30 de dezembro de 2015

MARIA, MULHER DO SILÊNCIO E DA ORAÇÃO - Reflexão 1º/01/2016


No primeiro dia do novo ano a Igreja celebra a Solenidade da Santa Mãe de Deus. O Concílio de Éfeso realizado em 431 decretou o dogma Theotókos, ou seja, Mãe de Deus. A definição da Igreja foi para acabar com certas divergências que haviam em torno da pessoa e da missão de Maria. Ao ser escolhida para ser Mãe do Filho de Deus, ele se torna Mãe de Deus.

Somos convidados com esta liturgia a olharmos com carinho a pessoa de Maria e imitarmos suas virtudes, como: oração, silêncio, contemplação, disponibilidade, amor à Deus, confiança, entrega. São elementos importantíssimos que todo cristão deveria viver.

No Evangelho (Lucas 2,16-21) é apresentada uma das características mais bonitas de quem tem fé: o silêncio diante de Deus. Lucas diz que “Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração”. Mulher de poucas palavras, mas de muita fé e piedade.

Ela era uma mulher de muita oração e meditação. Na correria do dia a dia, corremos o risco de esquecer ou deixar de lado esta bonita atitude de Maria. A Palavra de Deus não pode ser como uma leitura de jornal feita às pressas como quem tem muitas coisas importantes para fazer. A meditação da Palavra deveria ser a primeira atividade do dia e a ela deveria ser dedicado um tempo razoável a fim de que fosse rezada, meditada e coloca em prática no decurso do dia e nas atividades a serem desenvolvidas.

Muitas vezes deixamos para a oração o tempo que sobra. Acontece que nem sempre sobra tempo. Aí usamos a famosa expressão: Deus vai entender que eu não tive tempo. Ele viu que o meu dia foi corrido e que fiz muitas coisas. Porém, Deus poderia dizer: Meu filho, minha filha. Vi sim que você de fato correu muito e fez muitas coisas, mas nenhuma delas é tão ou mais importante que a oração. Tudo o que você fez hoje teria sido mais produtivo e menos cansativo se você tivesse regado com a oração e com a minha Palavra.

Vejamos como normalmente é o nosso dia: levanta cedo, toma banho, toma café, arruma o quarto e a cozinha, leva os filhos para a escola, trabalha, almoça, corre, busca o filho na escola, prepara o jantar, limpa a casa, lava roupa, assiste TV, lê jornal ou revista, etc. Cansado, vai dormir. Cada um nas suas múltiplas atividades. Agora pensemos: o que é o mais importante de tudo o que fazemos? Encontramos tempo para tudo isso, por que não encontramos para Deus? Será que Ele não merece cinco ou dez minutos do meu dia?

Pensando bem, não falta tempo. É uma questão de escolhas. Escolhemos muito, mas as vezes escolhemos errado. Deixamos o mais importante de lado, em segundo plano. Nos preenchemos tanto com as coisas superficiais, que as essenciais não têm espaço.

Aprendamos de Maria e nunca deixar de lado o que é mais importante na nossa vida. Buscando o Senhor em primeiro lugar, Ele nos dará tudo o que precisamos para viver.

Termino trazendo a primeira leitura do Livro dos Números (6,22-27) que traz a bênção de Moisés: ‘O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’ E que assim, ao longo deste novo ano, sejamos também nós instrumentos de bênçãos a todas as pessoas com quem nos encontrarmos.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

26 de dezembro de 2015

FAMÍLIA DE NAZARÉ - Reflexão 27/12

As festas do Natal continuam sendo celebradas por oito dias, o que chamamos de oitava do Natal. Todos estes dias para celebrar um grande acontecimento que não pode ser esgotado em uma única celebração. Dentro destes oito dias, temos no primeiro Domingo depois do Natal, a celebração da Sagrada Família.

Somos convidados, irmãos e irmãs, a olhar para a Sagrada Família e aprender e resgatar dela elementos importantíssimos para serem vivenciados em nossas famílias. Vamos refletir sobre cinco aspectos.

