31 de maio de 2016

Cartaz do Círio 2016 representa alegria, segundo Arcebispo

Cartaz tem ilustração de artista plástico paraense.

As cores alegres querem ser como o coração da criança, para D. Alberto.
O cartaz do Círio 2016 foi lançado em cerimônia na noite desta terça-feira (31), na Praça Santuário, em Belém. A foto da imagem é de Aloizio Dopazo e a ilustração por trás dela é do artista plástico paraense Odair Mindello, que doou uma de suas obras para compor a peça. Foram distribuídos quatro mil exemplares após a apresentação, a tiragem desta edição do cartaz está estimada em 910 mil.

A produção de cartazes já é uma tradição e símbolo da festividade mariana. Todos os anos os cartazes do Círio são feitos para distribuição à população, que tem o hábito de afixá-los nas portas das casas, como uma homenagem daquele lar à padroeira.

Para o Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, o cartaz é um símbolo de alegria. "Queremos que o Círio desse ano seja o anúncio da misericórdia. Misericórdia é coração apaixonado pela fraqueza e miséria. Nós queremos nos apaixonar pelas nossas próprias fraquezas, mas do jeito de Deus, como aquele que cura que transforma e muda tudo. Portanto as cores alegres desse cartaz querem ser como o coração da criança que ficam felizes com as notícias boas. Olhar para o esse cartaz é quase ver um jogo de criança", afirma.

A edição agradou os devotos de Nossa Senhora de Nazaré. "O cartaz está muito bonito, assim como do ano passado. Sou apaixonada pelo Círio e tudo que o envolve", comenta a aposentada Albaniza Cordeiro de Lira, de 72 anos. Para Olga Nascimento, 78 anos, a apresentação é um evento importante da agenda da festividade. "Eu venho todos os anos acompanhar a apresentação do cartaz. Ano passado estava muito bonito. Este ano não fica atrás", diz.


28 de maio de 2016

JESUS CAMINHA CONOSCO

Amados irmãos e irmãs. Neste último Domingo do mês mariano muitas comunidades Católicas farão a coroação de Nossa Senhora lembrando que Ela foi coroada por seu Filho Jesus no céu como Rainha de todos os povos em todos os tempos. A coroa que devemos oferecer hoje à Maria são as nossas obras de virtude. Esta coroa é a que mais lhe agrada. Uma vida vivida na santidade buscando imitar as suas virtudes de Mãe e discípulo de Cristo. Uma mulher que viveu para Deus e fez da sua vida um grande ofertório de amor. O seu Sim foi a porta de entrada para o Salvador. O nosso sim à Deus salva a nossa alma e abençoa uma multidão de pessoas. Assim como o Filho, Maria continua caminhando conosco ao longo dos séculos. Ela não nos abandona. É Mãe atenta as necessidades daqueles que nela confiam.

O Evangelho deste Domingo (Lucas 7,1-10) relata o acontecimento do oficial romano que ficou preocupado com o doença de um dos seus empregados. Manda mensageiros até Jesus porque não se considerou digno de ir pessoalmente até ele e de acolhe-lo em sua casa. Jesus viu neste jesto humilde daquele homem pecador uma atitude de grande fé. Quando Jesus soube do ocorrido, colocou-se a caminho da casa do oficial.

O que podemos aprender do Evangelho deste 9º Domingo do Tempo Comum? Primeiro nunca duvidar do poder de Deus em nossa vida. Para o oficial bastava uma Palavra de Jesus que o seu empregado fosse curado. Quantas vezes nós ficamos pedindo provas e sinais do amor de Deus por nós. Ele já provou o seu amor para conosco ao dar o seu Filho para morrer na Cruz. Jesus permanece na Eucaristia também como grande prova de amor.

Segundo aspecto: Jesus caminha conosco. Ele não nos abandona. Sente as nossas necessitades e Ele mesmo toma a inicitiva e vem ao nosso encontro. No sofrimento que podemos passar também encontramos Deus. Ele carrega a cruz conosco. Quando reclamamos de tudo e de todos não conseguimos ver Jesus vindo ao nosso encontro. Nossos olhos ficam embaçados e o Senhor passa despercebido em nosso caminho, na nossa vida.

Terceiro aspecto: o encontro com Jesus tem que transformar a nossa vida e nos levar a termos sentimentos de compaixão. O oficial romano ficou preocupado com o seu empregado. Por isso pede para que intercedam junto a Jesus por ele. Quantas vezes nós passamos longe dos nossos irmãos que sofrem porque não queremos ver o seu rosto; não queremos nos ocupar com sua dor.

