29 de novembro de 2011

2012 SERÁ O FIM?

Eis a pergunta que deixa muitos assustados: o mundo vai acabar em 2012? 

Alguns usando o nome de Deus ousam dizer que sim e inclusive que Ele teria revelado que 2012 será marcado por grandes catástrofes e que se procederá o fim.

O que diria Jesus dessa gente e para essas pessoas? Nos Evangelhos Jesus disse que muitas coisas terríveis e estranhas acontecerão, mas que ainda não será o fim. E que o fim de tudo nem ele e nem os anjos sabem, apenas Deus Pai. Isso não quer dizer que Jesus não saiba. E não compete ao ser humano dizer quando será.

“Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu! ’ E ainda: ‘O tempo está próximo. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10 E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11 Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”. (Lucas 21,8-11)

“Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai” (Mateus 24,36).

Acho muito estranho, pessoas que se dizem cristãos católicos, ficarem colocando medo em muitos por aí dizendo que 2012 terá dias terríveis e estes dias antecederão o fim. Acredito que deveríamos antes nos preocupar em conduzir as pessoas a Deus e rezar para que Ele tenha misericórdia dos que vivem no pecado. Não compete a nós dizermos quando será o fim e se Deus não quis revelar por Jesus, porque Ele iria revelar às pessoas? Será que somos mais dignos dessa revelação do que o próprio Filho de Deus?

A coisa é tão absurda que até os povos Maias que acreditavam nisso já desmentiram, dizendo terem errado a contagem.

Particularmente acredito que o ano de 2012 será de recomeço. Podemos afirmar que cada dia é um recomeço! Uma nova oportunidade para vivermos bem. Uma nova chance que Deus nos concede para vivermos a fraternidade, o amor, a ternura, o perdão.

O fim será para aqueles que não continuarem peregrinando por esse mundo e para aqueles que não acreditam em dias melhores. Se todos nós acreditássemos que um mundo melhor é possível, com certeza ele começaria a ser construído. O problema é que a maioria se acomodou e pensa que não vale mais a pena doar a vida na construção de um mundo novo.

Eu ainda acredito e vou lutar por isso enquanto Deus permitir. E você, acredita em que? Vamos entrar nessa e nos ajudar?


O fim dos tempos não depende da nossa contagem. O fim pode acontecer porque estamos construindo armas de destruição em massa, mas Deus não se limita a contagem humana para dizer em que dia, hora e local tudo começará. Tem muitos querendo enjaular Deus, querendo que Ele pense como os homens. 

Feliz 2012 para todos aqueles que acreditam que o mundo será melhor se assim nós o fizermos.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

24 de novembro de 2011

Vigiai, pois o Senhor virá - 1º Domingo do Advento

Neste último domingo do mês de novembro a Igreja inicia o tempo do Advento e com ele o novo Ano Litúrgico. O Advento tem duração de quatro semanas que antecedem o Natal. Seu objetivo é preparar os fieis para a vinda do Senhor.

A palavra latina advento (ad-venio), significa chegar. É por isso que Jesus exorta aos discípulos para não dormir, mas vigiar: “Para que não suceda que, vindo de repente, ele vos encontre dormindo” (Mc 13,36).

Quando Jesus chama a atenção para a vigilância, Ele nos pede que sejamos firmes e constantes na Fé que da Igreja recebemos. A vigilância é para não cairmos na tentação de pensar que o Senhor não virá ou que tarda para vir e, assim, viver uma vida indiferente ao que Ele nos ensinou. Vigilância sempre!

Facilmente somos corrompidos por um mundo que nos tenta e quer que trilhemos outros caminhos que não sejam os caminhos de Deus. Muito facilmente caímos na tentação de abandonar tudo e seguir aquilo que aparentemente é mais fácil e prazeroso.

Jogamos fora a tradição, a história, as conquistas e ensinamentos de nossos antepassados porque achamos que eles nada têm a nos ensinar hoje. Assim acaba acontecendo com a Palavra de Deus, com o Evangelho. Corremos o risco de pensar que não tem mais nada para nos ensinar. É aí que mora o perigo.

Por isso vemos a atualidade das palavras do profeta Isaías: “Tu te irritaste porque nós pecamos (...). Todos nós nos tornamos imundície, e todas as nossas boas obras são como um pano sujo; murchamos todos como folhas, e nossas maldades empurram-nos como o vento” (Is 64,4-5).

Longe de Deus nossa vida não tem sentido. Nossas obras se tornam interesseiras e não sabemos por onde caminhar.