Primeiro aspecto: Deus quis que o seu Filho Jesus nascesse em uma família. Ele poderia ter vindo de forma mágica já adulto. Mas o Pai, na sua infinita Sabedoria e valorizando a missão da família, quis que o seu Filho fosse acolhido por uma família e nela vivesse todas as fazes do desenvolvimento humano. Ele mesmo, sendo o criador, assumiu a natureza humana e viveu como um de nós. Aqui lembramos a importância e a beleza da família. Sua missão de transmitir e cuidar da vida. Na família aprendemos os primeiros valores, as primeiras palavras e fazemos a primeira experiência do amor, sendo amado e amando.

Segundo aspecto: Educação da prole. Muitos pais delegam às escolas, babás ou a catequese a missão de educar seus filhos. Deixam de lado seus deveres como primeiros responsáveis pela formação deles. Quando não encontram em casa o que precisam, buscam na rua e lá encontram o que não deveriam aprender.

Terceiro aspecto: Família, lugar de oração. Vemos no Evangelho deste Domingo (Lucas 2,41-52) que Maria e José frequentavam o Templo e levavam Jesus. Quantos pais mandam seus filhos para a catequese ou até para a missa, mas não vão lá. Outros que só marcam presença em alguns acontecimentos do filho. Está errado. É missão da família iniciar seus filhos na fé. Feliz a família que ainda reza e acredita no valor e no poder da oração. Bonito quando vemos que ainda tem famílias que acreditam e colocam em prática esta virtude. Serão felizes e abençoadas abundantemente.

Quarto aspecto: Família, espaço para aprender e praticar valores. A Carta de São Paulo aos Colossenses (3,12-21) nos dá algumas pistas de valores que devem ser vivenciados em nossas famílias: “revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. Que a paz de Cristo reine em vossos corações... E sede agradecidos. Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças. Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai. Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor. Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem.”

Quinto aspecto: amemos nossa família. Triste é ver pessoas que falam mal da própria família e nada ou pouco fazem para que ela seja melhor. Nascemos em uma família que Deus quis e não nós, então é esta que devemos amar e ajudar para que ela seja sempre melhor.

Desejo que a Sagrada Família de Nazaré seja sempre modelo de fé, amor, diálogo, perdão, oração, perseverança, escuta. Olhemos para ela e imitemos suas virtudes.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

24 de dezembro de 2015

Feliz Natal! Abençoado Ano Novo!

 

Minha profunda gratidão e estima a todos vocês amigos e benfeitores que fizeram deste ano de 2015 um ano especial para mim e para a missão no COV Nazaré em Marituba PA. 
A oração, a amizade, o apoio de cada um fizeram acontecer maravilhas. Deus seja louvado!
Desejo quem em 2016 nossa amizade e fraternidade continue aumentando sempre mais.
Continuo rezando por você e sua família. Esta corrente de orações não pode parar; é uma riqueza!
Deus abençoe os jovens para que continuem perseverantes no caminho do Senhor.
Muito, muito, muito obrigado por tudo!
Louvado seja Deus para sempre.
Até 2016!

23 de dezembro de 2015

Feliz Natal

Natal chegando.
Casas e ruas se enchem de enfeites e encantos.
Tudo muda.
Parece que uma sinfonia se faz ouvir.
O céu visita a terra.
Deus visita os homens.
Quem o acolher é mais feliz.
Os anjos cantam amém.
Unimo-nos neste coro louvando ao Deus menino também.
Acenda uma luz na tua vida.
Se for oportuno, mude de direção.
Deus tem grandes propósitos para todos nós.
É Natal, meu irmão.

ELE NOS FALA POR MEIO DO SEU FILHO - Reflexão para a missa do dia 25/12

Irmãos e irmãs! Feliz Natal!

Dia belo e grande ao mesmo tempo. Um mistério envolve a terra e a alegria invade nossos corações. Um acontecimento jamais visto na história da humanidade: um Deus se tornando um de nós.

Até então, todos os deuses exigiam sacrifícios e estavam em lugares inatingíveis pelos homens. Rompendo com isso, agora o Deus, se torna um de nós. Assume a natureza humana e vem anunciar que o Reinado do Pai já está acontecendo em nosso meio.

Belíssima a liturgia deste dia. O Profeta Isaías (52,7-10) nos convida a alegria e a exultação pois o Senhor visitou e estabeleceu morada em nosso meio. Ele continua habitando em cada coração e nos sacrários das Igrejas do mundo inteiro. Assim ele está a nossa espera para nos acolher e consolar; para nos falar do seu amor, da sua misericórdia, do seu projeto de vida plena para todos.

