24 de dezembro de 2013

Feliz Natal

 Palavra de Deus da liturgia de Natal:

"O povo que andava nas trevas, viu uma grande luz. Uma luz resplandeceu. Fizestes crescer a alegria e aumentante a felicidade; todos se regozijam na tua presença... Porque nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho" (Cf Isaías 9, 1-6)

"A graça de Deus nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade... Ele se entregou por nós para nos resgatar de toda maldade. (São Paulo a Tito)

"Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: hoje nasceu para vós um Salvador, que é Cristo Senhor". (Lucas)

Os anjos do céu vem anunciar, vem trazer para nós esta grande e verdadeira alegria: Deus envio seu Filho ao mundo para nos salvar. Esta é a verdadeira alegria do Natal. Uma alegria que deve se estender por todos os dias do novo ano. Uma alegria que ninguém pode nos tirar: a alegria e a certeza de sermos filhos de Deus.

A alegria do mundo, das coisas,  do ter, acabam. A alegria de Deus se expressa sempre em nosso coração. Precisamos ser mensageiros desta alegria. Renovar nosso jeito de ser, de pensar,  de falar.  Falar de coisas boas. Falar do amor de Deus em nossas vidas. Falar e promover a vida. Quem é batizado,  quem participa da mesa da Palavra e do Pão,  tem que ser mensageiro desta grande alegria: sou filho de Deus.

O mundo está envolto em trevas. Nós mesmos as vezes preferimos às trevas a luz, porque as trevas excondem o nosso pecado. Quem não ama a Deus, quem não pratica o bem, gosta das trevas e da escuridão. Quem é de Deus gosta da luz, brilha como a luz.

Não precisamos mais viver nas trevas. A luz de Cristo nos iluminou. Precisamos ser pequenos faróis nesta noite escura na qual muitas famílias estão envoltas. Precisamos iluminar com a luz de Deus os lares e especialmente o nosso coração. Iluminar para tirar todo tipo de pecado,  a inveja, o orgulho, a raiva, o medo. Coisas que destroem a pessoa. Cristo é a verdadeira luz. Deixa ser iluminado por Ele e assim o teu Natal será feliz.

Feliz Natal. Deixa Jesus iluminar as trevas do teu coração.
Pe. Hermes José Novakoski.


8 de outubro de 2013

SÃO JOÃO CALÁBRIA “HOMEM DE FÉ ARDENTE, CARIDADE GENUÍNA”


O Papa João Paulo II assim se expressava sobre São João Calábria no dia em que este era elevado ás honras dos Altares (canonizado): 

- “Nele (João Calábria) resplandecem a fé ardente, a caridade genuína, o espírito de sacrifício, o amor à pobreza, o zelo pelas almas e a fidelidade à Igreja”.

Hoje toda a Família Calabriana, religiosos, religiosas, irmãos e irmãs externos e leigos, somos chamados a este mesmo espírito de abandono total nas mãos da Providência Divina.

Nas Constituições, no Número Cinco, diz:

“A missão específica dos Pobres Servos é a busca do Reino de Deus que se concretiza para nós no compromisso de avivar no mundo a Fé e Confiança em Deus, Pai de todos os homens, através do abandono total à sua Divina Providência, intensamente vivido e claramente testemunhado em todos os acontecimentos pessoais e comunitários e nos eventos históricos do mundo”.

Vejamos como é atual nosso carisma. A Igreja instituiu 2013 como o ano da Fé. Assim, nosso carisma tem uma particular missão. A própria Igreja nos convida a ela. Avivar a Fé em Deus Pai providente é mostrar ao mundo de forma concreta, em nossas atividades e em nosso jeito de ser, que existe um Deus que nos ama e que cuida de nós apesar de nossas transgressões.

Somos convidados a realizar nossa missão com empenho, gratuidade, amor e simplicidade. Quanto aos meios para a realização de tudo isso Deus providenciará, desde que sejamos fieis ao seu propósito, fazendo o que Ele nos pede. Em todas as nossas ações deve transparecer que o primeiro propósito é a construção do Reino de Deus.

Olhando para o Padre Calábria, nosso pai fundador, como dizia João Paulo II, vemos resplandecer a Fé que o movia para o bem; uma caridade sem igual, pura, genuína. Ela jamais negava alguma coisa para qualquer um que recorresse a ele. Mesmo passando por necessidades, jamais Padre Calábria negava ajuda a alguém.

Também foi um homem marcado pelo sofrimento. Oferecia tudo o que sofria pela santificação própria, da Obra e de toda a Igreja: pela Salvação das almas.

Este espírito de sacrifício está se perdendo com o tempo. O amor à pobreza fazia com que ele confiasse totalmente em Deus, única riqueza, único e verdadeiro bem. Padre Calábria experimentou desde cedo que a maior riqueza é a Fé em Deus, por isso não se preocupava tanto com os bens materiais, sabia que estes viriam se fôssemos fieis a Deus.

O zelo pelas almas, pela salvação das almas era outro aspecto que ele falava muito e lembrava sempre aos religiosos esta missão particular da Congregação.

Repetia muitas vezes: “Almas, almas, almas! Almas para Jesus!”.

Desejamos que ao celebrarmos mais uma vez a festa de nosso Pai Fundador, o mesmo espírito que o animou, continue animando todos nós.

SÃO JOÃO CALÁBRIA, ROGAI POR NÓS!

PE. HERMES JOSÉ NOVAKOSKI, PSDP

1 de outubro de 2013

01 de Outubro - Santa Teresinha do Menino Jesus

A vida da santa Teresa de Lisieux, ou santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, seu nome de religiosa e como o povo carinhosamente a prefere chamar, marca na história da Igreja uma nova forma de entregar-se à religiosidade. No lugar do medo do "Deus duro e vingador", ela coloca o amor puro e total a Jesus como um fim em si mesmo para toda a existência eterna. Um amor puro, infantil e total, como deixaria registrado nos livros "Infância espiritual" e "História de uma alma", editados a partir de seus escritos. Sua vida foi breve, mas plena de dedicação e entrega. Morreu virgem como Maria, a Mãe que venerava, e jovem como o amor que vivenciava a Jesus, pela pura ação do Espírito Santo.

Teresinha nasceu em Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873. Foi batizada com o nome de Maria Francisca Martin e desde então destinada ao serviço religioso, assim como suas quatro irmãs. Os pais, quando jovens, sonhavam em servir a Deus. Mas circunstâncias especiais os impediram e a mãe prometeu ao Senhor que cumpriria seu papel de genitora terrena, mas que suas filhas trilhariam o caminho da fé. E assim foi, com entusiasmada aceitação por parte de Teresinha desde a mais tenra idade.

Caçula, viu as irmãs mais velhas, uma a uma, consagrando-se a Deus até chegar sua vez. Mas a vontade de segui-las era tanta que não quis nem esperar a idade correta. Aos quinze anos, conseguiu permissão para entrar no Carmelo, em Lisieux, permissão concedida especial e pessoalmente pelo papa Leão XIII.

Ela própria escreveu que, para servir a Jesus, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, mártir... Mas ao perceber que o amor supremo era a fonte de todas essas missões, depositou nele sua vida. Sua obra não frutificou pela ação evangelizadora ou atividade caritativa, mas sim em oração, sacrifícios, provações, penitências e imolações, santificando o seu cotidiano enquanto carmelita. Essa vivência foi registrada dia a dia, sendo depois editada, perpetuando-se como livro de cabeceira de religiosos, leigos e da elite dos teólogos, filósofos e pensadores do século XX.

Teresinha teve seus últimos anos consumidos pela terrível tuberculose, que, no entanto, não venceu sua paciência com os desígnios do Supremo. Morreu em 1° de outubro de 1897, com vinte e quatro anos, depois de prometer uma chuva de rosas sobre a Terra quando expirasse. Essa chuva ainda cai sobre nós, em forma de uma quantidade incalculável de graças e milagres alcançados através de sua intervenção em favor de seus devotos.

