificuldades para a realização do Projeto de Deus?

Acompanhando jovens em nosso Centro de Orientação Vocacional Nossa Senhora de Nazaré em Marituba, Pará, sinto isso muito presente. Quantos jovens e também adultos, colocam seus planos acima dos projetos de Deus. Muitos desistem do seguimento à Vida Religiosa e Sacerdotal não por falta de vocação, mas por falta de coragem em renunciar as suas coisas. Medo de perder o pouco, deixam de ganhar muito, porque Deus tem muito mais para dar do que nós para deixar.

Outro desafio é criar uma cultura vocacional em nossas famílias onde as crianças possam aprender desde pequenas que aquilo que Deus quer é mais importante do que qualquer projeto meramente humano. O sonho, a vocação que Deus tem para cada um dos seus filhos é o caminho de verdadeira felicidade que ninguém pode nos tirar.

Tem situações em que os pais, além de não falarem de vocação com seus filhos e não estimularem a este caminho, impedem que seus filhos sigam o Projeto de Deus. Isso é muito triste. Quem somos nós para impedir os Projetos de Deus? Esta pessoa e esta família não serão verdadeiramente felizes porque se fecham ao dom maior que o Senhor tem a nos oferecer; fecham-se ao caminho de verdadeira felicidade.

São Paulo, na carta aos Gálatas (5,1.13-18) fala da liberdade que Cristo nos deu pela sua morte e ressurreição: “É para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai pois firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão”. A vocação é um caminho de libertação dos nossos desejos e vontades para seguir a Cristo pobre, casto e obediente. Aquele que deixa tudo para segui-lo, deve cuidar para não se deixar amarrar de novo pelo passado ou pelas coisas que deixou. A liberdade exige vigilância.

Fica o convite a estarmos mais atentos aos apelos que o Senhor nos faz. Reze sempre pela tua vocação. Sê fiel naquilo que o Senhor te chama. Incentive seus filhos e outros jovens a buscarem conhecer e responder a vontade de Deus com sinceridade.

Deixo aqui um convite especial para os jovens que queiram conhecer nosso carisma e a nossa Congregação. Clique aqui e saiba como nos conhecer.

Abençoado Domingo e abençoada semana!

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

17 de junho de 2016

A MINHA ALMA TEM SEDE DE DEUS

Iniciamos a reflexão deste 12º Domingo do Tempo Comum com esta belíssima expressão do Salmo 62 que também é a resposta proposta para este Domingo: “A MINH’ALMA TEM SEDE DE VÓS, COMO A TERRA SEDENTA, Ó MEU DEUS!”

A expressão do salmista é uma belíssima oração para todos os tempos. Assim como a terra precisa da água para poder germinar as sementes e faze-la dar frutos, nossa alma precisa e busca a Deus. Nós não podemos viver longe de Deus. Sempre que fazemos isso, nossa vida fica triste e vamos buscando preencher nossa alma com coisas que a machucam.

A alma está inclinada naturalmente para buscar a Deus, porque ela é sua criatura. Nesta busca muitas vezes nos perdemos. Andamos em caminhos errados. Vemos no Evangelho deste Domingo (Lucas 9,18-24) que os discípulos passavam muito tempo a sós com Jesus para rezar e aprender dele. Eles estavam saciando a alma na fonte da vida. Buscavam na fonte certa a água que saciava.

Jesus percebe que nem todos estavam entendendo quem Ele era e qual a missão pela qual Ele tinha sido enviado. Por isso ele resolve perguntar “Quem diz o povo que eu sou?” As respostas aparecem bem confusas. Jesus era comparado com os profetas de até então: João Batista, Elias.

Jesus vai além e pergunta quem Ele era para seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Aí Pedro, inspirado pelo Espírito Santo e partindo da experiência que tinha feito com Jesus, responde por todos: “O Cristo de Deus”. Jesus continua explicando o que significava o Cristo, o Messias para que eles não ficassem em dúvida e para mostrar a missão para a qual Ele foi enviado: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. Esse é o Messias! E se alguém quer segui-lo tem algumas implicações. Vejamos o que o próprio Senhor pede: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará”.

Este é o Jesus que aparece nos Evangelhos. Hoje muitos anunciam um Jesus ‘à la carte’, ou seja, de acordo com os gostos de desejos de cada um. Vemos como isso vem aumentando com o surgimento das seitas e casas. É fácil colocar uma plaquinha com o nome de Jesus e chamar pessoas para falar o que você acha dele. Difícil é acolhê-lo em nosso coração e deixar que Ele nos transforme. Desafiador é pegar a cruz de cada dia e caminhar atrás d’Ele sem murmurar, renunciando a nós mesmos e deixando que o Reino cresça e se estabeleça em nosso meio.

A nossa busca pelo Senhor deve nos tornar sempre pessoas melhores. Ou seja, pessoas mais comprometidas com o bem comum, com a justiça social, com a caridade. Usar o nome de Deus para se enriquecer e tirar vantagem sobre outros é um dos pecados que mais se tornaram comum em nosso tempo. Muito usada em carros a frase JESUS ME DEU. Antes de pedir a Jesus um carro, casa, moto, dinheiro, peça uma vida santa, um coração manso, humilde, justo. Aí, Deus te dará tudo o mais para viver bem. É errado fazer de Deus ou da Igreja um banco. Jesus viveu pobre entre os pobres e não disse a ninguém que daria bens materiais. Cuidado com os lobos vestidos de cordeiro.