Escolhemos aquilo que mais nos convém e depois ousamos reclamar da ausência de Deus. As palavras do profeta Isaías de novo nos falam: “Escondeste de nós Tua face e nos entregaste à mercê da nossa maldade” (Is 64,6).


Não tem sentido a celebração do Natal sem Deus, pois a festa é Dele. O mundo capitalista insiste em querer nos dizer que o mais importante é dar presente, enfeitar casas, praças. Entramos nessa onda e nos esquecemos de preparar nosso coração para o Filho de Deus habitar. 

Desejo que esse Advento seja um tempo especial de purificação, perdão, graça para todos nós. Permaneçamos alerta, vigilantes, para que o nosso coração não seja tomado por sentimentos ruins e que o mundo capitalista nos faça colocar Deus em segundo lugar.

Boa caminhada para todos.

Deus nos abençoe!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

LEITURAS PARA O PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO:
I Leitura:
Isaías 63,16-17.19;64,2-7
Salmo: 79(80)
II Leitura: 1 Críntios 1,3-9
Evangelho: Marcos 13,33-37

22 de novembro de 2011

ORAÇÃO VOCACIONAL



ORAÇÃO VOCACIONAL 

Senhor Jesus, que nos ensinastes a pedir ao Pai
que mande operários para vossa vinha,
fazei que tenhamos sempre
famílias e comunidades
verdadeiramente cristãs,
berço de vocações. 

Despertai em nossos jovens, Senhor,
o ideal de seguir a Cristo,
a vontade firme de dedicar-se ao vosso serviço,
para continuarem vossa missão,
junto ao povo de Deus. 

Suscitai entre nós, Senhor,
sacerdotes, religiosos e religiosas
que na inspiração da Eucaristia
e da Virgem Maria
realizem o projeto missionário do Reino. 

Fortalecei, Senhor, 
a vontade dos escolhidos,
para que sejam atentos
em escutar a vossa voz
e sigam, corajosos,
as inspirações do vosso Espírito.

Dai perseverança e coragem 
a todos os chamados para a missão: 
leigos, bispos, padres e religiosos, 
para que desempenhem com amor e fidelidade 
o seu ministério na Igreja. 

Ó Mãe da Eucaristia,
intercedei por nós.
Abençoai todos os que foram escolhidos
para o serviço do Reino.
Amém.

Enviai, Senhor, operários à vossa messe. 
Pois a messe é grande, e poucos os operários.

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE NAZARÉ


ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE NAZARÉ 

Ó Virgem de Nazaré, 
eu recorro a vós 
pedindo amparo e proteção. 
Vós que sois a Mãe da Misericórdia, 
a consoladora dos aflitos 
o refúgio e amparo dos pecadores, 
sede minha força em toda a minha vida. 
Alcançai-me, Senhora de Nazaré, 
a graça que humildemente vos peço, 
pois, em vosso coração cheio de ternura 
eu coloquei toda minha confiança. 
Ao vosso coração, que experimentou a dor, 
entrego minhas dores e sofrimentos, 
as dores e sofrimentos da humanidade. 
Olha , Mãe de Nazaré, por todas as pessoas: 
meus familiares e amigos, 
minha comunidade e meu país. 
A todos protege e acompanhe. 
Sede também, ó Mãe de bondade, 
conforto e amparo de todos os atribulados, 
dos pobres e doentes, 
dos sem trabalho e famintos, 
das crianças que sofrem, 
e não vos esqueçais dos pecadores. 
A todos fazei sentir que sois Mãe. 
Amém!


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17 de novembro de 2011

“O Senhor é o Pastor que me conduz” - Cristo, Rei do Universo

Com a celebração Eucarística deste final de semana, encerramos o Ano Litúrgico de 2011. E como todo final de ano, somos convidados a uma avaliação da nossa caminhada e renovar os propósitos para uma vida mais santa. 

Nos últimos anos têm surgido muitas religiões com o simples e único propósito de satisfazer nossos desejos humanos de bem estar econômico e saúde física. A pregação está centrada no EU. O que interessa é a realização pessoal em todos os níveis. Cada um deve caminhar sozinho. Ir à busca do sucesso pessoal. Tempo para o outro não existe. Somos tomados por tantas coisas que não temos tempo para o outro.

Parece que o mundo caminha cada vez mais distante da lógica do Evangelho e ainda têm a coragem de se intitular cristão. Como vemos no trecho do Evangelho deste domingo, cristão é aquele que doa sua vida pelos menores, pois é neles que Deus se manifesta e foi isso que Jesus fez.