Teresa de Lisieux foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925 pelo papa Pio XI. Ela, que durante toda a sua vida teve um grande desejo de evangelizar e ofereceu sua vida à causa missionária, foi aclamada, dois anos depois, pelo mesmo pontífice, como "padroeira especial de todos os missionários, homens e mulheres, e das missões existentes em todo o universo, tendo o mesmo título de são Francisco Xavier". Esta "grande santa dos tempos modernos" foi proclamada doutora da Igreja pelo papa João Paulo II em 1997.
 
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Oração à Santa Terezinha do Menino Jesus

 ORAÇÃO PELOS MISSIONÁRIOS

Ó Santa Teresinha, sois exemplo de simplicidade e de humildade e sempre vos colocastes nas mãos do Pai.

Intercedei junto a Deus para que os homens compreendam o vosso caminho,que leva ao Céu,para que vencendo o egoísmo e o orgulho,
possam construir um mundo melhor e conquistem os povos para o Reino de Cristo pelo amor, justiça e paz.

Fazei com que os homens compreendam a mensagem do Evangelho
e sejam atraídos a viverem o ideal cristão do amorpelo espírito de desapego e doação.

Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeira das missões, rogai por nós e protegei os missionários. Amém.
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 PARA ALCANÇAR GRAÇAS POR SUA INTERCESSÃO

Santa Teresinha do Menino Jesus,
que na vossa curta existência,
fostes um espelho de angélica pureza,
de amor forte, e de tão generosa entrega nas mãos de Deus,
agora que gozais do prêmio de vossas virtudes,
volvei um olhar de compaixão sobre mim,
que plenamente confio em vós.
Fazei vossas as minhas intenções,
dizei por mim uma palavra àquela Virgem Imaculada
de que fostes a florzinha privilegiada,
à Rainha do Céu que vos sorriu na manhã da vida.
Rogai-lhe a Ela que é tão poderosa
sobre o Coração de Jesus,
que me obtenha a graça por que nesta hora tanto anseio,
e que a acompanhe de uma bênção que me fortifique
durante a vida, me defenda na hora da morte
e me leve à eternidade feliz.
Amém.

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PRECE A SANTA DAS ROSAS

Santa das Rosas,
trilhastes a Pequena Via da humildade
e da submissão à vontade de Deus.
Ensinai-nos, ó Santa Mestra, Doutora da Igreja,
o caminho da santidade
que nasce da escuta da Palavra de Deus,
da realização de coisas simples e sem importância
aos olhos do mundo.
Nós vos pedimos que continueis a cumprir vossa promessa
de fazer chover rosas de graças e bênçãos sobre o mundo.
Ansiamos por rosas, muitas rosas do vosso jardim.
Reparti conosco as graças que recebeis de Deus Pai.
Intercedei por nós junto a Ele.
Por vossas preces, venha o Senhor
em socorro de nossas necessidades.

(Faz-se o pedido)

Velai, ó Flor do carmelo, por nossas famílias:
que em nossos lares haja paz, compreensão e diálogo.
Velai por nossa pátria,
para que tenhamos governantes íntegros,
afinados com os anseios do povo sofrido.
Velai por nós,
para que o espírito missionário
impregne todas as nossas ações.
Amém.

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 ORAÇÃO PARA MOMENTOS DE DESESPERO

Santa Teresinha do Menino Jesus,
que atravessastes a noite escura da alma,
sem nenhuma consolação espiritual
e, sustentada pela fé, recuperastes a alegria de viver,
implorai ao Bom Deus por mim,
para que eu seja capaz de dominar
este estado de tristeza em que me encontro,
esta treva absurda que tomou conta de meu coração.
Iluminai, Santa Doutora, minha inteligência
para que eu descubra que só Deus me basta
e que devo, em tudo e por tudo,
realizar somente a vontade d'Ele,
desse Deus Misericordioso,
que me carrega ao colo,
mesmo quando me sinto abandonado,
sem nenhuma luz a me orientar.
Dai-me crer, cheio de esperança,
que todo desespero tem seu fim
pois o amor de Jesus liberta os corações
das correntes do medo e da angústia.
Dai-me, um sorriso, ó Santinha
e providenciai para mim, junto ao Pai,
o Dom da alegria.
Que esse Dom me cure e me liberte,
me faça ver as novas luzes que se acendem:
o amor do Pai começa a brilhar para mim,
Sua misericórdia começa a me aquecer
e eu me abro à vida nova
que o Espírito Santo de Deus me traz,
o mesmo Espírito que ungiu a vossa vida,
ó Santa das Rosas, com o precioso óleo da alegria,
do qual urgentemente necessito
para poder louvar o Pai e o Filho,
sem nada a me pesar o coração.
Creio firmemente que serei atendido,
que meu brado de angústia será ouvido
e me comprometo a espalhar a vossa devoção.
Amém.

(Reze 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.
Se possível, faça uma confissão sacramental e participe de uma missa, comungando piedosamente na intenção de todos os que sofrem no corpo e no espírito).
 

14 de setembro de 2013

Nos braços do Pai


O evangelho deste 24º domingo do Tempo Comum nos convida a meditarmos sobre a misericórdia do Pai que acolhe o filho que volta arrependido. Podemos fazer a experiência do abraço do Pai na confissão, quando participamos na missa, quando perdoamos quem nos ofende e pedimos perdão àqueles que ofendemos.

Não podemos querer viver longe deste abraço acolhedor pensando que encontraremos aconchego em outros braços. É claro que o mundo nos abre os braços e depois que somos abraçados nos impõe muitas limitações. Ficamos presos, nos tornamos escravos de muitos vícios. O jeito é "tomar vergonha na cara", reconhecer que o nosso lugar e nos braços de Deus e voltar. Deus não quer saber o que fizemos. Ou melhor, Ele sabe. Não precisamos ficar dizendo. Ele quer ver em nós disposição para uma real mudança. Uma transformação que nos faça desejar estar sempre c'Ele.

ORAÇÃO: Deus e Pai. Peço-te perdão porque muitas vezes preferi outros caminhos; outros abraços. Deixei me levar pelas coisas do mundo. Deixei que elas tomassem o lugar que te pertence.

Estou de volta ó Pai. Peço-te perdão. Ajudá-me a ser fiel; há permanecer sempre ao teu lado e aprender de Ti a misericórdia e o amor. Amém.

13 de setembro de 2013

Exaltação da Santa Cruz

A Festa da Exaltação da Santa Cruz, que celebramos hoje, 14 de setembro, é a Festa da Exaltação do Cristo vencedor. Para nós cristãos, a cruz é o maior símbolo de nossa fé, cujos traços nós nos persignamos desde o início do dia, quando levantamos, até o fim da noite ao deitarmos. Quando somos apresentados à comunidade cristã, na cerimônia batismal, o primeiro sinal de acolhida é o sinal da cruz traçado em nossa fronte pelo padre, pais e padrinhos, sinalando-nos para sempre com Cristo.

A Cruz recorda o Cristo crucificado, o seu sacrifício, o seu martírio que nos trouxe a salvação. Assim sendo, a Igreja há muito tempo passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive como símbolo da árvore da vida que se contrapõe à árvore do pecado no paraíso, quando a serpente do paraíso trouxe a morte, a infelicidade a este mundo, incitando os pais a provarem o fruto da árvore proibida. (Gn 3,17-19)

No deserto, a serpente também provocou a morte dos filhos de Israel, que reclamavam contra Deus e contra Moisés (Nm 21,4-6). Arrependendo-se do seu pecado, o povo pediu a Moisés que intercedesse junto ao Senhor para livrá-los das serpentes. Assim, o Senhor, com sua bondade infinita, ordenou a Moisés que erguesse no centro do acampamento um poste de madeira com uma serpente de bronze pendurada no alto, dizendo que todo aquele que dirigisse seu olhar para a serpente de bronze se curaria. (Nm 21,8-9)

Esses símbolos do passado, muito conhecidos pelo povo (serpente, árvore, pecado, morte), nos dizem que na Festa da Exaltação da Santa Cruz, no lugar da serpente de bronze pendurado no alto de um poste de madeira, encontramos o próprio Jesus levantado no lenho da Cruz. Se o pecado e a morte tiveram sua entrada neste mundo através do demônio (serpente do paraíso) e do deserto, a bênção, a salvação e a vida eterna vêm do Cristo levantado no alto da Cruz, de onde Ele atrai para si os olhares de toda a humanidade. Assim, a Igreja canta na Liturgia Eucarística de Festa: “Santa Cruz adorável, de onde a vida brotou, nós, por Ti redimidos, te cantamos louvor!”