Quarto aspecto: precisamos rezas sempre pelos mais necessitados da misericórdia de Deus. Uma atitude bonita dos cristãos de todos os tempos foi a oração pelos que passam necessidades e que sofrem. Nós devemos sempre repetir este gesto. Existem muitas pessoas necesssitadas do amor e da misericórdia de Deus. Através da nossa oração elas podem ser curadas, libertadas, consoladas e salvas. Assim como o oficial envia mensageiros até Jesus para que eles levem a mensagem sobre o enfermo, nós podemos apresentar ao Senhor tantos e tantas que necessitam da sua misericórdia. Isso Maria e os santos fazem e sempre farão pelos que confiam na sua intercessão.

Quinto aspecto: a fé fez o milagre acontecer. Você tem fé? Como alimentas ela? Ter fé enquanto tudo vai bem é normal. Ter fá quando chegam as provações é o desafio. Deus nunca abandona seus filhos. Ele caminha conosco. Precisamos acreditar nisso. Sua Palavra tem o poder de nos transformar assim como transformou a doença daquele homem do Evangelho. Peça ao Senhor para que aumente sua fé.

Sejamos hoje presença de Deus na vida daqueles que estão sem esperança para que o amor do Pai chegue até estes corações muitas vezes dilacerados pela dor, pelo ódio.

O Senhor camiha conosco até o final dos tempos. Sua Mãe também caminha junto com o seu povo nos lembrando sempre que devemos fazer o que Ela mandar. Na obediência a sua Palavra está o nosso caminho de felicidade.

Abençoado Domingo. Abençoada semana!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

20 de maio de 2016

DEUS TRINDADE, COMUNIDADE DE AMOR

Terminado o Tempo Pascal, tivemos as solenidades da Ascensão do Senhor, Pentecostes e neste Domingo Santíssima Trindade. Lembrando aquilo que Bento XVI disse: “A melhor catequese é uma missa bem celebrada!” Nós aprendemos muito na dinâmica da liturgia se participamos de cada missa, festa, solenidade, com atenção e fé. Quando celebramos, vivemos cada acontecimento vamos aprendendo com eles e Deus vai se revelando a nós gradualmente.

Gostaria de iniciar trazendo um trecho do Prefácio desta Solenidade. Talvez nem sempre nos damos conta da beleza dos textos litúrgicos e de como eles vem carregados de significados e ensinamentos. Ele é uma grande aula sintética do que estamos celebrando neste Domingo. Acompanhemos:

“Com vosso Filho único e o Espírito Santo, sois um só Deus e um só Senhor. Não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus. Tudo o que revelastes e nós cremos a respeito de vossa glória atribuímos igualmente ao Filho e ao Espírito Santo. E, proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro, adoramos cada uma das três pessoas, na mesma natureza e igual majestade”.

Creio que não precisamos dizer muitas outras coisas para explicar a Trindade. Aliás, mistério não se explica, mas se acolhe e contempla. Deus vai se revelando a quem Ele quer e quem o busca de coração sincero. Por isso vemos belíssimos ícones buscando retratar um pouco do que é a Trindade. Em todos eles sempre há uma relação de comunhão, amor e igualdade. São três pessoas com a mesma essência: Deus! Cada qual com uma missão específica e sempre atuando junto, mesmo que em determinados tempos da história buscou se destacar uma das pessoas.

Deus Pai revela-se como comunhão. Jesus fala muito da sua intimidade com o Pai. O Espírito Santo faz compreender um pouco este mistério e vem confirmar aquilo que o Filho disse e que recebeu do Pai. Isso aparece claro no Evangelho (João 16,12-15) deste Domingo “Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido... Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará”. Jesus fala claramente desta comunhão e desta relação de amor. Nenhuma pessoa da Trindade diz algo diferente. Eles comungam da mesma missão.

O que nós podemos aprender da Santíssima Trindade? O que ela nos ensina para nossa fé? Primeiro que Deus é amor. Amor é doação! Segundo que Deus é família, comunidade e que nos criou para vivermos em comunidade e não isolados. Nesta relação comunitária todos estão em igualdade, porque o que os une é a mesma essência: o ser Deus.

Quantas pessoas se fazem arrogantes e querem ser mais do que as outras? Certamente elas não fizeram experiência da Trindade. Quem quer tudo para si ou pensa que não precisa de ninguém vive triste porque nascemos para a comunhão, para uma relação saudável na qual vamos nos realizando como pessoa.