Vale a pena lembrar que Jesus não buscou sucesso pessoal e nem realização política. Sua vida foi doação total. Esvaziou-se a si mesmo tornando-se servo.

Ao celebrarmos a festa de Cristo, Rei no Universo, vemos que Ele é Pastor, Soberano e Juiz.

Na 1ª leitura da Profecia de Ezequiel, temos o retrato do Pastor que é Deus:

“Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas. (...) Vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersas. (...) Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar. (...) Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a perna quebrada, fortalecer a doente e vigiar a ovelha gorda e forte”. (Ez 34,11-12.15-17).

Deus não abandona e nem desiste daqueles que o abandonaram e desistiram d’Ele. Ao contrário, resgata, apascenta, procura, reconduz, cura, fortalece, vigia. Porque Ele quer que todos nós sejamos um só rebanho reunido por um só Pastor.

Na 2ª leitura, São Paulo nos diz que Cristo há de reinar sobre tudo, pois foi por meio Dele que nos veio a Salvação. Reinará “para que Deus seja tudo em todos” (1Cor 15,28).

A pergunta que todos se fazem: no final de tudo, vamos para o céu ou para o inferno? Jesus responde que depende de nós e não d’Ele. Depende da nossa vida. Do que fizemos ou deixamos de fazer.

Serão benditos, bem-aventurados e irão para o Reino Celeste aqueles que serviram a Cristo nos pequenos. Serão malditos e irão para o fogo eterno aqueles que se recusaram serem ovelhas e não serviram a Cristo nos pequenos, mas apenas pensaram em si. Vale a pena lembrar que o próprio Deus (1ª leitura) vem em nosso socorro, pois Ele quer que sejamos resgatados, mas a escolha é nossa. Podemos ou não deixar que Deus nos resgate e nos faça participantes do Seu Reino.

Acompanhemos o relato do Evangelho, onde Jesus apresenta de forma clara quem irá participar da sua alegria e os que serão condenados. Vejamos como a nossa salvação passa pelo serviço ao próximo:

 “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35 Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em tua casa; 36 eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar”. 37 Então os justos lhe perguntarão: “Senhor, quando foi que Te vimos com fome e Te demos de comer? Com sede e Te demos de beber? 38 Quando foi que Te vimos como estrangeiro e Te recebemos em casa, e sem roupa e Te vestimos? 39 Quando foi que Te vimos doente ou preso e fomos Te visitar?” 40 Então o Rei lhes responderá: “Em verdade eu vos digo que todas as vezes que fizeste isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!”41 Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42 Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não me fostes visitar”. 44 E responderão também eles: “Senhor, quando foi que Te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não Te servimos?” 45 Então o Rei lhes responderá: “Em verdade eu vos digo: todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!” 46 “Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. (Mateus 25, 34-46).

Deus nos dá sua graça, nos resgata (1ª leitura), enviou seu Filho para nos salvar (2ª leitura), mas depende de nós aceitarmos ou não Sua proposta. Seremos julgados pelo justo Juiz (Evangelho) pela caridade que usamos para com nossos irmãos.

Neste dia do leigo a Igreja nos lembra que todos nós somos chamados à Salvação por Jesus Cristo. Devemos fazer da nossa vida, pelo Seu exemplo, um ofertório contínuo a Deus, servindo àqueles que mais precisam.

Deus nos abençoe e ajude a caminhar sempre nos caminhos que nos levam à Salvação.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

LEITURAS
I Leitura: Ezequiel 34,11-12.15-17
Salmo 22(23)
II Leitura: I Coríntios 15,20-26.28
Evangelho: Mateus 25,31-46

16 de novembro de 2011

Morte de homens é 4 vezes a de mulheres entre jovens, diz IBGE

Para cada grupo de 100 mulheres que morrem no Brasil, há 133,4 mortes de homens, segundo os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010 divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No ano passado, o Censo introduziu questionários sobre a ocorrência de óbitos nos domicílios visitados pelos recenseadores. No período entre agosto de 2009 e julho de 2010, foram contabilizadas mais de um milhão de mortes, sendo 57,2% de homens e 42,8% de mulheres.

A disparidade, segundo o IBGE, pode ser explicada também pela maior parcela da população ser constituída por homens (103,4 homens para cada 100 mulheres).

O Estado onde morreram mais homens em relação às mulheres foi em Rondônia, onde 165,7 homens morrem para cada 100 mulheres. Já o Rio de Janeiro tem o menor razão de óbitos entre os sexos, com 116,7 mortes masculinas para cada 100 femininas. Neste número também há influência da divisão demográfica: somente 47,7% da população do Rio é masculina.