A Cruz não é uma divindade, um ídolo feito de madeira, barro ou bronze, mas sim, santa e sagrada, onde pendeu o Salvador do mundo. Traçando o sinal da cruz em nossa fronte, a todo o momento nós louvamos e bendizemos a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, agradecendo o tão grande bem e amor que, pela CRUZ, o Senhor continua a derramar sobre nós.

Por: Pe. Candido Ap. Mariano

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Salve, ó cruz bendita, sinal do amor maior. Foste e és para muitos motivo de escândalo. Para nós és memória da nossa redenção.
Em ti fomos redimidos de todos os pecados, de todas as escravidões.
Contemplando-te, assumimos a missão de também entregar a vida, como fez Jesus, para que todos tenham vida.
Contemplando-te, assumimos o compromisso de solidariedade com todos os crucificados pelo abandono e pelo desemprego.
Chegaste a este solo, terra de Santa Cruz, trazendo amor e esperança.
Cruzaste os caminhos da história em ombros negros e indígenas, de crianças e de jovens, de homens e de mulheres.
Hoje és, para nós, memória e compromisso. Em ti vemos o sofrimento de Cristo e de todos os pobres.
Diante de ti testemunhamos nossa decisão de celebrarmos tua presença entre nós, força de libertação e de construção de um mundo novo de fraternidade e de paz, sem exclusão.

29 de agosto de 2013

Oração preparando do Capítulo Geral

Convidamos nossos amigos a se unir em oração com toda a Família Calabriana que se prepara para viver o XI Capítulo Geral que será realizado em Verona Itália em maio de 2014.

“VAI… PELA ESTRADA DESERTA!”


ESTILO E ANÚNCIO DA RADICALIDADE CALABRIANA

Ó Deus nosso Pai, Tu que nos envias
pelas estradas desertas;
desperta em nós um grande amor
por Ti e pelo mundo,
para que possamos te testemunhar
em palavras e obras.

Ó Senhor Jesus, Tu nos envias pela
força da Tua Palavra
que conforta os oprimidos, cura as feridas,
dá visão aos cegos, voz aos mudos,
e restaura a vida.

Ó Espírito Santo, reforma o nosso estilo de vida,
torna-o calabriano e radicalmente apostólico.
Torna-nos disponíveis para vivermos
da vontade do Pai,
a exemplo de São João Calábria
e como Maria a Mãe a quem tudo confiamos.

Amém.

XI Capítulo Geral
Verona, maio de 2014.


28 de agosto de 2013

Santo Agostinho de Hipona


Aurélio Agostinho nasceu, no dia 13 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África. Era o primogênito de Patrício, um pequeno proprietário de terras, pagão. Sua mãe, ao contrário, era uma devota cristã, que agora celebramos, como santa Mônica, no dia 27 de agosto. Mônica procurou criar o filho no seguimento de Cristo. Não foi uma tarefa fácil. Aliás, ela até adiou o seu batismo, receando que ele o profanasse. Mas a exemplo do provérbio que diz que "a luz não pode ficar oculta", ela entendeu que Agostinho era essa luz.

Aos dezesseis anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar fora de casa. Na oportunidade, envolveu-se com a heresia maniqueísta e também passou a conviver com uma moça cartaginense, que lhe deu, em 372, um filho, Adeodato. Assim era Agostinho, um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. Possuidor de uma inteligência rara, depois da fase de desmandos da juventude centrou-se nos estudos e formou-se, brilhantemente, em retórica. Excelente escritor, dedicava-se à poesia e à filosofia.

Procurando maior sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor dessa matéria e de gramática em Milão. O motivo que o levou a aceitar o trabalho em Milão era poder estar perto do agora santo bispo Ambrósio, poeta e orador, por quem Agostinho tinha enorme admiração. Assim, passou a assistir aos seus sermões. Primeiro, seu interesse era só pelo conteúdo literário da pregação; depois, pelo conteúdo filosófico e doutrinário. Aos poucos, a pregação de Ambrósio tocou seu coração e ele se converteu, passando a combater a heresia maniqueísta e outras que surgiram. Foi batizado, junto com o filho Adeodato, pelo próprio bispo Ambrósio, na Páscoa do ano de 387. Portanto, com trinta e três e quinze anos de idade, respectivamente.

Nessa época, Agostinho passou por uma grande provação: seu filho morreu. Era um menino muito inteligente, a quem dedicava muita atenção e afeto. Decidiu, pois, voltar com a mãe para sua terra natal, a África, mas Mônica também veio a falecer, no porto de Óstia, não muito distante de Roma. Depois do sepultamento da mãe, Agostinho prosseguiu a viagem, chegando a Tagaste em 388. Lá, decidiu-se pela vida religiosa e, ao lado de alguns amigos, fundou uma comunidade monástica, cujas Regras escritas por ele deram, depois, origem a várias Ordens, femininas e masculinas. Porém o então bispo de Hipona decidiu que "a luz não devia ficar oculta" e convidou Agostinho para acompanhá-lo em suas pregações, pois já estava velho e doente. Para tanto ele consagrou Agostinho sacerdote e, logo após a sua morte, em 397, Agostinho foi aclamado pelo povo como novo bispo de Hipona.

Por trinta e quatro anos Agostinho foi bispo daquela diocese, considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um grande defensor da doutrina de Cristo. Na verdade, foi definido como o mais profundo e importante filósofo e teólogo do seu tempo. Sua obra iluminou quase todos os pensadores dos séculos seguintes. Escreveu livros importantíssimos, entre eles sua autobiografia, "Confissões", e "Cidade de Deus".

Depois de uma grave enfermidade, morreu amargurado, aos setenta e seis anos de idade, em 28 de agosto de 430, pois os bárbaros haviam invadido sua cidade episcopal. Em 725, o seu corpo foi transladado para Pavia, Itália, sendo guardado na igreja São Pedro do Céu de Ouro, próximo do local de sua conversão. Santo Agostinho recebeu o honroso título de doutor da Igreja e é celebrado no dia de sua morte.



ORAÇÃO

A morte não é nada.
Apenas passei ao outro mundo.
Eu sou eu. Tu és tu.
O que fomos um para o outro ainda o somos.

Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.

Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa
como sempre se pronunciou.

Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou:
continua sendo o que era.

O cordão de união não se quebrou.
Porque eu estaria for a de teus pensamentos,
apenas porque estou fora de tua vista ?

Não estou longe,
Somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem.
Redescobrirás o meu coração,
e nele redescobrirás a ternura mais pura.

Seca tuas lágrimas e se me amas,

não chores mais.

Atribuída a Santo Agostinho

27 de agosto de 2013

Santa Mônica: Santidade atrai santidade!

Santa Mônica, mulher forte na fé e na oração, apaixonada por Jesus queria ver seu filho Agostinho livre do pecado e das paixões deste mundo, percorreu durante muito tempo, alguns da Tradição dizem que foram anos de oração e muita perseverança para converter o marido e o filho. E não foi em vão à luta e as orações desta mãe que nunca desistiu de seu filho e nem desanimou na sua fé. Ela é para nós um grande testemunho de que nada é impossível a Deus e que precisamos confiar no Senhor e amar muito aqueles que Deus nos deu como responsabilidade. “Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua família” (Cf. At. 16,31). O que você tem feito pelos seus?

