27 de agosto de 2015

ENSINAR A CUIDAR DO CORAÇÃO

Chegamos ao último domingo do mês de agosto e queremos rezar e refletir sobre a bonita missão que exercem em nossas comunidades os catequistas. Agem por amor ao Reino, na gratuidade de quem é amado por Deus e quer compartilhar este amor.

Os primeiros catequistas são os nossos pais ou àqueles com quem vivemos desde o nascimento. É missão deles nos educarem na fé e na doutrina cristã; na fé em que fomos batizados. Além desta educação na fé, recebemos a educação de princípios, valores, leis. Esta se torna a base para toda a vida. Depois teremos que purificar o que recebemos, mas sempre servirá de referência.

Quantas famílias batizam seus filhos na Igreja Católica e depois dizem: “meu filho vai escolher qual religião quer seguir quando crescer!” Que pensamento triste e lamentável. Se você pediu o sacramento do Batismo para teu filho, afilhado, é porque você acredita que este seja o caminho para Deus e têm o dever de ensinar e transmitir a fé na qual a pessoa foi batizada. Certamente você não deixará seu filho escolher ser traficante, assaltante, bandido, mas ensinará o caminho correto. Então por que não ensinar também o caminho da fé? Sacramento do Batismo não é brincadeira e precisa ser vivido no dia a dia para nos garantir a salvação.

A Palavra de Deus deste domingo é bastante sugestiva para o dia do catequista. Na Leitura do livro do Deuteronômio (4,1-2.6-8), Moisés exorta o povo a ouvir com atenção e cumprir a Lei de Deus. Aí estará a sabedoria deles. E ainda ele chama a atenção para o fato de que nenhum outro deus falou tão de perto aos seus, como o Senhor Deus. Isso deve servir de motivação para eles não desanimarem nas dificuldades da vida e para guardarem com amor esta Palavra ouvida.

Aí no Evangelho (Marcos 7,1-8.14-15.21-23) Jesus reforça e lembra que não basta saber, conhecer a Lei, a Palavra de Deus. É preciso conhecer e também viver. Ela tem que se transformar vida na nossa vida, no nosso cotidiano. Porque se não, seremos como os fariseus e mestres da lei, que sabem ensinar, mas não se animam a viver. Isso acaba se tornando hipocrisia.

Esta Palavra revelada por Deus muito antes de Jesus e que n’Ele tem a sua plenitude, somos chamados a conhecer. Conhecendo, Ela deve nos inspirar e transformar nossa vida e o nosso coração. Porque se ela não entra no mais íntimo de nós, ela continua sendo palavra vazia e sem vida; uma palavra qualquer.

E vejam que interessante o que está no final do Evangelho. Jesus disse: “Escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem”.

Enquanto a Palavra de Deus não se torna vida na nossa vida, ela não é transformada. É o nosso coração que precisa ser mudado, antes de tudo. Esta é a parte mais difícil. Muitos de nós sabemos de cor muitos versículos da Bíblia. Gritamos, emocionamos os outros, mas não vivemos o que conhecemos e pregamos. Hoje estamos cheios de fariseus que tem a receita pronta para os outros. Sabem dizer o que os outros tem que fazer; mas não vivem e não fazem. Do que adianta então conhecer? O conhecer tem que ser seguido pelo viver para que a Palavra de Deus não se torne vazia.

Hoje vivemos num tempo privilegiado quanto ao acesso à Palavra. Temos Bíblia das mais diversas editoras. Sites com a liturgia diária. Aplicativos que podem ser baixados nos smartphones. Por que será então que esta palavra é tão pouco conhecida e o pior, tão pouco vivida? Conhecer é até cômodo, mas transformar esta Palavra em vida é um desafio, porque precisamos sair do nosso comodismo e do nosso mundinho. A falta de vivência da Palavra se reflete cada vez mais num mundo egoísta e cheio de maldades.

Mas tem muitos que dão este passo na sua vida. Temos muitos exemplos nas famílias e na Igreja. O Papa Francisco é um deste homens que tem sido Evangelho vivo para todos nós. Temos ainda bispos, sacerdotes, religiosos/as e muitos leigos/as que também fizeram este caminho, onde a Palavra não é apenas lida, mas rezada e vivida. Todos os que nos ensinam de alguma forma algo sobre a nossa fé, são catequistas, pois nos ajudam a conhecer mais a beleza dela.

Hoje destacamos os catequistas, que na sua grande maioria são leigos que foram tocados pela Palavra de Deus e sentem uma grande inquietação e precisam comunica-la. Que trabalho bonito e louvável que exercem os catequistas. Eles nos ajudam a caminhar na fé e muitas vezes suprem a deficiência deste trabalho nas famílias. Certamente todos nós lembramos com carinho dos nossos catequistas. Eles foram muito importantes para o nosso conhecimento e apaixonamento por Jesus Cristo. Deus abençoe todos eles pelo bem semeado, pelo incansável trabalho de evangelizar.