A sobremortalidade masculina ocorre em quase todos as faixas etárias, mas é maior entre os 20 a 24 anos, quando a proporção é de de 420 para 100. Dos 15 aos 19 anos, 350 homens morrem para cada 100 mulheres, e, dos 25 aos 29, são 348 para 100.

Segundo o IBGE, a grande diferença entre os mais jovens se deve ao alto número de óbitos por causas externas ou violentas, como homicídios e acidentes de trânsito, que atingem mais a população masculina.

A partir dos 24 anos o indicador começa a cair e, na faixa acima dos 81, o número de mulheres que morrem já supera o dos homens. O motivo, diz o IBGE, é a maior proporção de mulheres na população idosa.

Analfabetismo cai no Brasil, mas ainda é maior que no Zimbábue

A taxa de analfabetismo entre a população com 15 anos ou mais diminuiu 4 pontos percentuais entre 2000 e 2010, segundo os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) (...). O número caiu de 13,6% para 9,6%.

Na área urbana, o indicador passou de 10,2% para 7,3% da população. Já nas áreas rurais, ele teve uma melhora de 29,8% para 23,2%.

Nos Estados, a menor taxa de analfabetismo foi encontrada no Distrito Federal (3,5%) e a maior em Alagoas (24,3%).

As maiores quedas entre a população com 15 anos ou mais se deram no Norte (de 16,3% em 2000 para 11,2% em 2010) e no Nordeste (de 26,2% para 19,1%), mas também ocorreram reduções nas regiões Sul (de 7,7% para 5,1%), Sudeste (de 8,1% para 5,4%) e Centro-Oeste (de 10,8% para 7,2%).

Apesar do avanço, o índice de analfabetismo no Brasil ainda está acima do de muitos países. De acordo com dados de 2009 do Banco Mundial, a taxa de analfabetismo era de 8,14% no Zimbábue, país africano com PIB per capita igual a 5% do brasileiro.

A média mundial, segundo as estatísticas, foi de 16,32%. A menor taxa foi encontrada em Cuba (0,17%) e a maior no Chade (66,39%).


Escritora brasileira defende resgate da beleza na celebração da liturgia

"MISSA É COMO UM POEMA, NÃO SUPORTA ENFEITE NENHUM", diz Adélia Prado 


Escritora brasileira defende resgate da beleza na celebração da liturgia

Por Alexandre Ribeiro



Ao defender o esmero com as celebrações litúrgicas e a beleza como uma «necessidade vital» que deve permeá-las, a escritora brasileira Adélia Prado afirma que «a missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum».

«A missa é a coisa mais absurdamente poética que existe. É o absolutamente novo sempre. É Cristo se encarnando, tendo a sua Paixão, morrendo e ressuscitando. Nós não temos de botar mais nada em cima disso, é só isso», enfatiza.

Poeta e prosadora, uma das mais renomadas escritoras brasileiras da atualidade, Adélia Prado, 71 anos, falou sobre o tema da linguagem poética e linguagem religiosa essa quinta-feira, em Aparecida (São Paulo), no contexto do evento «Vozes da Igreja», um festival musical e cultural.

Ao propor a discussão do resgate da beleza nas celebrações litúrgicas, Adélia Prado reconheceu que essa é uma preocupação que a tem ocupado «há muitos anos». «Como cristã de confissão católica, eu acredito que tenho o dever de não ignorar a questão», disse.

«Olha, gente – comentou com um tom de humor e lamento –, têm algumas celebrações que a gente sai da igreja com vontade de procurar um lugar para rezar.»

Como um primeiro ponto a ser debatido, Adélia colocou a questão do canto usado na liturgia. Especialmente o canto «que tem um novo significado quanto à participação popular», ele «muitas vezes não ajuda a rezar».

«O canto não é ungido, ele é feito, fazido, fabricado. É indispensável redescobrir o canto oração», disse, citando o padre católico Max Thurian, que, observador no Concílio Vaticano II ainda como calvinista, posteriormente converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote.

Adélia Prado reforçou as observações, enfatizando que «o canto barulhento, com instrumentos ruidosos, os microfones altíssimos, não facilita a oração, mas impede o espaço de silêncio, de serenidade contemplativa».

Segundo a poeta, «a palavra foi inventada para ser calada. É só depois que se cala que a gente ouve. A beleza de uma celebração e de qualquer coisa, a beleza da arte, é puro silêncio e pura audição».