A grandeza da santidade de Agostinho influiu para que sua festa fosse precedida pela de sua santa mãe. A sua vida só é conhecida por nós através das “Confissões” do filho, que tem sobre ela paginas estupendas. Crista de fé robusta, profundamente piedosa, alcançou com sua bondade converter o marido pagão e irascível, e com a força das preces e das lágrimas, o filho transviado. Esperou dezesseis anos com incrível paciência que Agostinho se emendasse. Em busca de aventura, o filho foi para a Itália. Mônica por sua vez, foi a Roma procura-lo, depois a Milão, onde assistiu ao seu batismo. Não mais voltou a África, pois morreu em Óstia, antes do embarque. Forte de ânimo, ardente na fé, firme na esperança, de inteligência brilhante, sensibilíssima às exigências da convivência, assídua na oração e na meditação da Sagrada Escritura.

Texto de Santo Agostinho sobre sua mãe: Procuremos alcançar a sabedoria eterna

Estando bem perto o dia que ela deixaria esta vida – dia que conhecias e que ignorávamos – aconteceu por oculta disposição tua, como penso, que eu e ela estivéssemos sentados sozinhos perto da janela que dava para o jardim da casa onde nos tínhamos hospedado, lá junto de Óstia Tiberina. Ali, longe do povo, antes de embarcarmos, nos refazíamos da longa viagem. Falávamos a sós, com muita doçura e, esquecendo-nos do passado, com os olhos no futuro, indagamos entre nós sobre a verdade presente, quem és tu, como seria a futura vida eterna dos santos, que olhos não viram, nem ouvidos ouviram nem subiu ao coração do homem (cf. 1Cor 2,9). Mas ansiávamos com os lábios do coração pelas águas celestes de tua fonte, fonte da vida que está junto de ti.

Eu dizia estas coisas, não deste modo nem com estas palavras. No entanto, o Senhor, tu sabes que naquele dia, enquanto falávamos, este mundo foi perdendo o valor, junto com todos os seus deleites. Então disse ela: “Filho, quanto a mim, nada mais me agrada nesta vida. Que faço ainda e por que ainda aqui estou não sei. Toda a esperança terrena já desapareceu. Uma só coisa fazia-me desejar permanecer por algum tempo nesta vida: ver-te cristão católico, antes de morrer. Deus me atendeu com a maior generosidade, porque te vejo até como seu servo, desprezando a felicidade terrena. Que faço aqui?”.

O que lhe respondi não me lembro bem. Cinco dias depois, talvez, ou não muito mais, caiu com febre. Doente, um dia desmaiou, sem conhecer os presentes. Corremos para junto dela, mas recobrando logo os sentidos, viu-me e mim e a meu irmão e disse-nos, como que procurando algo semelhante: “Onde estava eu?”.

Em seguida, olhando-nos, opressos pela tristeza, disse: “Sepultai vossa mãe”. Eu me calava e retinha as lágrimas. Mas meu irmão falou qualquer coisa assim que seria melhor não morrer em terra estranha, mas na pátria. Ouvindo isso, ansiosa, censurando-o com o olhar por pensar assim, voltou-se para mim: “Olha o que diz”. Depois falou a ambos: “Ponde este corpo em qualquer lugar. Não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim no altar de Deus, onde quer que estiverdes”. Terminado como pôde de falar, calou-se e continuou a sofrer com o agravamento da doença. Finalmente, no nono dia de sua doença, aos cinqüenta e seis anos de idade e no trigésimo terceiro da minha vida, aquela alma piedosa e santa libertou-se do corpo.

Dos Livros das Confissões, de Santo Agostinho, bispo. (Lib. 9,10-11: CSEL 33,215-219) (Séc. V).

Mônica encarna o modelo de esposa ideal e mãe cristã. “Vós a ouvistes, ó Senhor, e aceitastes suas lágrimas que, de tantas derramadas em contínua oração, regariam toda a terra”. Antífona própria do Benedictus do ofício

ORAÇÕES 


Nobilíssima Santa Mônica rogai por todas as mães, principalmente por aquelas mães que se esquecem que ser mãe é sacrificar-se com alegria e amor.

Rogai virtuosa Santa Mônica, para que se abram os olhos e as almas de todas as mães, para que elas enxerguem a beleza da vocação materna. A beleza do sacrifício materno.


Em um tempo em que se questiona por que se deve deixar nascer um bebê anencéfalo, rogai Santa Mônica, para que todas as mães saibam abraçar com Fé o sofrimento e a dor, assumam seus filhos com coragem, como instrumento de santificação para suas famílias, e para sua própria santificação. Amém.


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Ó Esposa e Mãe exemplar, Santa Mônica: Tu que experimentastes as alegrias e as dificuldades da vida conjugal; Tu que conseguiste levar à fé teu esposo Patrício, homem de caráter desregrado e irascível; Tu que chorastes tanto e oraste dia e noite por teu filho Agostinho e não o abandonaste mesmo quando te enganou e fugiu de ti. Intercede por nós, ó grande Santa, para que saibamos transmitir a fé em nossa família; para que amemos sempre e realizemos a paz. Ajuda-nos a gerar nossos filhos também à vida da Graça; conforta-nos nos momentos de tristeza e alcança-nos da Santíssima Virgem, Mãe de Jesus e Mãe nossa a verdadeira paz e a Vida Feliz. Amém.

15 de agosto de 2013

O jovem no coração da Igreja!

Queridos jovens! Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus.

Parafraseando o Papa Francisco em seu primeiro discurso no RJ, podemos dizer: A Igreja não vos oferece ouro e prata, mas o que de mais precioso têm: Jesus Cristo. Ele é a única, verdadeira e maior riqueza que podemos ter. Ouro e prata enferrujam ou pedem ser roubados. Jesus Cristo é sempre novo e nos dá o que todos nós buscamos e almejamos: a verdadeira felicidade e a Salvação.

O jovem é o coração da Igreja. A Igreja sempre é jovem porque anuncia a novidade, Jesus Cristo. Para você ser sempre jovem, precisa acolher Jesus Cristo na tua vida.

Jovens! A Igreja vos ama! Ela vos ama porque é mãe. E como mãe sempre quer o bem dos seus filhos. Por isso, tudo o que ela nos diz, oferece, é por amor a nós. Porque, como mãe, ela quer nos ver crescendo na fé.

O Beato João Paulo II dizia: “tenho muita esperança em vocês [jovens]. Espero, sobretudo, que renovem a fidelidade de vocês a Jesus Cristo e à sua Cruz Redentora”.

Papa Francisco nos diz: “A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo!”

O futuro não têm como entrar se esta janela estiver fechada, especialmente se estiver fechada para Deus.

Jovens!, pedia o papa Francisco: “Bote Cristo! na tua vida. Deposite nele a sua confiança e você nunca se decepcionará”. Porque Cristo, queridos jovens bota fé em vocês “e confia-lhes o futuro de sua própria causa: a Evangelização!”

Queridos jovens, continua o papa, “em Cristo [vocês] encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade”.

Não fechem vossos ouvidos para a Igreja, para Deus. Construam a vossa felicidade na rocha firme que é Jesus Cristo. Cultivem valores que promovam e defendem a vida: diálogo, amor, partilha, compreensão, perdão. No perdão sentimos de forma concreta o amor de Deus por nós, como ouvimos no evangelho de hoje. O perdão nos aproxima de Deus e deve ser o vínculo que nos irmana na mesma fé.

Jovens! O coração da Igreja, o coração misericordioso de Jesus Cristo é o vosso lugar. Não há lugar mais seguro para estar. Não busquem felicidade em quem e onde ela não está. Sejam profundamente apaixonados por Jesus Cristo e ciumentos; não deixando ninguém falar mal dele.

Estamos na semana nacional da família que tem por tema: transmissão e educação da fé cristã na família. É missão da família ensinar e educar no caminho da fé. É no lar que aprendemos a amar a Igreja e a Jesus Cristo. Jovens! Construam famílias santas.

Peçam sempre o dom da fé. Que vossa fé seja como a de Maria que se colocou inteiramente disponível nas mãos do Pai com o seu “Faça-se!”

Maria caminha a vossa frente. Ela nos leva a Jesus porque ela é Mãe e como mãe oferece o que têm de melhor, o seu amado Filho.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.


Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

Homilia abertura festividade na Comunidade N. Sra. da Paz - Paróquia N. Sra. de Nazaré - Marituba PA

11 de agosto de 2013

Arcebispado investiga possível milagre Eucarístico em Guadalajara

O Vigário Geral da Arquidiocese de Guadalajara (México), Monsenhor Ramiro Valdés Sánchez, informou que a Arquidiocese investiga o possível milagre Eucarístico que teria ocorrido em 24 de julho na paróquia Maria Mãe da Igreja localizada na colônia Jardins da Paz; enquanto isso, a hóstia consagrada não voltará a ser exposta.

Mons. Valdés Sánchez foi instruído pelo Arcebispo de Guadalajara, Cardeal José Francisco Robles Ortega, para que encabece a correspondente investigação.

O fato

O Pe. José Dolores Castellanos Gudiño, pároco da igreja, disse que em 24 de julho, enquanto fazia sua oração ajoelhado diante do Santíssimo, viu um brilho e escutou uma voz que lhe disse: "Toque os sinos para que venham todos, derramarei 
bênçãos aos que estejam presente e todo o dia. Pega o teu pequeno sacrário de adoração particular e leva-o ao altar da paróquia, coloca também junto ao pequeno sacrário a custódia grande, não abra o Sacrário até as três da tarde, não antes, farei um milagre na Eucaristia, o milagre que se realizará será chamado o 'Milagre da Eucaristia na Encarnação do Amor junto com nossa Mãe e Senhora'... Depois lhe disse que o transmitisse a seus apóstolos (os sacerdotes) para que lhes servisse em sua conversão e que encheria de bênçãos a todas as almas.

O sacerdote, conhecido como Pe. Lolo, disse que não conseguiu falar nada mais que: "meu senhor sou seu servo, faça-se a tua vontade".

Logo fez tudo o que lhe ordenou "e por volta das três da tarde as pessoas que estávamos reunidas, rezávamos uma estação ao Santíssimo Sacramento, quando perguntei se já eram três da tarde e todos me disseram que sim, aproximei-me do Sacrário e ao abri-lo a hóstia consagrada por nosso Senhor Jesus Cristo estava banhada em sangue".

O Pe. Lolo explicou que Jesus quer que se adore seu corpo e seu sangue unidos à Virgem Maria todos os dias 24 de julho. "Escutei também que me disse (a voz) que lhe erigisse nesta comunidade um local onde estivesse à adoração de todas as almas e que se em algum momento querem mandar fazer estudos, podem levar uma parte para fazer todos os estudos que queiram".

Jesus, disse o sacerdote, está aqui presente "e eu transmito somente o que escutei e junto com os que viram o que vi".

A investigação

Mons. Valdés Sánchez indicou que os estudos se farão em Guadalajara. "Primeiro é necessário recolher o testemunho de três pessoas que estiveram no ato, obviamente neste caso, o testemunho do pároco. Depois, é necessário manifestá-lo por escrito.", explicou.

Após esta primeira etapa, disse que "nomeia-se uma equipe técnica de peritos: médicos, químicos, biólogos, pessoas especialistas com técnicas científicas modernas que investiguem a que se deve a cor da Hóstia, se tem uma explicação ou se é inexplicável".

"Enquanto isto ocorre, a Igreja de Guadalajara, através de seu Arcebispo Cardeal indicou que não se exponha ao olhar do povo essa Hóstia e se pede que se guarde em um lugar seguro, em um sacrário", assinalou.

O Vigário Geral recordou que "a doutrina jurídica da Igreja Católica manifesta que quando houver um fato extraordinário, fora do comum, sejam tomadas as devidas precauções para conhecer se o fato pode explicar-se com causas naturais ou se é necessário investigar mais a fundo para conhecer se excede o natural e se constata como um fato milagroso ou não".

Misterioso sacerdote apareceu para rezar e ajudou no milagroso resgate de uma jovem nos EUA

No último domingo, [04 de agosto] a jovem Katie Lentz sofreu um terrível acidente em uma rodovia de Missouri, nos Estados Unidos. Quando o pessoal de resgate já estava perdendo a esperança de poder retirá-la com vida do meio das ferragens retorcidas de seu automóvel, a jovem pediu para que todos "rezem em voz alta", então um sacerdote apareceu para ajudá-los a orar e logo desapareceu sem deixar rastro.

O pessoal de resgate assegurou que com suas orações, o sacerdote os ajudou a recuperar a força que necessitavam para salvar Katie e agora junto com os familiares e amigos da jovem o procuram para agradecer.

O curioso episódio ocupou várias páginas de importantes meios de comunicação nos Estados Unidos e alguns inclusive questionam se se tratou de uma pessoa real ou um ser celestial.

Os fatos ocorreram em 4 de agosto, dia em que a Igreja celebra a festa de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes.

Nesta manhã, a estudante do segundo ano de odontologia da Universidade de Tulane, Katie Lentz dirigia da casa de seus pais em Quincy, Illinois, Missouri (Estados Unidos), para uma igreja cristã para logo reunir-se com seus amigos e desenvolver um trabalho da universidade, quando bateu com outro veículo na rodovia próxima ao Centro. Seu automóvel ficou totalmente destruído.

A equipe de resgate liderada por Raymond Reed, chefe de bombeiros de New London, tratou por 45 minutos de libertar a jovem. Katie perdia seus sinais vitais, mas permanecia tranquila e se mantinha falando, alguns equipamentos de resgates quebraram pelo esforço e os bombeiros começaram a ficar sem opções de liberá-la.

Ao lado do automóvel sinistrado, um helicóptero esperava para transladá-la ao centro de emergência mais próximo. Os bombeiros sabiam que estavam sem tempo e não acreditavam que Lentz sobreviveria.

Em uma tentativa de salvá-la, correram o risco de colocar o veículo em posição vertical ainda sabendo que uma mudança repentina na pressão do corpo de Katie poderia ser crítico e perigoso. Foi então que a jovem perguntou se alguém podia rezar com ela "em voz alta", e se escutou uma voz que disse "eu o farei".

O pessoal de resgate assegurou que quem respondeu ao pedido da jovem foi um sacerdote católico de contextura média e cabelo grisalho de 50 ou 60 anos de idade, pouco mais de 1.80 metros que vestia calças e camisa negras.

O bombeiro estranhou a presença do sacerdote, pois, por causa do acidente, a rodovia tinha fechada a três quilômetros do acidente e nenhum dos presentes o reconhecia. "Todos os presentes moramos em quatro cidades diferentes. Só temos uma igreja católica nos três povos e não era um sacerdote dessa igreja".

Os bombeiros sem exceção ficaram de joelhos, "o sacerdote se aproximou da jovem e começou a rezar abertamente com ela. Tinha uma garrafa de óleo e a ungiu", contou Reed. Outro dos bombeiros presentes acha que viu o sacerdote colocando o óleo também sobre Reed e sobre outros dois homens da equipe de resgate.

Imediatamente depois, 20 bombeiros moveram o automóvel e os sinais vitais de Lentz começaram a melhorar. Outras equipes de resgates de comunidades vizinhas começaram a chegar com novos instrumentos, conseguiram tirar a jovem e leva-la para a urgência do hospital.

Quando os bombeiros quiseram agradecer ao presbítero, deram-se conta que este já não estava, por isso pensaram que tinha ido para a sua igreja para dirigir os serviços dominicais.

"Estivemos procurando por ele porque o único que queríamos fazer era agradecer-lhe", assinalou Reed. Entretanto, quando viram as fotos do acidente em nenhuma delas aparece o sacerdote.

"Tenho 69 fotografias que foram tiradas minutos depois de que ocorreu o acidente - os observadores, a extração, nossa limpeza final - e em nenhuma aparece", disse Reed.

"Acho que é um milagre", expressou Reed. "Eu não sei se foi um anjo que foi enviado a nós na forma de um sacerdote ou de um sacerdote que se converteu em nosso anjo, de qualquer maneira, estou bem com isso".

Lentz estava com o fêmur dos dois lados quebrados, uma fratura na tíbia e perônio, o punho esquerdo quebrado, nove costelas quebradas, o fígado dilacerado, ruptura de baço e um pulmão ferido. Até o momento sofreu duas cirurgias no Hospital de Blessing em Quincy, Illinois, e se submeterá a mais duas. Ela está respondendo bem às operações.