Os catequistas, ensinando a Palavra de Deus, ensinam a cuidar e a educar o nosso coração para que ele seja um espaço de Deus. E como precisamos cuidar dele, pois, como Jesus diz no Evangelho, ele é a sede das decisões. É de lá que saem as coisas boas e ruins. Quanto mais conhecer a Palavra, mais o coração e as atitudes serão transformadas. Um coração que guarda a Palavra, é um coração que transmite e vive esta Palavra. Que o Senhor nos ajude a sermos fieis aos seus ensinamentos que são verdade e vida para todos.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

21 de agosto de 2015

NÓS SERVIMOS AO SENHOR!

Gosto sempre de lembrar a expressão do livro do Eclesiastes “nada há de novo debaixo do sol” (1,9). Esta expressão nos lembra que a história é cíclica, é um vai e vem eterno; é como um espiral. Neste vai e vem da história as pessoas são outras e por isso interpretam os acontecimentos a seu modo.

Jesus não quer corpo mole dos seus discípulos. Alguns começam a reclamar das exigências que Ele faz para o seguimento e das suas palavras “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la” (Jo 6,60).

Lembrando que no Evangelho do Domingo passado, que não foi lido por causa da Solenidade da Assunção de Maria, Jesus finaliza o discurso do pão da vida. O que os discípulos não estavam entendendo é como Ele poderia dar seu corpo e sangue como verdadeiro alimento. Mas Jesus estava referindo-se ao sacrifício da cruz, a Eucaristia que hoje a Igreja celebra diariamente e da qual se alimenta. Jesus frisava com determinação que o Pão que vem do céu é Ele e que não podemos comer de um e de outro pão como se fossem iguais e com o mesmo significado. Era difícil aceitar e entender isso.

A confusão, a dúvida e a fata de fé no mundo atual faz repetir-se a mesma situação. Quantos de nossos irmãos abandonaram a Igreja Católica porque pensam que sua doutrina, seus ensinamentos são duros de mais? Quantos não querem aceitar o que a Igreja ensina como verdade revelada por Deus? Assim como Jesus não voltou atrás em sua confuto e nos seus ensinamentos, também a Igreja não deve abrir mãos daquilo que é essencial porque alguns a deixaram e a criticam. Na verdade quem deixa é porque nunca viveu sua fé e não amou a Igreja de verdade. Porque quando a gente ama alguma coisa, damos a vida por ela.

Neste quarto domingo do mês vocacional celebramos a vocação aos diversos ministérios e serviços da comunidade. Na Igreja todos tem espaço para agir e para servir, basta se dispor.

Na vida muitas vezes somos tentados a abandonar o caminho verdadeiro por outros caminhos, aparentemente mais fáceis. Mas isso não é somente problema dos nossos tempos. Vemos que já o povo de Deus era tentado a abandonar o verdadeiro caminho. Por isso ele precisa abraçar o caminho do Senhor com coragem e ousadia e não ter medo dos obstáculos que virão. Isso vemos claramente na Leitura do livro de Josué (24,1-2.15-18) proclamada neste domingo. Assim como Josué questiona o povo e o faz refletir sobre suas escolhas, também nós precisamos refletir:

“Se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”. Diante desta pergunta e desta proclamação de Josué o povo responde: “Longe de nós abandonarmos o Senhor, para servir a deuses estranhos. Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo, é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, 
da casa da escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodígios diante de nossos olhos, e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos, e no meio de todos os povos pelos quais passamos. Portanto, nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus'.

A quem nós servimos? Ao Deus verdadeiro revelado por Jesus Cristo ou aos deuses que nós mesmos criamos e imaginamos? Ao Deus revelado por Jesus ou a imagem que nós formulados sobre Deus? Assim como os profetas ajudavam o povo a não se desviarem do caminho e a conhecerem o Deus verdadeiro, a Igreja hoje é quem nos orienta e nos mostra por onde devemos seguir. Cuidado para não sermos engolidos por doutrinas falsas que nos pregam um deus lingth e que se molda aos nossos desejos e as nossas vontades. Um Deus que faz o que eu quero e precisa quando eu quiser; um deus que realiza minhas vontades e me dá tudo o que eu preciso.

Quando fazemos uma experiência verdadeiro de Deus, não conseguimos ficar acomodados no nosso mundo. Rompemos com nossas estruturas interiores e vamos ao encontro das pessoas nas mais diversas e criativas formas. Assim todos os leigos são construtores do Reino junto com a Igreja. Ninguém fica de fora. Todos tem espaço, baste se dispor a servir.

