30 de março de 2012

O ESTRANHO


Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família.
O estranho aceitou e desde então tem estado conosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Meus pais eram instrutores complementares:
Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer.
Mas o estranho era nosso narrador.
Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.
Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.
Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.
Fazia-me rir, e me fazia chorar.
O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o estranho fosse embora).
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las.

As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.
Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao principio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
Seu nome?
Nós o chamamos TELEVISOR...
Nota: Pede-se que este artigo seja lido em cada lar.
Agora ele tem uma esposa que se chama COMPUTADOR
 ... E um filho que se chama CELULAR!

(autor desconhecido) - Texto recebido por e-mail.

23 de março de 2012

Salvo pela gentileza!!!!

Conta-se uma história de um funcionário de um frigorífico da Noruega que certo dia ao término do trabalho, foi inspecionar a câmara frigorifica. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro mas ninguém o ouviu, era impossível que alguém pudesse escutá-lo. Já estava quase duas horas preso, debilitado com a temperatura insuportável. De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida. Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia: Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho ?. Ele explicou: Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair. Hoje pela manhã disse “Bom dia” quando chegou. Entretanto não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei...

22 de março de 2012

Outdoor Citibank em São Paulo

Outdoor Citibank - para refletir

Campanha publicitária do Citibank espalhada pela cidade de São Paulo através de Outdoors:


"Crie filhos em vez de herdeiros."

"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete."

"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela."

"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama."

"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."

"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"

"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."

"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..."
"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor (amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!"

"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos." 


"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço."


Frases recebidas por e-mail.

17 de março de 2012

A “outra” FEBEM, por Luiz Fernando Oderich*

Dos meninos que saíram da FASE (Fundação de Atendimento Sócio – Educativo), 91% voltaram a delinquir – essa é a conclusão da excelente reportagem “Meninos Condenados”, dos jornalistas Adriana Irion e José Luís Costa, publicada em Zero Hora. Não há margem a dúvidas de que o sistema da FASE faliu. Reconheçamos os esforços dos funcionários e de administrações bem intencionadas. As medidas socioeducativas revelaram-se “socioenrolativas”.

E daí, o que fazer?

Em nossa opinião, temos de nos voltar para “a outra” FEBEM. O que é isso? É uma maneira diferente de ler-se essa sigla. “FEBEM = Família É BEm Melhor”. NÃO ABANDONÁ-LOS. Quem tem de criar e educar os filhos são os pais, não a sociedade.

Ora, dirão, mas onde estão as políticas públicas? Enganam-se, há muitas ações governamentais que devem ser feitas. Nas escolas, uma nova geração de meninos e meninas entra na puberdade todos os anos, logo um programa como o “Gravidez Tem Hora”, de Claudia Rigotto, deve ser permanente, e abranger todos os educandários. Públicos e privados.

Nos postos de saúde, mesmo aqueles perdidos lá no meio das vilas, os métodos cientificamente aceitos de evitar filhos devem ser encontrados com facilidade e abundância. Temos de colocar no mundo apenas crianças que estejamos dispostos a criar e amar.

Nos registros de nascimento, a mãe solteira recebe a certidão de nascimento do filho, mas seu caso deve ser imediatamente encaminhado ao Ministério Público ou à Defensoria, para que se apure a paternidade. Senhores Deputados, isso implica que o Estado do Rio Grande do Sul gastará mais com exames de DNA. Precisa mais verba, não adianta reclamar. De qualquer forma, é muito mais barato do que a fortuna que se gasta nessas instituições que acabam não recuperando o menor, como acabamos de ver.

A internação compulsória dos drogados é outra política pública que diminui o tipo de menino que acaba na FASE. A mulher viciada acaba se prostituindo para sustentar seu vício. Como está sem discernimento, faz isso sem proteção. Gravidez indesejada não é exceção. Dentro da estrutura da sociedade, a FASE sempre será necessária. Mudar, melhorar, qualificar, façamos tudo isso, mas achar que uma nova instituição resolverá o problema é balela. Por quê? Porque é impossível consertar sombra de vara torta. Ataquemos o problema pelas suas causas primárias, comecemos a cuidar de nossos filhos desde a concepção.

* Luiz Fernando Oderich é presidente da ONG Brasil Sem Grades.

16 de março de 2012

CIDADÃO: ser ou não ser, eis a questão...

Para que os cidadãos exerçam, de forma plena, seus direitos e deveres, antes, devem entender o que seja “cidadania”. Se é que existe um exato significado da expressão.

Em Direito Constitucional, diz-se da “qualidade de cidadão, do estado de gozo pleno dos direitos civis e políticos outorgados ou assegurados pela Constituição de um Estado” (NEVES, 1987). Se adquirida, como pela naturalização, diz-se legal; se, decorrente do nascimento, diz-se natural ou de origem. Ressalte-se, a Constituição brasileira tem como um dos fundamentos a cidadania (CF, art. 1º, II).

Dessa forma, a cidadania é exercida pelo cidadão, ou seja, pelo indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado ou no desempenho de seus deveres para com este. Todavia, o conceito vai mais além.