«Nós não encontramos mais em nossas igrejas o espaço do silêncio. Eu estou falando da minha experiência, queira Deus que não seja essa a experiência aqui», comentou.

«Parece que há um horror ao vazio. Não se pode parar um minuto». «Não há silêncio. Não havendo silêncio, não há audição. Eu não ouço a palavra, porque eu não ouço o mistério, e eu estou celebrando o mistério», disse.

De acordo com a escritora mineira (natural de Divinópolis), «muitos procedimentos nossos são uma tentativa de domesticar aquilo que é inefável, que não pode ser domesticado, que é o absolutamente outro».

«Porque a coisa é tão indizível, a magnitude é tal, que eu não tenho palavras. E não ter palavras significa o quê? Que existe algo inefável e que eu devo tratar com toda reverência.»

Adélia Prado fez então críticas a interpretações equivocadas que se fizeram do Concílio Vaticano II na questão da reforma litúrgica.

«Não é o fato de ter passado do latim para a língua vernácula, no nosso caso o português, não é isso. Mas é que nessa passagem houve um barateamento. Nós barateamos a linguagem e o culto ficou empobrecido daquilo que é a sua própria natureza, que é a beleza.»

«A liturgia celebra o quê?» – questionou –. «O mistério. E que mistério é esse? É o mistério de uma criatura que reverencia e se prostra diante do Criador. É o humano diante do divino. Não há como colocar esse procedimento num nível de coisas banais ou comuns.»

Segundo Adélia, o erro está na suposição de que, para aproximar o povo de Deus, deve-se falar a linguagem do povo.

«Mas o que é a linguagem do povo? É aí que mora o equívoco», – disse –. «Não há ninguém que se acerca com maior reverência do mistério de Deus do que o próprio povo».

«O próprio povo é aquele que mais tem reverência pelo sagrado e pelo mistério», enfatizou.

«Como é que eu posso oferecer a esse povo uma música sem unção, orações fabricadas, que a gente vê tão multiplicadas e colocadas nos bancos das igrejas, e que nada têm a ver com essa magnitude que é o homem, humano, pecador, aproximar-se do mistério.»

Segundo a escritora brasileira, barateou-se o espaço do sagrado e da liturgia «com letras feias, com músicas feias, comportamentos vulgares na igreja».

«E está tão banalizado isso tudo nas nossas igrejas que até o modo de falar de Deus a gente mudou. Fala-se o “Chefão”, “Aquele lá de cima”, o “Paizão”, o “Companheirão”.»

«Deus não é um “Companheirão”, ele não é um “Paizão”, ele não é um “Chefão”. Eu estou falando de outra coisa. Então há a necessidade de uma linguagem diferente, para que o povo de Deus possa realmente experimentar ou buscar aquilo que a Palavra está anunciando», afirmou.

Para Adélia Prado, «linguagem religiosa é linguagem da criatura reconhecendo que é criatura, que Deus não é manipulável, e que eu dependo dele para mover a minha mão».

Com esse espírito, enfatizou, «nossa Igreja pode criar naturalmente ritos e comportamentos, cantos absolutamente maravilhosos, porque verdadeiros».

Ao destacar que a missa é como um poema e que não suporta enfeites, Adélia Prado afirmou que a celebração da Eucaristia «é perfeita» na sua simplicidade.

«Nós colocamos enfeites, cartazes para todo lado, procissão disso, procissão daquilo, procissão do ofertório, procissão da Bíblia, palmas para Jesus. São coisas que vão quebrando o ritmo. E a missa tem um ritmo, é a liturgia da Palavra, as ofertas, a consagração… então ela é inteirinha.»

«A arte a gente não entende. Fé a gente não entende. É algo dirigido à terceira margem da alma, ao sentimento, à sensibilidade. Não precisa inventar nada, nada, nada», disse Adélia.

E encerrou declamando um poema seu, cujo um fragmento diz:

Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa,
o sangue sobre as toalhas,
seu lancinante grito,
ninguém”.


POEMA DA ESCRITORA


MISSA DAS 10 

Frei Jácomo prega e ninguém entende. 
Mas fala com piedade, para ele mesmo 
e tem mania de orar pelos paroquianos. 
As mulheres que depois vão aos clubes, 
os moços ricos de costumes piedosos, 
os homens que prevaricam um pouco em seus negócios 
gostam todos de assistir à missa de frei Jácomo, 
povoada de exemplos, de vida de santos, 
da certeza marota de que ao final de tudo 
uma confissão 'in extremis' garantirá o paraíso. 
Ninguém vê o Cordeiro degolado na mesa, 
o sangue sobre as toalhas, 
seu lancinante grito, 
ninguém. 
Nem frei Jácomo. 