Na carta aos Hebreus (1,1-6), o autor faz a memória dizendo que Deus falou de muitas formas no Antigo Testamento, mas agora, neste tempo, Ele fala por meio do seu Filho. O tempo de completou e as profecias se cumpriram, Ele está no meio de nós!

O Evangelho de São João (1,1-18) fala do verbo, da Palavra que existia desde sempre e que neste tempo se encarnou e se fez homem. Ela é uma luz que brilha e ilumina os que andam nas trevas. Mas nem todos aceitaram esta luz, esta verdade. A negação continua ainda hoje, mas Deus tem paciência e misericórdia pois conhece seus filhos.

Vivemos um tempo privilegiado. Muitas graças e bênçãos Deus nos concede todos os dias, porém, muitas vezes não percebemos e deixamos a graça passar. Hoje, neste dia de Natal, o Filho de Deus vem falar através do seu silêncio, deitado na manjedoura. Vem falar através da simplicidade do presépio que as coisas mais importantes da vida e para a felicidade não são as materiais, mas fazer a vontade do Pai. Acolher, como Maria e José, esta Palavra e deixar que ela transforme nossa vida. Ela tem este poder!

Celebremos em clima de fé e muita alegria este acontecimento ímpar. Nunca se viu e nem se virá mais isso. A alegria deve ser expressa em frutos de piedade e caridade, pois ela invade os corações dos que o buscam.

Cantemos esta grande novidade e alegria com as palavras do salmista: “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; Recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai! Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei!” (Salmo 97)

Para você e sua família, desejo um feliz Natal! Cristo continue sempre habitando em teu coração, na tua vida e na tua família.


Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

21 de dezembro de 2015

NÃO HAVIA LUGAR PARA ELES - Reflexão para a Missa do dia 24/12

Queridos irmãos e irmãs.

Desde criança, na minha família, o Natal era uma grande celebração da vida e da família. Meus pais não tinham Teologia e nem faculdade. Eram simples agricultores, mas com uma grande fé e respeito pelas coisas de Deus. No jeito simples de entender as coisas, nos ajudavam a nos prepararmos com grande zelo e devoção para este dia. O silêncio, a oração, o recolhimento, eram expressões de que algo muito importante estava para acontecer; um importantíssimo hóspede estava chegando. E todos esperávamos ansiosos e atentos para o surgimento da primeira estrela no céu. Depois, todos íamos para a Missa do Galo. Na Igreja era o encontro de toda a família dos filhos de Deus.

Ao escrever isso, muitos dos leitores, vão se identificar com esta história e dizer: lá em casa também era assim!

Por isso, gosto de celebrar o Natal como um grande acontecimento ainda hoje. Não apenas com festa, mas especialmente me preparando com a oração.

Chamou a atenção o trecho que coloquei como título: NÃO HAVIA LUGAR PARA ELES. Porque hoje estamos vivendo esta mesma situação. Cristo não encontra espaço em muitas famílias e em muitos corações. Passa despercebido como se fosse um estranho.

Como dizíamos na reflexão do quarto Domingo do Advento, a preocupação excessiva com o externo, as festas, os presentes, passeios, ornamentações, vendas tiraram nosso foco. O mercado capitalista não conseguindo tirar Deus da nossa cultura, fez um trabalho diabolicamente muito bem feito. Mudou o nosso foco.

Tirando a festa do Natal como algo importante, muitos iriam se revoltar e não aceitariam. Então se manteve a festa, colocou-se como feriado e se investiu muito no consumismo. Cristo foi substituído pelo Papai Noel. A luz da estrela que guiou os pastores, pelos pisca-piscas que enchem nossos olhos, mas esvaziam o coração. O Natal passou de uma festa cristã para um mero acontecimento humano, lucrativo e, em muitos casos, de total falta de respeito com o sagrado. As igrejas já deixaram de ser o ponto de encontro para muitas famílias. Agora são os grandes e mais finos restaurantes, os cruzeiros, praias etc. Celebramos tudo, menos o Natal de Jesus Cristo. Deus foi tirado do centro. Agora vale tudo. O centro é o que me dá prazer e satisfação imediata.