Amados irmãos e irmãs. Todos nós, como nos lembra São Paulo na segunda Leitura (Gálatas 3,26-29) deste Domingo, fomos revestidos de Cristo no dia do nosso batismo. Por termos sido revestidos de Cristo devemos busca-lo sempre mais e imitar os seus sentimentos, gestos, palavras. Quando não vivemos a nossa fé verdadeiramente, não estamos mergulhados no amor de Deus.

Peçamos, com as palavras de Zacarias, um espírito de graça e oração para a nossa vida. Um coração Orante que esteja sempre em sintonia com o Senhor e que o busque de verdade e com sinceridade. A graça da santidade para vivermos o projeto de Deus para nossa vida.

Quem é Jesus para você? A expressão da tua fé manifesta a forma como você vê e crê n’Ele. A imagem que temos de Deus em nosso coração vai determinar a relação com Ele. Por isso, quanto mais intimidade, mais esta imagem será purificada e transformada em nós em verdadeira imagem do Senhor, o Cristo que dá a vida pelos seus e quem o quer seguir, precisa renunciar a si mesmo a fim de que Ele seja o tudo na sua vida.

Bom domingo. Abençoada semana! Busque o Senhor todos os dias. Reze em família. Reze pelas vocações.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

10 de junho de 2016

TUA FÉ TE SALVOU!

Amados irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Chegamos aos 11º Domingo do Tempo Comum e continuamos nossa peregrinação aprendendo com o Mestre. Ele vai ao encontro daqueles que necessitam da Sua Misericórdia e se deixa tocar por todos. Não faz discriminação e nem acepção de pessoas. Para Ele todos somos filhos amados independentemente da condição em que nos encontramos. Ele quer que façamos experiência do seu amor; que sejamos tocados pela sua graça. Ela nos transforma.

A Palavra de Deus tem vários elementos que merecem destaque. Na Primeira Leitura de Samuel (2Sam 10,7-10.13) Natã recorda a Davi as consequências das escolhas erradas que ele faz e os pecados por ele cometidos. “Por que desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o que lhe desagrada”? Os erros que se sucedem são pelo fato de ter abandonado a Palavra de Deus.

No Evangelho (Lucas 7,36-8,3) um fariseu convida Jesus para uma refeição em sua casa. Aí acontece uma cena que incomoda o fariseu que estava preocupado com as leis e os ritualismos que ele tinha aprendido e colocava em prática. O fariseu sente-se irritado quando “certa mulher, conhecida na cidade como pecadora” foi até a sua casa para se encontrar com Jesus. Na visão e na compreensão do fariseu, aquela mulher não poderia tocar em Jesus e nem Ele deixar-se tocar por ela. Jesus teria ficado impuro e não poderia continuar à mesa.

Jesus aproveita a cena para fazer uma belíssima catequese a este fariseu e a todos nós. O gesto de amor daquela mulher mexeu com o coração de Deus, por isso Jesus a acolhe e perdoa. Enquanto o fariseu fica preocupado com a purificação exterior, Jesus se preocupa com a purificação interior. Naquele momento, aquela mulher estava aprendendo mais de Jesus do que o conhecedor da Lei. Ela viu em Jesus a possibilidade de mudar de vida. Diante do ocorrido Jesus diz: “Os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor”.

Estimado irmão, estimada irmã. Você tem expressado o teu amor por Jesus de que forma? A caridade é a mais brilhante de todas as ideias e formas pois ela nos faz sair de si mesmos e ir de encontro com o coração ferido dos nossos irmãos e irmãs.

Terminando Jesus vai além ao dizer: “Tua fé te salvou. Vai em paz”! Aqui ela recebe o perdão de Deus que a convida a não pecar mais. O verdadeiro encontro com o Senhor é transformador. Quando sua misericórdia nos toca, não conseguimos permanecer na mesma vida. Aí, como nos diz São Paulo quando escreve aos Gálatas, “eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim. Esta minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Porque nos amou e se entregou por nós, Ele merece o nosso firme propósito de uma mudança de vida.

Quando passamos a viver n’Ele, como São Paulo, conseguimos vencer nossas misérias. Precisamos nos abaixar aos seus pés, como fez a mulher, clamar a Sua Misericórdia e confiar no Seu Amor. Mais do que derramar perfume e lágrimas, precisamos derramar nosso coração aos seus pés para que Ele cure todas as feridas e nos faça amar do jeito d’Ele.

Gostaria também, com tudo isso, aproveitando a riqueza que esta Palavra nos oferece, convidar você para refletir sobre as tuas escolhas. Elas são importantes porque vão determinar o teu futuro.

Vemos que Davi, mesmo conhecendo a vontade de Deus, deixa-se levar pela fraqueza e pelos desejos. Ele faz uma escolha errada. Como alertou Natã, ele fez o que desagrada ao Senhor. Depois ele se arrepende e pede perdão.