Adélia Prado 

15 de novembro de 2011

A tragédia das drogas, por Osmar Terra*

O consumo de drogas atinge graves proporções no Brasil. É nosso maior problema de Saúde Publica e de Segurança. Milhões de brasileiros estão dependentes da cocaína e seus derivados, como o crack. Além disso, existem outros milhões de dependentes da maconha e dos estimulantes, como as anfetaminas, sem falar do álcool, que, por ser permitido, provoca transtornos físicos e mentais em mais pessoas do que todas as outras drogas somadas. Adoecem e morrem mais brasileiros vitimados, direta ou indiretamente, pelas drogas que de qualquer outra doença infecciosa ou epidemia, principalmente os jovens. A maioria dos homicídios, suicídios e acidentes de trânsito com mortes no Brasil estão neste contexto trágico.

Não podemos ignorar que as drogas afetam e modificam de forma quase irreversível redes cerebrais específicas, que controlam o prazer, a motivação e os desejos. A capacidade de raciocinar e de entender o que acontece ao redor fica severamente comprometida. Com um tempo relativamente curto de uso, se instala uma doença crônica de cura dificílima. E quanto menor a faixa etária em que as drogas começam a ser usadas, maior será a dificuldade de tratamento. Nos últimos anos assistimos, espantados, ao crescimento absurdo das cracolândias, nas maiores cidades, criando territórios livres para o consumo desenfreado de drogas. E elas são apenas a ponta do iceberg.

O Brasil, diferentemente de outros países, tem a peculiaridade de fazer fronteira com os maiores produtores de cocaína do mundo (Bolívia, Peru e Colômbia), todos com enormes excedentes de produção. Nosso vizinho Paraguai trabalha com uma grande produção de maconha, com altíssimos teores de THC, capaz de causar dependência em pouquíssimo tempo. Nossas fronteiras, ainda desguarnecidas, permitem a entrada de quantidades colossais de drogas todos os dias. Prova disso é que o consumo do crack foi multiplicado muitas vezes nos últimos cinco anos. As apreensões de drogas aumentaram muito, mas o preço continua o mesmo de cinco anos atrás.

Mia difícil ainda ficará esse controle com os enormes cortes feitos no orçamento das Forças Armadas e da Polícia Federal. Até agora, as ações governamentais têm sido reduzidas e não têm causado impacto significativo na diminuição do problema.

O Governo Federal anunciou, em duas ocasiões nos últimos 14 meses, propostas de enfrentamento às drogas. Após os anúncios, porém, nada de significativo aconteceu. Dos insuficientes R$ 410 milhões previstos para esse fim, em maio de 2010, menos de 20% foi executado até agora, como revelou o Correio Brasiliense.

Apesar da Presidente Dilma sinceramente priorizar o assunto, pouca coisa acontece. Primeiro, pela escassez de recursos. Depois, pelo viés ideológico de quem está encarregado da execução dessas políticas, no segundo escalão governamental.

Com a experiência de quem colaborou na criação de um Programa Estadual de enfrentamento às drogas, em especial ao crack, como secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, posso afirmar que existem gargalos criados pelas políticas federais (ou pela ausência delas), e pela legislação atual, que dificultam muito esse enfrentamento.

Foi baseado nessa vivência que propus o Projeto de Lei nº 7663/2010, já aprovado na Comissão de Seguridade e Família da Câmara dos Deputados, como uma contribuição para o debate. Ele tem o objetivo de balizar propostas concretas de Políticas Públicas que, realmente, causem impacto e transcendam governos, reduzindo a epidemia e garantindo tratamento mais rápido e adequado aos dependentes das drogas de uma maneira geral. Liberar qualquer droga, além do que já está legalizado, equivale a ampliar a disseminação dos vírus de muitas epidemias livremente. Isso só aumentará o número de doentes. Legalizar e aumentar a oferta das drogas, sejam quais forem, só irá priorizar a tragédia atual. Ruim como está, muito pior ficará com a legalização.

É necessário, com a maior urgência, responder a este grave problema de saúde e de segurança em toda a sua complexidade, nas políticas públicas e na lei, endurecendo as penas para o tráfico, garantindo o tratamento adequado aos usuários e restringindo ao máximo o acesso às drogas. E temos que trabalhar com as evidências científicas e não com o “achismo”. E temos que agir com presteza diante de uma tragédia que anula socialmente milhões de brasileiros e mata dezenas de milhares de jovens todos os anos em nosso país.