Carla Churchill Lentz, mãe da jovem e cristã devota, assinalou que os trabalhadores de emergência disseram que não era possível que a sua filha sobrevivesse e que "sem dúvida poderia ter sido um anjo vestido com traje de sacerdote porque a Bíblia nos diz que há anjos entre nós".

"Ela (Lentz) sofreu muitas lesões, entretanto, seu rosto está belo, seus dentes perfeitos, todos os que nos contataram, como o pessoal de emergência, a Patrulha do Estado de Missouri, os bombeiros, todos eles estão dizendo o mesmo, ela nunca chorava, ela nunca gritou, ela disse, ‘orem por mim e em voz alta’", assinalou a mãe.

Até o momento ninguém sabe nada do sacerdote, a maneira como apareceu e desapareceu do lugar do acidente, mas todas as testemunhas coincidem em que o misterioso personagem transmitiu calma e paz com sua presença, fortaleceu através da oração a jovem e aos ao pessoal da equipe de resgate, devolvendo-lhes a esperança.

FONTE: ACI Digital

25 de julho de 2013

Discurso do Papa Francisco em festa de acolhida da JMJ 2013

«É bom estarmos aqui!»: exclamou Pedro, depois de ter visto o Senhor Jesus transfigurado, revestido de glória.

Queremos também nós repetir estas palavras? Penso que sim, porque para todos nós, hoje, é bom estar aqui juntos unidos em torno de Jesus! É Ele que nos acolhe e se faz presente em meio a nós, aqui no Rio. Mas, no Evangelho, escutamos também as palavras de Deus Pai: «Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-O!» (Lc 9, 35). Então, se por um lado é Jesus quem nos acolhe, por outro também nós devemos acolhê-lo, ficar à escuta da sua palavra, pois é justamente acolhendo a Jesus Cristo, Palavra encarnada, que o Espírito Santo nos transforma, ilumina o caminho do futuro e faz crescer em nós as asas da esperança para caminharmos com alegria (cf. Carta enc. Lumen fidei, 7).

Mas o que podemos fazer? «Bote fé». A cruz da Jornada Mundial da Juventude peregrinou através do Brasil inteiro com este apelo. «Bote fé»: o que significa? Quando se prepara um bom prato e vê que falta o sal, você então "bota" o sal; falta o azeite, então «bota» o azeite... «Botar», ou seja, colocar, derramar. É assim também na nossa vida, queridos jovens: se queremos que ela tenha realmente sentido e plenitude, como vocês mesmos desejam e merecem, digo a cada um e a cada uma de vocês: «bote fé» e a vida terá um sabor novo, terá uma bússola que indica a direção; «bote esperança» e todos os seus dias serão iluminados e o seu horizonte já não será escuro, mas luminoso; «bote amor» e a sua existência será como uma casa construída sobre a rocha, o seu caminho será alegre, porque encontrará muitos amigos que caminham com você. «Bote fé», «bote esperança», «bote amor»!

Mas quem pode nos dar tudo isso? No Evangelho, escutamos a resposta: Cristo. «Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-O»! Jesus é Aquele que nos traz a Deus e que nos leva a Deus; com Ele toda a nossa vida se transforma, se renova e nós podemos olhar a realidade com novos olhos, «a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos» (Carta enc. Lumen fidei, 18). Por isso, hoje, lhes digo com força: «Bote Cristo» na sua vida, e você encontrará um amigo em quem sempre confiar; «bote Cristo», e você verá crescer as asas da esperança para percorrer com alegria o caminho do futuro; «bote Cristo» e a sua vida ficará cheia do seu amor, será uma vida fecunda.

Hoje, queria que nos perguntássemos com sinceridade: em quem depositamos a nossa confiança? Em nós mesmos, nas coisas, ou em Jesus? Sentimo-nos tentados a colocar a nós mesmos no centro, a crer que somos somente nós que construímos a nossa vida, ou que ela se encha de felicidade com o possuir, com o dinheiro, com o poder. Mas não é assim! É verdade, o ter, o dinheiro, o poder podem gerar um momento de embriaguez, a ilusão de ser feliz, mas, no fim de contas, são eles que nos possuem e nos levam a querer ter sempre mais, a nunca estar saciados. «Bote Cristo» na sua vida, deposite n’Ele a sua confiança e você nunca se decepcionará! Vejam, queridos amigos, a fé realiza na nossa vida uma revolução que podíamos chamar copernicana, porque nos tira do centro e o restitui a Deus; a fé nos imerge no seu amor que nos dá segurança, força, esperança. Aparentemente não muda nada, mas, no mais íntimo de nós mesmos, tudo muda. No nosso coração, habita a paz, a mansidão, a ternura, a coragem, a serenidade e a alegria, que são os frutos do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22) e a nossa existência se transforma, o nosso modo de pensar e agir se renova, torna-se o modo de pensar e de agir de Jesus, de Deus. No Ano da Fé, esta Jornada Mundial da Juventude é justamente um dom que nos é oferecido para ficarmos ainda mais perto de Jesus, para ser seus discípulos e seus missionários, para deixar que Ele renove a nossa vida.

Querido jovem: «bote Cristo» na sua vida. Nestes dias, Ele lhe espera na Palavra; escute-O com atenção e o seu coração será inflamado pela sua presença; «Bote Cristo: Ele lhe acolhe no Sacramento do perdão, para curar, com a sua misericórdia, as feridas do pecado. Não tenham medo de pedir perdão a Deus. Ele nunca se cansa de nos perdoar, como um pai que nos ama. Deus é pura misericórdia! «Bote Cristo: Ele lhe espera no encontro com a sua Carne na Eucaristia, Sacramento da sua presença, do seu sacrifício de amor, e na humanidade de tantos jovens que vão lhe enriquecer com a sua amizade, lhe encorajar com o seu testemunho de fé, lhe ensinar a linguagem da caridade, da bondade, do serviço. Você também, querido jovem, pode ser uma testemunha jubilosa do seu amor, uma testemunha corajosa do seu Evangelho para levar a este nosso mundo um pouco de luz.

«É bom estarmos aqui», botando Cristo na nossa vida, botando a fé, a esperança, o amor que Ele nos dá. Queridos amigos, nesta celebração acolhemos a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Com Maria, queremos ser discípulos e missionários. Como Ela, queremos dizer «sim» a Deus. Peçamos ao seu coração de mãe que interceda por nós, para que os nossos corações estejam disponíveis para amar a Jesus e fazê-lo amar. Ele está esperando por nós e conta conosco! Amém.

Saudação do Papa Francisco - abertura da JMJ

Queridos jovens,

Boa tarde!
Vejo em vocês a beleza do rosto jovem de Cristo e meu coração se enche de alegria! Lembro-me da primeira Jornada Mundial da Juventude a nível internacional. Foi celebrada em 1987 na Argentina, na minha cidade de Buenos Aires. Guardo vivas na memória estas palavras do Bem-aventurado João Paulo II aos jovens: «Tenho muita esperança em vocês! Espero, sobretudo, que renovem a fidelidade de vocês a Jesus Cristo e à sua cruz redentora» (Discurso aos jovens (11 de abril de 1987): Insegnamenti, X/1 (1987), 1261).

Antes de continuar, queria lembrar o trágico acidente na Guiana francesa, no qual a jovem Sophie Morinière perdeu a vida, e que deixou outros jovens feridos.

Convido-lhes a fazer um minuto de silêncio e dirigir ao Senhor a nossa oraçãopor Sophie, pelos feridos e pelos familiares.

Este ano, a Jornada volta, pela segunda vez, à América Latina. E vocês, jovens, responderam numerosos ao convite do Papa Bento XVI, que lhes convocou para celebrá-la. Agradecemos-lhe de todo coração! O meu olhar se estende por esta grande multidão: vocês são muitíssimos! Vocês vêm de todos os continentes! Normalmente vocês estão distantes não somente do ponto de vista geográfico, mas também do ponto de vista existencial, cultural, social, humano. Mas hoje vocês estão aqui, ou melhor, hoje estamos aqui, juntos, unidos para partilhar a fé e a alegria do encontro com Cristo, de ser seus discípulos. Nesta semana, o Rio se torna o centro da Igreja, o seu coração vivo e jovem, pois vocês responderam com generosidade e coragem ao convite que Jesus lhes fez de permanecerem com Ele, de serem seus amigos.