O cidadão é aquele que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade, inclusive da política. Ele é sujeito de direitos e deveres, porque capacitado a participar. Ao menos deveria ser assim. A idéia de cidadania ativa engloba o indivíduo que toma parte, participa, atua, cobra, exige, propõe, pressiona, ou seja, tem participação ativa, sempre. Não é suficiente ter reconhecimento formal dos direitos e deveres, é essencial a prática da cidadania.

Depara-se com o exercício da Democracia, pois os dois institutos se coadunam, uma vez que ambos acontecem na participação dos cidadãos. Convém lembrar, uma autêntica Democracia só é possível se baseada em uma reta concepção da pessoa humana. A cidadania deve ser pensada, portanto, como condição fundamental para a existência de uma sociedade democrática, já que o cidadão, também, tem o direito de participar da vida política do país, votando e sendo votado.

Votar, como falado, é um ato de cidadania. É um direito assegurado pela Constituição Federal a todos que vivem em um regime democrático (CF, arts. 14 a 16). Não só: é obrigatório para os maiores de dezoito anos e facultativo para os analfabetos, os maiores de setenta anos e os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. O voto é, portanto, um direito e ao mesmo tempo uma obrigação, cabendo ao cidadão a escolha dos dirigentes .

Ademais, a cidadania exige condições materiais, políticas e culturais para a sua realização, sob pena de marginalizar o indivíduo. Quem garante tais condições? Ora, vai depender de uma sociedade capaz de assegurar a qualquer um e a todos a possibilidade de se auto-realizarem, em termos de acesso aos bens econômicos e sócio-culturais disponíveis.

Infelizmente, ainda vivemos numa sociedade carente de justiça social. Por isso, não basta escolher os representantes. É preciso fiscalizar e isso dá trabalho, comprometimento.

Enquanto alguns estão comodamente esperando as coisas acontecerem, na idéia de “deixa estar para ver como é que fica...”, acabam consentindo a corrupção política como se fosse um fato natural. Parecem estar anestesiados, parecem ter perdido a capacidade de decidir segundo o bem comum.

Por outro lado, há aqueles que não se conformam com a falta de ética, a impunidade, os desvios de verbas, as injustiças sociais, as deficiências do sistema escolar, a desqualificação social e profissional do educador, os baixos salários, a violência, a pobreza, o desemprego, a fome, a assistência médico-hospitalar precária, a falta de solidariedade, de respeito, de liberdade, de paz e de amor próprio.

Antes de tudo, há o primeiro direito a ser enunciado – o direito à vida, desde o momento da sua concepção até ao seu fim natural. Ele condiciona o exercício de qualquer outro direito e comporta, em particular, a ilicitude de toda forma de aborto procurado e de eutanásia.

Enfim, a escolha é pessoal, mas “lembrem-se portanto todos os cidadãos ao mesmo tempo do direito e do dever de usar livremente seu voto para promover o bem comum” (GS, 75a).

Brasília/DF 14.03.2012
Maria Auxiliadôra
Link do artigo. Conheça o blog da autora.
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BIBLIOGRAFIA

NEVES, Iêdo Batista. Vocabulário Prático de Tecnologia Jurídica e de Brocardos Latinos. Rio de Janeiro: APM EDITORA, 1987.

O CONCEITO DE CIDADANIA. Disponível em: <http://pt.shvoong.com/law-and-politics/politics/1957924-conceito-cidadania/#ixzz1oxhMVNvv>. Acesso em: 13 mar. 2012.

Cidadania e Educação - InfoEscola. Disponível em: <http://www.infoescola.com/sociologia/cidadania-e-educacao/>. Acesso em 13 mar. 2012.

DHnet - Direitos Humanos na Internet. Cidadania: Um conceito. Disponível em: <http://www.dhnet.org.br/direitos/sos/genero/cartilhagenero/conceito.html>. Acesso em: 13 mar. 2012.

COMPÊNDIO DO VATICANO II. Constituição Dogmática Gaudium et Spes (GS). 29. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2000.

12 de março de 2012

O Japão nos ensina

No Brasil para reconstruir uma ponte leva meses.
Imagine uma catástrofes dessa.
O Japão nos ensina que a superação começa por cada um que não fica se lamentando, mas batalha pelo futuro.

Fotos do tsunami de 2011 e hoje.


















O que os políticos querem é ganhar dinheiro. Tirar proveito de cada situação e nada mais.

Sabedoria





11 de março de 2012

Educação nos tempos atuais

Quinoo genial cartunista argentino autor da Mafaldadesiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartum o seu sentimento:







A genialidade do artista faz uma das melhores críticas sobre a criação de filhos (e educação) nos tempos atuais.

Vale a pena ler...




Antes do casamento...

Ele:- Finalmente. Custou tanto esperar por este momento.
Ela:- Você quer que eu vá embora?
Ele:- Não! Nem pense nisso..
Ela:- Você me ama?
Ele:- Claro! Muito, muito!
Ela:- Alguma vez você já me traiu?
Ele:- NÃO!!!
Ela:- Me beija.
Ele:- Evidente! Sempre que possível!
Ela:- Você seria capaz de me bater?
Ele:- Você está doida! Jamais!
Ela:- Posso confiar em ti?
Ele:- Sim.
Ela:- Querido!
Depois do casamento...
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"Ler de baixo para cima"