* Osmar Terra é médico, mestre em neurociências pela PUC-RS, ex-secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, deputado federal (PMDB/RS).

Fonte: www.osmarterra.com.br

14 de novembro de 2011

POR JESUS


Enaltecer
Jesus em
nossa vida!
Fazer Dele
o norte a
ser seguido!
Tanto se fala, que ao final se cansa,
Pois não se encontra eco ou guarida. O que
fazer, então, com a descrença,  que açoita a
vida  e deturpa o mundo?   Ser como João
pregando no deserto    ou  lutar   sempre até
que o verbo vença?
Só posso entrever
uma saída para o
dilema atroz  que
atordoa: prometo
ser eu mesma  o
exemplo, fazendo
do altruísmo  a
bandeira, servindo,
em lugar  de ser
servida e ter meu
coração como Seu
Templo.

Rachel dos Santos Dias

13 de novembro de 2011

Oh! Meu Deus!


Tu és a Sabedoria que nos falta.
Enviaste-nos Teu Filho
para que Ele nos fizesse
acreditar em Ti.
Mandaste-nos o Embaixador
de Tua Magnificência,
para que aprendêssemos que,
em verdade, Tu és Deus.
O Único, o Perfeito, o Todo.

Por meio de Cristo, cremos
que és o Amor!
Senhor, ampara-nos
para que saibamos caminhar
humildemente nestes campos.
Tuas ovelhas já não sentem o cheiro do Pastor.

Enche-nos da Tua essência
para que busquemos
uma à outra e amparemo-nos
mutuamente.
Senhor, querem destruir o Teu aprisco.
À nossa volta uivam os lobos.
Sentimos a tormenta e
recorremos à Tua proteção.

Ampara-nos, Senhor.
Pelas virtudes do Teu Filho,
pelo bem que nos legou,
não nos deixe em desamparo.
Há sabedoria de Tuas mãos
por todos os caminhos.
Ajuda-nos a abrir os olhos
para que a vejamos.

Dê de Teu alimento a cada um,
segundo sua fome.
Sacia-nos a sede, conforme nós Te busquemos.
Por nós, eu sei, nada teremos,
mas por Cristo  que nos prometeu o Consolador,
Suplicamos-te:
 Ajuda-nos a nos afastar
de tudo o que intenta
afastar-nos de Ti.              

Amém 

Rachel dos Santos Dias

11 de novembro de 2011

VIGILÂNCIA E SERVIÇO - 33º domingo do Tempo Comum

Estamos nos aproximando do final do ano litúrgico e a Palavra de Deus vem nos exortando à vigilância, pois não sabemos o dia nem a hora que o Senhor virá.

Com o imediatismo em que estamos vivendo no mundo atual, onde tudo deve ser “para ontem”, é difícil falar de vigilância. A preocupação é com o aqui e o agora. O que mais importa para uma grande maioria é viver bem o hoje, sem esperar nada para depois. A vida é aqui e agora e só.

Que a vida é aqui e agora está certo. Não podemos nos esquecer, contudo, que do aqui e agora depende a nossa salvação ou a nossa condenação. Por isso não podemos viver o aqui e agora como se nada houvesse depois. É para essa vigilância que a Palavra de Deus nos alerta (II Leitura). Somos filho da Luz, filhos de Deus e não devemos temer, esperar com medo, mas com confiança e alerta, pois não sabemos a hora que o Senhor virá.

Estar vigilante não é ficar com medo porque o dia do Senhor será terrível! Vigiar é estar sempre servindo ao Senhor, colocando em prática nossos talentos: os dons que Deus nos deu. O Senhor vai pedir contas do que fizemos com esses talentos: se os guardamos para nós pelo medo, ou se os fizemos render, produzir. Quanto mais produzimos, quanto maior nosso esforço, maior será nossa alegria, porque seremos os bons servos que, por amarem seu Senhor, colocam o que d’Ele receberam a Seu serviço.

O destino dos que nada fizeram, dos que guardaram somente para si os dons e talentos, será outro. Serão lançados para fora e ali “haverá choro e ranger de dentes” (Mt 25,30). A acomodação, a preguiça são coisas que não agradam a Deus, pois Ele nos concede os dons e talentos para que outros sejam tocados e cheguem a Ele.