Nas relações sempre haverão momentos de tensão. Circunstancias que nos desafiarão. Importante é não perdermos a humildade. Olhar para todos como irmãos é a primeira atitude. Sendo irmãos, ninguém é mais que o outro ainda que exerça determinada função. Aliás, todos os encargos são para servir. Servindo o irmão, servimos o próprio Deus que nele habita.

Peçamos a Trindade Santa que nos dê sempre sabedoria. Ela existe deste sempre porque é o próprio Deus. Ela acompanha toda a história da salvação. Quando temos sabedoria, lembramos que somos pó e que ao pó voltaremos. Somos criaturas que têm uma missão específica e com ela devemos louvar o Criador e servir aos nossos irmãos.

Que nossas famílias, nossas comunidades aprendam da Santíssima Trindade a serem famílias e comunidades de amor, perdão, diálogo, partilha, comunhão. Que entre nós não haja vencedores e vencidos, mas somente irmãos.

Abençoada Solenidade da Santíssima Trindade. Abençoada semana!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

6 de maio de 2016

SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS

Com a Solenidade da Ascensão do Senhor termina a missão de Jesus como homem no mundo. Agora Ele volta ao Pai e de lá continua intercedendo por nós e nos abençoando. O Espírito Santo, por Ele prometido, fará com que a missão iniciada por Jesus continue através dos Apóstolos e dos seus discípulos “até os confins da terra” como nos diz São Lucas nos Atos dos Apóstolos.

A Ascensão de Jesus acontece na presença dos apóstolos reunidos. Muitas das experiências mais significativas da missão de Jesus acontecem quando a comunidade dos discípulos estava reunida. A nossa experiência com o ressuscitado também acontece quando nos reunimos para celebrar, em cada santa missa, a paixão, morte e ressurreição. A missa, por natureza, é comunitária. Os filhos de Deus reunidos elevam seus louvores ao Pai, no Filho, pelo Espírito Santo.

Terminado o tempo de estar fisicamente com os seus, Jesus confia a eles, e a todos nós batizados hoje, a missão de continuar sua missão. O Evangelho (Lucas 24,46-53) deste Domingo nos diz que “no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

Quando a missão da Igreja termina? Quando será o fim? Ninguém sabe. Só o Pai! E a nós não importa saber. De nossa parte cabe viver bem cada dia cumprindo com a missão que o Senhor nos confiou. Quem vive bem a sua vida não tem medo do fim.

A Ascensão é também o sinal de esperança a todos os que creem em Cristo. A morte não é o fim, mas o encontro definitivo com o amor. Na carta aos Hebreus lemos: “o destino de todo homem é morrer uma só vez, e depois vem o julgamento”. Terminada nossa peregrinação sobre este mundo, vamos ao encontro definitivo com Ele. Foi para isso que Cristo veio a este mundo. Aqui caem por terra as teorias do espiritismo no qual muitos católicos infelizmente participam, negando a salvação que vem de Jesus ao ensinar que podemos salvar-nos por nossas próprias forças e méritos reencarnando quantas vezes forem necessárias. Como pode um filho de Deus reencarnar em um animal ou objeto. Não seria desmerecer a dignidade com a qual fomos criados? Jesus deixa bem claro qual deve ser a nossa busca: O REINO DE DEUS!

Com esta Solenidade iniciamos a Semana de Oração para a Unidade dos Cristãos. É desejo do Senhor que todos estejam unidos com o único pastor, Jesus Cristo. Rezemos para que não tenham mais contendas e nem desuniões entre os filhos de Deus. Que vivamos com respeito e amor, pois foi assim que o Senhor nos ensinou.

Neste dia não podemos esquecer de nossas queridas mães. Rezamos pelas que já partiram para a Casa do Pai agradecendo pelo que fizeram pelos seus filhos, família, comunidade, Igreja. Que as mães sejam amadas e respeitadas por todos.
Terminamos com o pensamento o Papa Francisco: “Na família está a mãe. Cada pessoa humana deve a vida a uma mãe e quase sempre deve a ela muito da própria existência sucessiva, da formação humana e espiritual. A mãe, porém, apesar de ser muito exaltada de um ponto de vista simbólico, é pouco escutada e pouco ajudada na vida quotidiana, pouco considerada no seu papel central na sociedade. Aliás, muitas vezes, aproveita-se da disponibilidade das mães para se sacrificarem pelos filhos, para se poupar nas despesas sociais”.

Parabéns mamães. Deus continue vos abençoando pela belíssima missão que desenvolvem. Felicidades pelo vosso dia e em todos os demais.

Abençoe Senhor este dia e a nova semana que iniciamos.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.