Os personagens do Evangelho também fazem suas escolhas. O fariseu convida Jesus para ir a sua casa, mas tem dificuldades de acolher Jesus em seu coração e compreender a sua dinâmica. A mulher, que já era rotulada como pecadora, toma a iniciativa e vai até Jesus e o acolhe em seu coração. Ambos se encontram com Jesus. Quem saiu transformado? No encontro que você tem com Jesus na Palavra e na Eucaristia, tem transformado verdadeiramente a tua vida? Você tem conseguido superar as limitações motivado pelo encontro com o Senhor? Permita que Cristo viva em ti verdadeiramente! Escolhe, pois a vida!

Escuto muitas pessoas reclamando da vida, das coisas, da família, do emprego. Por que será? Por que a gente gosta de reclamar? Em muitas situações reclamamos das consequências de nossas escolhas erradas. Escolhemos o que é mais fácil, cômodo, aparentemente bom. As grandes conquistas da vida, seja no âmbito profissional como no espiritual são alcançadas com muito esforço, dedicação, trabalho, empenho, determinação. Não podemos apenas ficar no degrau do desejo e do gosto ou não gosto. O caminho do crescimento humano e espiritual é exigente!

Abençoado Domingo e uma semana cheia de bênção e paz!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

3 de junho de 2016

DEUS VEIO VISITAR O SEU POVO

A expressão do Evangelho (Lucas 7,11-17) deste 10º Domingo do Tempo Comum e que Lucas coloca como sendo expressão do povo é forte. Ela é uma afirmação que continua sendo verdadeira ao longo de todos os séculos: “DEUS VEIO VISITAR O SEU POVO”. E podemos acrescentar: E ELE PERMANECE CONOSCO!

Deus sempre acompanhou o seu povo de perto ainda que este duvidasse da sua presença constante na história. Ele se manifesta através dos profetas que anunciam sua Palavra. Trazem ao povo os elementos que o próprio Senhor constitui como fonte de vida para eles. Isso vemos claramente na primeira leitura do Primeiro Livro dos Reis (17,17-24) onde o profeta Elias reza sobre o menino moribundo e ele torna a vida. Deus está na pessoa do profeta.

Na caminhada dos séculos Deus se manifestou de muitas formas. Em Jesus temos a plenitude da revelação. Agora ele não envia mais profetas para falarem e agirem em seu nome. Agora ele mesmo vem até o seu povo para falar e agir pessoalmente mostrando que não é indiferente as dores e sofrimentos que o povo vive. Ele assumiu a natureza humana para elevá-la a plenitude.

No Evangelho deste Domingo vemos Jesus em missão a todo vapor. Ele andava pelos povoados da época anunciando e denunciando. Tornou-se próximo daqueles que mais necessitavam e que ficavam a margem de tudo. Ele fala do Reino, denunciando os males e fazendo milagres. Ele realiza tudo isso para mostrar o amor e a misericórdia de Deus Pai. Consola os que estão oprimidos e afligidos pelos males. É um Deus que se importa pelos seus.

E hoje? Hoje sua misericórdia e seu amor são anunciados pela boca, pelas mãos e pelos pés de todos os batizados que se colocam em missão. Cristo presente no coração de quem o busca, espera ser levado por estes onde existem realidades gritantes de dor, angústia, sofrimento.

Vemos que a popularidade de Jesus estava em alta. As pessoas que o escutavam tornavam-se missionárias. Elas falavam daquilo que viam e ouviam e o nome de Jesus ia se espalhando por diversos lugares.

Precisamos hoje resgatar esta coragem e ousadia daqueles homens e mulheres. Recuperar o ardor que tinham os primeiros evangelizadores e tantos ao longo da história para podermos falar de Jesus com mais entusiasmo, coragem, convicção. Ele não pode ficar esquecido. Deus não pode ser engavetado pois Ele é a fonte de toda Sabedoria, Ciência, Graças. Sem Ele a humanidade não existiria e é para o seu louvor que aqui estamos.

O Apóstolo Paulo quando escreve às comunidades que ele tinha visitado, vai lembrando das maravilhas que Deus fez em sua vida. O quanto ele estada cego e agia na ignorância quando não conhecia o Senhor. Porém, quando Deus tocou seu coração, ninguém mais segurou Paulo. Ninguém o calou e nem amedrontou. Ele era forte, guerreiro, destemido. Um homem que viveu para e pelo Evangelho. Por isso ele é exemplo de missionário para todos em todos os tempos.

Você meu irmão, minha irmã. Todos nós somos chamados a sermos criativos no anúncio do Evangelho. Anunciar com a vida, mas também fazer com que esta Palavra, a Boa Nova chega a muitos que ainda não a conhecem e que esperam por ela.

Deixa Deus tocar teu coração verdadeiramente e transformar todas as feridas que ainda fazem sofrer o teu coração. Não seja incrédulo! Tenha fé. Deixa ser modelado pela graça do Senhor. Anuncie sua misericórdia a todos.

Bom Domingo. Abençoada semana!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.