Destacamos neste final de semana os muitos e irmãos e irmãs e no anonimato fazem acontecer as maravilhas do Reino de Deus. Quantos trabalhos significativos são realizados nas pastorais, movimentos da Igreja. Todos estes trabalhos são voluntários. Realizados na gratuidade de um coração que se sente amado e deseja amar. Um coração que foi tocado pelo amor e pelo cuidado de Deus e deseja cuidar.

Deus seja louvado por tanto bem realizado e continue encorajando a todos os que se dispõe a servir. A nossa Igreja não teria tanta beleza e expressão de ternura sem a doação dos leigos. Somos Igreja Missionária, nos lembrou mais uma vez Aparecida. Uma Igreja em constante saída para ir ao encontro das pobrezas e misérias existentes. Uma Igreja atenta aos desafios e que com coragem se dispõe a caminhar e servir. Uma Igreja que marcou a história da humanidade e continuará marcando. Uma Igreja que amou e continuará amando. Uma Igreja que continuará gritando ao mundo os valores cristãos que tornam o mundo mais humano, fraterno, solidário.

Vamos SERVIR AO SENHOR sem medo. Vamos servir a este Deus que nos ama com ternura e compaixão, amando especialmente os mais necessitados. Vamos continuar anunciando a esperança e o amor. Continuar levando o Pão da vida que sacia toda fome.


Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

13 de agosto de 2015

VIDA RELIGIOSA CONSAGRADA PARA SERVIR DO JEITO DE MARIA

O terceiro Domingo do mês de agosto, Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, a Igreja celebra a Vida Religiosa Consagrada. Este estilo de vida é presença na Igreja desde os primeiros séculos sendo um sinal da manifestação do amor de Deus. O jeito de servir de Maria é fonte de inspiração àqueles que desejam seguir mas de perto à Jesus Cristo na Vida Religiosa.

O Evangelho deste domingo (Lucas 1,39-56) nos traz o relato da visita de Maria à sua prima Isabel. O encontro de duas criaturas que foram amplamente agraciadas por Deus porque n’Ele confiaram plenamente. Maria vai ajudar sua prima que estava grávida. Leva ao encontro dela o Salvador e Isabel reconhece a presença de Deus nela. Isabel não acolhe apenas sua prima, mas também o Filho de Deus.

A missão da Vida Religiosa Consagrada se assemelha muito a de Maria. Ela se coloca a serviço e leva às pressas a ajuda a quem precisa. Através das inúmeras atividades desenvolvidas, conforme o Espírito Santo suscita, a Vida Religiosa se coloca à serviço dos mais pobres e excluídos e leva, lá onde está, uma palavra de esperança, fé, conforto e alegria. Ao longo dos séculos tem ido muitas e muitas vezes as periferias existenciais levando conforto a tantas almas abandonadas ao acaso.

Como Isabel, precisamos ter os olhos atentos e o coração aberto para acolher a presença de Deus que se manifesta àqueles que o buscam de coração sincero e vai se revelando a medida que encontra espaço, abertura, amor.

Queremos neste final de semana louvar e bendizer a Deus por tudo o que Ele tem feito através da Vida Religiosa Consagrada. Nós somos apenas instrumentos em suas mãos. Por isso o cântico de Maria é expressão do reconhecimento de tudo o que Deus têm feito pelo seu povo ao longo da história. Hoje elevamos o mesmo hino proclamando as maravilhas que Deus realiza através da Vira Religiosa. Vamos cantá-lo com Maria:

"A minha alma engrandece o Senhor,
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
pois, ele viu a pequenez de sua serva,
eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam.
Demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos.
Derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou.
De bens saciou os famintos
despediu, sem nada, os ricos.
Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre".


Gostaria ainda de chamar a atenção para mais um aspecto: reconhecer a presença e ação de Deus na história. Hoje vivemos um tempo onde importa apenas o presente. Parece que o passado não tem valor. Esquecer o passado é deixar de lado a memória dos que nos precederam. Através deles Deus fez muitas coisas e continua fazendo. Acolher este passado com respeito, carinho é reconhecer que Deus está guiando a história.

Hoje a nossa oração é pela missão da Vida Religiosa e para que ela continue sendo animada pelo Espírito Santo e levando Jesus àqueles que sentem fome e sede da Verdade. Peçamos ao dono da messe que suscite muitos corações generosos para este seguimento.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

6 de agosto de 2015

FAMÍLIA, A MELHOR ESCOLA

Este segundo domingo do mês de agosto, celebrando o dia dos pais, somos convidados e refletir e a rezar a vocação ao matrimônio. Não existe vocação mais importante. Todos somos chamados pelo mesmo Senhor e Deus. Toda vocação é bela e santa porque nasce no coração de Deus.