Cadê os responsáveis por tudo isso? Infelizmente somos nós. Todos os cristãos tem parte da culpa, pois entramos na onda do capitalismo e a preocupação primeira se tornaram os presentes, os enfeites, a mesa farta. Todos estes são elementos externos que expressam a alegria, mas não são os mais importantes. Importa antes de qualquer coisa, preparar bem o nosso coração.

Ao pensar nisso, parece que estamos falando de uma utopia. Estamos nos desviando tanto daquilo que é importante que o supérfluo, o descartável, o material estão se tornando as coisas mais importantes da vida.

A luz do presépio está ficando ofuscada pelas luzes das cidades. Os sinos foram proibidos em muitos lugares, mas as buzinas, as músicas e os fogos ensurdecedores poluem nossos ambientes sem nenhuma restrição.

E o Natal de Jesus Cristo? Talvez muitos nem sabem mais o que é isso. Sabem que é natal, mas não o Natal!

Amados irmãos e irmãs que nos acompanham. Você que ainda acredita e vive o verdadeiro espírito do Natal. Não vamos deixar que nos roubem a alegria, a esperança e a fé. Continuemos acreditando que o Natal sem Cristo não é Natal e que a sua vinda nos renova e nos enriquece mais do que qualquer outro presente, por mais belo e caro que seja.

Precisamos, como diz o profeta Isaías (9,1-6) ajudar que a Luz que é Jesus Cristo brilhe na escuridão do mundo. As luzes artificiais existem hoje, mas amanhã podem não existir. Porém, a Luz que é Jesus Cristo, nunca se apaga. Feliz quem se deixa iluminar por esta luz.

Cantemos nesta noite santa com o salmista: “Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo, o Senhor!” (Salmo 95), também para aqueles que não o aceitam, não creem, não o amam e não o buscam.

Para você que está vivendo em clima de fé, feliz Natal! Não tenhamos medo, pois Cristo continua sendo a nossa grande alegria e o será para todos os povos e gerações.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

17 de dezembro de 2015

BEM AVENTURADA AQUELA QUE ACREDITOU

Chegamos ao quarto Domingo do Advento. A expectativa com o Natal é ainda maior. Correria para comprar aqueles presentes que queremos oferecer aos familiares e amigos. Casas, praças, prédios, igrejas com ostentosas ornamentações. Tudo para celebrar este grande acontecimento da história.

Neste Domingo temos o encontro das duas primas que foram abençoadas abundantemente e que entraram para a História da Salvação e do povo de Deus. Isabel que concebe um filho na velhice. Aquele que preparou os corações para a manifestação do Messias. Ele sentiu o poder que havia no Filho de Deus desde o ventre da sua mãe.

Isabel ficou lisonjeada com a visita que estava recebendo. Vamos ao texto do Evangelho (Lucas 1,39-45) para ver a riqueza dos detalhes:

“Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!' Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu.'”

Maria também ficou impressionada com estas palavras. Isabel viu nela uma mulher de Deus; alguém que foi muito agraciada. Maria é feliz porque acreditou na Palavra de Deus. E porque ela acreditou, a Palavra se encarnou.

Queridos irmãos e irmãs. Gostaria de refletir sobre este pequeno versículo: “Bem-aventurada aquela que acreditou”. Deus realizou grandes maravilhas na vida de Maria porque ela acreditou na Sua Palavra desde sempre. Maria era uma mulher de Deus, conhecia a Palavra e por isso, quando o anjo traz a mensagem, ela confia e se entrega. Porque ela acreditou, como disse Isabel, ela é bendita entre as mulheres. Ela é feliz porque não duvidou do amor de Deus em sua vida.

Hoje somos convidados a acreditarmos mais na Palavra de Deus. Como vivemos em um momento delicado onde a palavra não tem muito valor porque se mente com facilidade e para enganar ou agradar alguém, corremos o risco de colocarmos em xeque a Palavra de Deus. Este é o nosso erro. Deus não mente, não engana, não fica iludindo ninguém. Aliás, é a única Palavra que realiza o que diz e que nunca passará, pois é Palavra eterna.

Junto com a descrença na Palavra de Deus, vivemos também, muitas das vezes preocupados com a preparação externa. Como falamos no início, a preocupação com a beleza aparente enche os olhos, mas não o coração. O comércio soube aproveitar muito bem este grande acontecimento e nos faz crer que para ser bem vivido bastam presentes, mesa farta e ornamentações de templos. O Natal virou show, espetáculo. O próprio Cristo passa despercebido na festa do seu aniversário. O pior de tudo isso é que nós cristãos corremos o risco de pensar que é assim mesmo, que é normal.