O "trem" desta Jornada Mundial da Juventude, veio de longe e atravessou toda a Nação brasileira seguindo as etapas do projeto «Bote Fé». Hoje chegou ao Rio de Janeiro. Do Corcovado, o Cristo Redentor nos abraça e abençoa. Olhando para este mar, para a praia e todos vocês, me vem ao pensamento o momento em que Jesus chamou os primeiros discípulos a segui-lo nas margens do lago de Tiberíades. Hoje Jesus ainda pergunta: Você quer ser meu discípulo? Você quer ser meu amigo? Você quer ser testemunha do meu Evangelho? No coração do Ano da Fé, estas perguntas nos convidam a renovar o nosso compromisso de cristãos. Suas famílias e comunidades locais transmitiram a vocês o grande dom da fé; Cristo cresceu em vocês. Hoje, vim para lhes confirmar nesta fé, a fé no Cristo Vivo que mora dentro de vocês; mas vim também para ser confirmado pelo entusiasmo da fé de vocês!

Saúdo a todos com muito carinho. A vocês, aqui congregados dos cinco Continentes e, por meio de vocês, a todos os jovens do mundo, particularmente aqueles que não puderam vir ao Rio de Janeiro, mas estão em ligação conosco através do rádio, televisão e internet, digo: Bem-vindos a esta grande festa da fé! Em várias partes do mundo, neste mesmo instante, muitos jovens estão reunidos para viver juntos este momento: sintamo-nos unidos uns com os outros, na alegria, na amizade, na fé. E tenham a certeza: o meu coração de Pastor abraça a todos com afeto universal. O Cristo Redentor, do alto da montanha do Corcovado, lhes acolhe na Cidade Maravilhosa.

Quero saudar o Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, estimado Cardeal Estanislau Ry?ko, e todos aqueles que com ele trabalham. Agradeço a Dom Orani João Tempesta, Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, pela cordialidade com que me recebeu e pelo grande trabalho realizado para preparar esta Jornada Mundial da Juventude, junto com as diversas dioceses desse imenso Brasil. Agradeço a todas autoridades nacionais, estaduais e locais, além de outros envolvidos, para concretizar esse momento único de celebração da unidade, da fé e da fraternidade. Obrigado aos Irmãos no Episcopado, aos sacerdotes, seminaristas, pessoas consagradas e fieis que acompanham os jovens de diferentes partes do nosso planeta, na sua peregrinação rumo a Jesus. A todos e a cada um meu abraço afetuoso no Senhor.

Irmãos e amigos, bem-vindos à vigésima oitava Jornada Mundial da Juventude, nesta cidade maravilhosa do Rio de Janeiro!

24 de julho de 2013

Homilia do Papa Francisco no Santuário de Aparecida

Venerados irmãos no episcopado e no sacerdócio,
Queridos irmãos e irmãs!
Quanta alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério de Sucessor de Pedro. Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano.

Queria dizer-lhes, primeiramente, uma coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me conta pessoalmente de um fato belíssimo: ver como os Bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi um grande momento da vida da Igreja. E, de fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria.

Assim, de cara à Jornada Mundial da Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um País e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar à atenção para três simples posturas: Conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria.

1. Conservar a esperança. A segunda leitura da Missa apresenta uma cena dramática: uma mulher – figura de Maria e da Igreja – sendo perseguida por um Dragão – o diabo - que quer lhe devorar o filho. A cena, porém, não é de morte, mas de vida, porque Deus intervém e coloca o filho a salvo (cfr. Ap 12,13a.15-16a). Quantas dificuldades na vida de cada um, no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos. Frente ao desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados! Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade. Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo. 
Neste Santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.

2. A segunda postura: Deixar-se surpreender por Deus. Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus! Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele.

3. A terceira postura: Viver na alegria. Queridos amigos, se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo vinho novo que Jesus nos oferece, há alegria no nosso coração e não podemos deixar de ser testemunhas dessa alegria. O cristão é alegre, nunca está triste. Deus nos acompanha. Temos uma Mãe que sempre intercede pela vida dos seus filhos, por nós, como a rainha Ester na primeira leitura (cf. Est 5, 3). Jesus nos mostrou que a face de Deus é a de um Pai que nos ama. O pecado e a morte foram derrotados. O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI: «O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (Discurso inaugural da Conferência de Aparecida [13 de maio de 2007]: Insegnamenti III/1 [2007], 861).

Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ela nos pede: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5). Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja.

ORAÇÃO DIANTE DA IMAGEM DE APARECIDA



Mãe Aparecida, como Vós um dia,
assim me sinto hoje diante
do vosso e meu Deus,
que nos propõe para a vida uma missão
cujos contornos e limites desconhecemos,
cujas exigências apenas vislumbramos.
Mas, em vossa fé de que
'para Deus nada é impossível',
Vós, ó Mãe, não hesitastes,
e eu não posso hesitar.

Todos: Eis aqui a serva do Senhor!
Faça-se em mim segundo a tua palavra!

Assim, ó Mãe, como Vós,
eu abraço minha missão.
Em vossas mãos coloco minha vida
e vamos Vós-Mãe e Eu-Filho
caminhar juntos, crer juntos, lutar juntos,
vencer juntos como sempre juntos
caminhastes vosso Filho e Vós.

Todos: Mulher, eis o teu filho!. Filho, eis a tua Mãe!.

Mãe Aparecida,
um dia levastes vosso Filho
ao templo para O consagrar ao Pai,
para que fosse inteira disponibilidade
para a missão.
Levai-me hoje ao mesmo Pai,
consagrai-me a Ele com tudo
o que sou e com tudo o que tenho.

Todos: Aqui estou! Envia-me!

Mãe Aparecida,
ponho em vossas mãos,
e levai até o Pai a nossa e vossa juventude,
a Jornada Mundial da Juventude:
quanta força, quanta vida,
quanto dinamismo brotando e explodindo
e que podem estar a serviço da vida,
da humanidade.

Todos: Pai, acolhei, santificai vossa juventude!

Finalmente, ó Mãe, vos pedimos:
permanecei aqui,
sempre acolhendo vossos filhos
e filhas peregrinos,
mas também ide conosco,
estai sempre ao nosso lado
e acompanhai na missão
a grande família dos devotos,
principalmente quando
a cruz mais nos pesar,
sustentai nossa esperança e nossa fé.

Todos: Sê fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida,
Amém!

Papa Francisco

23 de julho de 2013

Primeiro discurso do Papa Francisco no Brasil – 22/07/13

Visita Apostólica do Papa Francisco ao Brasil 
Discurso no Palácio da Guanabara – RJ
Segunda-feira, 22 de julho de 2013

Senhora Presidenta,
Ilustres Autoridades,
Irmãos e amigos!

Quis Deus na sua amorosa providência que a primeira viagem internacional do meu Pontificado me consentisse voltar à amada América Latina, precisamente ao Brasil, nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus pela sua benignidade.

Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”

Saúdo com deferência a Senhora Presidenta e os ilustres membros do seu Governo. Obrigado pelo seu generoso acolhimento e por suas palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela minha presença em sua Pátria. Cumprimento também o Senhor Governador deste Estado, que amavelmente nos recebe na Sede do Governo, e o Senhor Prefeito do Rio de Janeiro, bem como os Membros do Corpo Diplomático acreditado junto ao Governo Brasileiro, as demais Autoridades presentes e todos quantos se prodigalizaram para tornar realidade esta minha visita.

Quero dirigir uma palavra de afeto aos meus irmãos no Episcopado, sobre quem pousa a tarefa de guiar o Rebanho de Deus neste imenso País, e às suas amadas Igrejas Particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu Amor.

O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações».

Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variegadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade.

Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.

Ao iniciar esta minha visita ao Brasil, tenho consciência de que, ao dirigir-me aos jovens, falarei às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações.