O Papa Francisco falou em muitas catequeses sobre a família. Refletiu uma gama grande de temos referente a vida da família. Falou sobre os idosos, jovens, namoro, educação dos filhos. Para quem acompanhou, certamente foi uma riqueza e um momento de poder resgatar o valor e a importância da família. O Papa oferece elementos que ajudam a refletir e ajudam os casais a viverem melhor este sacramento. Dificuldades existem. Somos humanos e falíveis. Por isso não se pode exigir perfeição nas relações matrimoniais.

Em uma de suas catequeses o Papa disse as “três palavras que devem estar em casa: com licença, obrigado e desculpa” (Catequese com o Papa Francisco – 02/04/14). Quando perdemos a gentileza das relações, quando caímos no automático, a nossa vida fica sem sentido, vazia, rotineira e triste. As relações familiares vão se desgastando. Aí chega ao ponto de não suportamos mais a pessoa do outro, seja esposo, esposa, filho, filha ou outros que convivem no lar.

A delicadeza e a fineza são coisas bonitas. Todos gostamos de estar e conversar com pessoas educadas e atenciosas. Ninguém gosta de ser tratado com grosseria e pior ainda, com indiferença.

Ser educado é educar. Por isso o papel fundamental dos pais. O exemplo vale mais do que milhares de palavras. As vezes nossos discursos se esvaziam e quando não conseguimos convencer mais por palavras, partimos para a grosseria e para a gritaria. Pensamos que a força da palavra está no tom da voz. Mas nos enganamos. A força está no gentileza e delicadeza como se diz; no tocar o coração de quem escuta.

Muitos pais tem receitas prontas para os filhos: “Você deve respeitar as pessoas e ser educado na relação com elas”. Mas trata sua esposa e até os próprios filhos com grosseria e ofensas. Assim poderíamos ilustrar muitos outros exemplos, mas não vem ao caso agora. Antes de falar, faça! Os atos falam por si mesmo.

Nem todos têm a facilidade de perdoar. O perdão é um exercício de humildade. Precisamos aprender que a pior prisão do mundo é a falta de perdão porque a pessoa faz, antes de tudo, mal a si mesma. E depois que fez mal a si, é capaz de fazer mal aos outros. O perdão liberta e mostra que todos estamos em processo de crescimento. Quem ama, perdoa.

A gratidão também é um elemento muito bonito. A pessoa ingrata é uma pessoa infeliz. Ser grato a Deus e as pessoas é reconhecer sua importância na nossa vida.

Mas como sustentar um matrimônio as vezes mergulhado em muitas trevas? Além das três palavras chaves do Papa (e muitas outras dicas que ele dá em suas catequeses), é necessário um espírito de oração. Lembro que uma das finalidades do casamento é a santificação dos cônjuges. O casal deve favorecer com que o outro se torne santo. A participação da comunidade onde o casal recebe o “Pão que desceu do céu” (João, 6,41). A Eucaristia é a fonte de vida para todo cristão e para todas as famílias que desejam vivem melhor. Uma família sem a Eucaristia é como um soltado sem a armadura. As palavras de São João Paulo II continuam sendo válidas e verdadeiras: “Família que reza unida, permanece unida”! Porque a oração ajuda a transformar tudo o que não está bem.

Gostaria de trazer as palavras de São Paulo aos Efésios, na segunda leitura deste domingo. Esta Palavra nos oferece muitas pistas para vivermos melhor em família: “Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda espécie de maldade. Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor.” (4,31-5,2)

O caminho é longo e não podemos parar no meio e ficar chorando, lamentando. Deus nos anima e caminha conosco. Ele nos sustenta com sua graça, e nos alimenta com sua corpo e sangue assim como alimentou Elias (1Reis 19,4-8) para continuar percorrendo seu caminho. Não podemos desistir.

Toda vocação é linda e a alegria está em se doar na gratuidade e na generosidade. Quanto mais nos doamos, mais felizes somos. A vocação não é para ser guardada a sete chaves, mas para ser colocada à serviço de todos. Os pais exercem esta doação na família fazendo com que esta seja um lugar santo e propício para o crescimento na fé e nos valores. Quando nos doamos estamos sendo colaboradores de Deus para tornar este mundo ainda melhor.

Deus abençoe nossos pais e nossas famílias. Rezemos pela santificação das nossas famílias. E que diante das adversidades não haja mais divisão e discórdia, mas amor, perdão, paciência, e muita oração. Que os filhos encontrem no lar o aconchego e os elementos necessários para crescerem bem. Que os idosos, nossos avós, sejam respeitados e valorizados pela riqueza que são e não descartados como uma peça de museu. Que os casais se amem acima de tudo para superar tudo.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.