Nestes poucos dias que nos restam para o Natal, vamos, antes de qualquer outra coisa, preparar bem o nosso coração. O Senhor chega e quer permanecer nele para poder realizar as maravilhas que realizou em Maria, Isabel e tantos outros santos. Porém, elas acreditaram e por isso as maravilhas aconteceram. Se nós não crermos na Palavra continuaremos nos encantando com as luzes e os ornamentos artificiais e deixaremos de lado a verdadeira e única luz e beleza: Jesus Cristo.

Vamos irmãos e irmãs buscar a confissão; preparar o coração para que Cristo possa entrar e permanecer para sempre. Então nossa vida será tomada de novo ânimo, vigor, esperança. Que o Senhor nos encontre vigilantes quando Ele chegar. Bem aventurados serão os que estiverem esperando preparados.

Abençoado domingo e abençoada semana! Nos encontraremos no presépio e na mesa da Eucaristia para celebrarmos juntos este grande acontecimento da história.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

16 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015

Retrospectiva 2015 COV Nazaré! 
15 anos de Providência!
Louvamos a Deus pela sua Providência que nos acompanhou por mais este ano! Agradecemos aos amigos/as e benfeitores/as que nos acompanharam com sua oração e apoio. 
Deus abençoe a todos hoje e sempre. Abençoado 2016!


11 de dezembro de 2015

ALEGRAI-VOS!

Queridos e amados irmãos e irmãs.

Eis que o Natal se aproxima e a Palavra de Deus nos faz um convite enfático: Alegrai-vos! Esta é a Boa Notícia que chega até nós, o próprio Salvador, o Filho de Deus. A sua vinda deve ser motivo de muita e verdadeira alegria, pois Ele foi anunciado, desejado e esperado a séculos por muitos.

A Leitura da Profecia de Sofonias (3,14-18a), que foi escrito por volta dos anos 600 a.C., já fazia este convite ao povo: “Não temas. Não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor, teu Deus, está no meio de ti!” Esta Palavra vem em cheio ao nosso encontro, pois vivemos como se Cristo não fosse a nossa esperança e a nossa verdadeira alegria. Porém, se Ele ainda não é a nossa alegria, é porque não o conhecemos suficientemente e não o amamos. Apesar dessa nossa indiferença, Ele continua caminhando em nosso meio como nosso Deus, como um grande amigo.

São Paulo aos Filipenses (4,4-7) também é incisivo: “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos!” Precisamos acreditar de fato que este é um convite verdadeiro feito por alguém que experimentou a verdadeira alegria do discípulo. Alegria esta que nem a cruz e as perseguições podem tirar porque nasce do encontro com aquilo que é o essencial na nossa vida.

Neste terceiro Domingo do Advento, o convite à conversão aparece novamente. E este caminho que cada um é convidado a fazer nos levará a esta grande alegria que o Antigo Testamento já nos convidava e que os apóstolos puderam experimentar verdadeiramente. Não podemos buscar a Cristo e viver os valores do mundo. Haverá confusão em nosso coração e não teremos paz. O verdadeiro caminho de conversão nos leva a uma radical adesão dos valores do céu. Não podemos viver o amor à Jesus Cristo pela metade.

O Senhor vem ao nosso encontro na Palavra e na Eucaristia. Quão grande deve ser a alegria. Quantos desejaram ver e não viram; desejaram ouvir e não ouviram.

Não deixemos que nos roubem a verdadeira alegria, Jesus Cristo!

Boa caminhada a todos nós. O Natal de aproxima. Anunciemos esta alegria!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

7 de dezembro de 2015

Oração do XVII Congresso Eucarístico Nacional



Jesus Eucaristia, fonte de vida para todos,
coração dos corações!
Nós te acolhemos presente entre nós.
Ao recebermos teu Corpo e teu Sangue,
mostra-nos a força redentora de teu sacrifício.

Tu és partilha de vida e salvação para a vida do mundo.
Abre nossos corações
para compartilhar com todos os nossos bens.
Ensina-nos a testemunhar, amar e servir e proteger a vida,
aprendendo a lição do Altar.