Os pais usam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta.

A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos.

Concluindo, peço a todos a delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençoo. Obrigado pelo acolhimento!

Para Francisco.

10 de julho de 2013

Os Cinco Mandamentos da Igreja

Uma coisa que muitos católicos não sabem – e por isso não cumprem – é que existem os “Cinco Mandamentos da Igreja”, além dos Dez Mandamentos. Eles não foram revogados pela Igreja com o novo Catecismo de João Paulo II (1992). É preciso entender que Mandamento é algo obrigatório para todos os católicos, diferente de recomendações, conselhos, etc. Cristo deu poderes à Sua Igreja para estabelecer normas para a salvação do povo. Ele disse aos Apóstolos: “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16). “Em verdade, tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no Céu, e tudo o que desligardes sobre a terra, será também desligado no Céu.” (Mt 18,18) Então, a Igreja legisla com o “poder de Cristo”, e quem não a obedece, não obedece a Cristo, e em consequência, ao Pai.

Para a salvação do povo, então, a Igreja estabeleceu Cinco obrigações que todo católico têm de cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja. Ele diz:

“Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida moral ligada à vida litúrgica e que dela se alimenta. O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo.” (§2041)

Note que o Catecismo diz que isto é o “mínimo indispensável” para o crescimento na vida espiritual; podemos e devemos fazer muito mais, pois isto é apenas o mínimo obrigado pela Igreja. Ela sabe que como Mãe, tem filhos de todos os tipos e condições, portanto, fixa, sabiamente, apenas o mínimo necessário, deixando que cada um, conforme a sua realidade, faça mais. E devemos fazer mais.

1 – Primeiro mandamento da Igreja: “Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”. Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias (CDC, cân. 1246-1248). (§2042) Os Dias Santos – com obrigação de participar da missa, são esses, conforme o Catecismo: “Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania (domingo no Brasil), da Ascensão (domingo) e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), de Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro), de sua Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Assunção (domingo), de São José (19 de março), dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (domingo), e por fim, de Todos os Santos (domingo)” (CDC, cân. 1246,1; n. 2043 após nota 252). (§2177)

2 – Segundo mandamento: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”. Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo (CDC, cân. 989). É claro que é pouco se Confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se Confessasse ao menos uma vez por mês, fica mais fácil de se lembrar dos pecados e ter a graça para vencer os pecados.

3 – Terceiro mandamento: “Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição” (O período pascal vai da Páscoa até festa da Ascenção) e garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã (CDC, cân. 920). Também é muito pouco Comungar ao menos uma vez ao ano. A Igreja recomenda (não obriga) a Comunhão diária.

4 – Quarto mandamento: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe de Igreja” (No Brasil é na Quarta-feira de cinzas e na Sexta-feira Santa). Este jejum consiste de um leve café da manhã, um almoço leve e um lanche leve à tarde, sem mais nada no meio do dia, nem o cafezinho. Quem desejar pode fazer um jejum mais rigoroso; o obrigatório é o mínimo. Os que já tem mais de sessenta anos estão dispensados da obrigatoriedade, mas podem fazer se desejarem. Diz o Catecismo que o jejum “Determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração (CDC, cân. 882)”.

5 – Quinto mandamento: “Ajudar a Igreja em suas necessidades” Recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222). Não é obrigado que o dízimo seja de 10% do salário, nem o Catecismo e nem o Código de Direito Canônico obriga isto, mas é bom e bonito. O importante é, como disse São Paulo, dar com alegria, pois “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. 2Cor 9, 7). Esta ajuda às necessidades da Igreja pode ser dada uma parte na paróquia e em outras obras da Igreja. Nota: Conforme preceito o Código de Direito Canônico, as Conferências Episcopais de cada pais, podem estabelecer outros preceitos eclesiásticos para o seu território (CDC, cân. 455).(§2043) Demos graças a Deus pela Santa Mãe Igreja que nos guia. O Papa Paulo VI disse que “quem não ama a Igreja não ama Jesus Cristo”.

Prof. Felipe Aquino

9 de julho de 2013

Participantes da JMJ Rio2013 receberão indulgência concedida pelo Papa Francisco

O Vaticano divulgou a promulgação do decreto no qual o Papa Francisco concede indulgência aos participantes da Jornada Mundial da Juventude Rio2013, assinado dia 2 de julho pela Penitenciaria Apostólica.

De acordo com o texto, a indulgência pode ser recebida por todos os que participarem da JMJ, inclusive por aqueles que por algum motivo legítimo não possam assistir ao evento e o façam espiritualmente. Esta graça supõe, além disso, as condições habituais: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Papa.

Segundo o decreto, a Indulgência parcial será concedida aos fiéis, onde quer que se encontrem durante a Jornada, que rezarem fervorosamente pelas intenções do Papa Francisco, concluindo com a oração oficial da JMJ Rio2013. Os fiéis devem invocar a Santa Virgem Maria, Rainha do Brasil, sob o título de "Nossa Senhora da Conceição Aparecida", bem como aos outros patronos e intercessores da Jornada, além de se confessar e comungar.

Confira o decreto na íntegra:

PENITENCIARIA APOSTÓLICA


RIO DE JANEIRO

DECRETO

Concede-se o dom das Indulgências por ocasião da "XXVIII" Jornada Mundial das Juventude", que será celebrada no Rio de Janeiro durante o corrente Ano da Fé.

O Santo Padre Francisco, desejando que os jovens, em união com os fins espirituais do Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI, possam obter os frutos esperados de santificação da "XXVIII Jornada Mundial da Juventude, que se celebrará de 22 a 29 do próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro, e que terá por tema: "Ide e fazei discípulos por todas as nações (cfr Mt 28, 19)", na Audiência concedida no passado 3 de Junho ao subscrito Cardeal Penitenciário-mor, manifestando o coração materno da Igreja, do Tesouro das satisfações de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Beatíssima Virgem Maria e de todos os Santos, estabeleceu que todos os jovens e todos os fiéis devidamente preparados pudessem usufruir do dom das Indulgências como determinado:

a.- concede-se a Indulgência plenária, obtenível uma vez por dia mediante as seguintes condições (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Sumo Pontífice) e ainda aplicável a modo de sufrágio pela almas dos fiéis defuntos, pelos fiéis verdadeiramente arrependidos e contritos, que devotamente participem nos ritos sagrados e exercícios de piedade que terão lugar no Rio de Janeiro.

Os fiéis legitimamente impedidos, poderão obter a Indulgência plenária desde que, cumprindo as comuns condições espirituais, sacramentais e de oração, com o propósito de filial submissão ao Romano Pontífice, participem espiritualmente nas sagradas funções nos dias determinados, desde que sigam estes ritos e exercícios piedosos enquanto se desenrolam, através da televisão e da rádio ou, sempre que com a devida devoção, através dos novos meios de comunicação social;

b.- concede-se a Indulgência parcial aos fiéis, onde quer que se encontrem durante o mencionado encontro, sempre que, pelo menos com alma contrita, elevem fervorosamente orações a Deus, concluindo com a oração oficial da Jornada Mundial da Juventude, e devotas invocações à Santa Virgem Maria, Rainha do Brasil, sob o título de "Nossa Senhora da Conceição Aparecida", bem como aos outros Patronos e Intercessores do mesmo encontro, de modo a que estimulem os jovens a se fortalecerem na fé e a caminharem na santidade.

Para que os fiéis possam mais facilmente participarem destes dons celestes, os sacerdotes, legitimamente aprovados para ouvir confissões sacramentais, com ânimo pronto e generoso se prestem a acolhê-las e proponham aos fiéis orações públicas, pelo bom êxito desta "Jornada Mundial da Juventude".

O presente Decreto tem validade para este encontro. Não obstante qualquer disposição contrária.

Dado em Roma, na Sede da Penitenciaria Apostólica, no dia 24 de Junho do ano do Senhor de 2013, na solenidade de São João Batista

Manuel Card. Monteiro de Castro

Penitenciário-mor
Mons. Krzysztof Nykiel

Regente
L. + S.

Prot. N. 297/13/I