Em ti todas as coisas foram criadas
e nossas terras amazônicas são obra do amor do Pai.
Reconhecemos estes sinais de amor,
presença e providência em nossa história,
e desejamos irradiar na comunhão com Deus e com todos,
a missão que nos confiaste.

Senhor Jesus, há quatro séculos a Boa Nova do Evangelho
aportou em nossas terras, para aqui plantar raízes.
Os teus missionários se alegraram,
ao verem as Sementes do Verbo de Deus,
que o Espírito Santo havia espalhado, precedendo seus passos,
e anunciaram corajosamente a tua Palavra.

A partir do Forte do Presépio, sob a proteção de Nossa Senhora da Graça,
chamando-a Santa Maria de Belém ou Senhora de Nazaré,
a Amazônia recebeu a mensagem da salvação.
Renova hoje, Senhor, com a força da Eucaristia,
o vigor missionário em nossos povos,
e brotem entre nós santas vocações para o serviço do Evangelho.

Cristo Senhor, ao reconhecer-te no partir do Pão,
faze arder nossos corações,
para que do Altar da Eucaristia
nasça um novo ardor missionário em nossa Pátria.

Ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
sejam dadas, hoje e sempre,
toda a honra e toda a glória! Amém.

3 de dezembro de 2015

Oração do Ano Santo da Misericórdia


Senhor Jesus Cristo,
Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste,
e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele.
Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos.
O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro;
a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura;
fez Pedro chorar depois da traição,
e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido.
Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana:
Se tu conhecesses o dom de Deus!
Vós sois o rosto visível do Pai invisível,
do Deus que manifesta sua onipotência sobretudo com o perdão e a misericórdia:
fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória.
Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza
para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro:
fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus.
Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção
para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor
e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem
proclamar aos cativos e oprimidos a libertação
e aos cegos restaurar a vista.
Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia,
a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.
Amém

PREPARAI O CAMINHO DO SENHOR

Continuamos firmes e com esperança nossa caminhada rumo ao Natal. Cristo é a nossa esperança diante de um mundo marcado por tantos sinais de morte e indiferença.

Neste segundo Domingo do Advento temos a extraordinária figura de João Batista que aparece denunciando e anunciando. Ele é a voz que clama, que grita, que convida o povo para voltar ao Senhor. Precisamos da coragem e da ousadia deste profeta para gritar ao mundo: DEUS É AMOR! CHEGA DE MORTES E INJUSTIÇAS! DEUS É MISERICORDIOSO!

Em meio a tantas vozes que clamam hoje por muitas coisas supérfluas, vazias, mais alta deveria ecoar a voz dos filhos de Deus convidando todos a voltarem para o Senhor. O único caminho que pode nos livrar de todas as mazelas em que nos encontramos é Jesus Cristo. O resto é ilusão.

Estamos mergulhados nas lamas da corrupção e da intolerância religiosa. Quantos ousam usar o nome de Deus para julgar, condenar e matar. Estes não entenderam a mensagem de Jesus que promoveu a vida em plenitude para todos. Todas as formas de morte são uma agressão contra o próprio Criador. Tudo o que destrói a vida, não é de Deus.

Inspirados em João Batista, somos convidados a percorrer todos os caminhos da nossa sociedade e anunciar a misericórdia de Deus. No próximo dia oito de dezembro, solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, o Papa Francisco, abrirá oficialmente o ano da misericórdia. Ao convocar este ano, ele disse que este “é um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho. Por isso decidi proclamar um Jubileu Extraordinário que tenha no seu centro a misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia”.

Precisamos preparar o nosso coração para que o Senhor possa habitar nele de verdade. O nosso coração não pode estar de qualquer jeito, bagunçado, cheio de pecados e impurezas. Para isso existe o Sacramento da Confissão e o Coração Misericordioso do Pai.

Quando recebemos a visita de alguém sempre preparamos bem a casa e a mesa. Quanto mais devemos preparar o nosso coração para a chegada de Deus? O Advento é um tempo propício para que isso se concretize. Preparemos bem este terreno para vermos nele florescer a salvação, como nos pede o Evangelho deste Domingo (Lucas, 3,1-6).

Este Ano Santo da Misericórdia é uma grande oportunidade que Deus nos dá para voltarmos à Ele com toda fé e confiança, mas voltarmos pelo caminho certo.

Abençoado Domingo!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.