Diante desse cenário devemos nos perguntar: o que estou fazendo com os talentos, com os dons que Deus me deu? Eles estão produzindo frutos em mim ou eu os estou sufocando com medo? Estar vigilante é colocar os dons a serviço especialmente dos que mais precisam.

Senhor dê- nos o dom da Sabedoria para colocarmos sempre em prática os dons que Tu nos concede.

Senhor tem piedade de nós e nos fortaleça.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

LITURGIA DOMINICAL
1ª Leitura: Provérbios 31,10-13.19-20.30-31
Salmo: 127(128)
2ª Leitura: Tessanolicenses 5,1-6
Evangelho: Mateus 25,14-30

8 de novembro de 2011

Trânsito mata mais de 40 mil no Brasil em 2010

Vejam que notícia triste. É uma guerra. Até quando?


Trânsito é responsável por mais de 40 mil mortes no Brasil em 2010 

Ministério da Saúde alerta para a epidemia de óbitos causadas por acidentes


Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde aponta que 40.610 pessoas morreram em acidentes de trânsito em 2010. Segundo dados do ano passado do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), 25% das vítimas fatais de acidentes morreram por ocorrências com motocicletas.

Segundo o estudo, de 2002 a 2010, a quantidade de óbitos ocasionados por acidentes com motos quase triplicou no país, saltando de 3.744 para 10.143 mortes.

— Os números revelam que o país vive uma verdadeira epidemia de lesões e mortes no trânsito — alerta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele observa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o Brasil ocupa o quinto lugar em ocorrências como essas, ficando atrás de países como Índia, China, EUA e Rússia.

De acordo com o SIM, entre 2002 e 2010, o número total de óbitos por acidentes com transporte terrestre cresceu 24%: passou de 32.753 para 40.610 mortes. A região Sul tem o segundo menor percentual de aumento de mortes, com 17%.


Mortes por acidentes de moto

Os índices de crescimento no número de mortes em consequência de acidentes com motocicletas são ainda mais alarmantes. Em nove anos, mortes ocasionadas por ocorrências com motos cresceram 144% na região Sul.

Álcool x direção

O ministro defendeu medidas que aumentem a fiscalização sobre a Lei Seca, a direção alcoolizada, a segurança no trânsito e o uso de capacete e colete refletor por motociclistas. Padilha também celebrou a decisão do STF de criminalizar o ato de dirigir embriagado, anunciada ontem.

Segundo o ministro, a meta é estabilizar e reduzir o número de mortes e lesões em acidentes de transporte terrestre nos próximos dez anos.


2 de novembro de 2011

BEM-AVENTURANÇAS: CAMINHO DE SANTIDADE

Na Solenidade de Todos os Santos, somos convidados a olhar para a vida desses homens e mulheres que, como Cristo, deram sua vida pelo irmão; são aqueles que “lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14).

Os Santos e Santas não são pessoas com poderes extraordinários, mas são pessoas que viveram o dia a dia de forma extraordinária. São modelos de vida a serem seguidos por todos. Suas ações são exemplos para nós.

Todos nós somos chamados à Santidade pelo batismo. O próprio Jesus faz esse apelo: “Sede santos como o vosso Pai celeste é santo” (Mt 5,48).

Mas qual o caminho para a Santidade? O que fazer para chegar lá? Podemos ser santos a exemplo do próprio Deus?

O único Santo por excelência é Deus, por isso rezamos: Santo, Santo, Santo. Como não há linguagem que expresse a Santidade de Deus, dizemos três vezes que Ele é Santo.

O caminho para a Santidade são as bem-aventuranças. No Evangelho deste final de semana (06/11/2011), Solenidade de Todos os Santos, o próprio Jesus traça o caminho da santificação. Acompanhemos o texto:

3“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! 11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. (Mateus 5,3-12)

Seremos bem-aventurados se formos pobres em espírito, mansos, misericordiosos, puros de coração, se tivermos sede de justiça, se promovermos a paz. Deus já fez a sua parte dando-nos as graças que necessitamos. Agora depende de cada um de nós aceitarmos ou não essas graças e trilharmos esse caminho.

Como consequência muitas vezes poderemos ser perseguidos, mas o próprio Senhor estará conosco para nos fortalecer. A perseguição que pode advir da nossa vivência de Santidade é porque incomodamos o sistema injusto que oprime, mata, destrói, fere tantas vidas, especialmente as indefesas.

O Senhor nos deu um grande presente, nos diz São João; “de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos!” (1Jo 3,1), completa o autor. Ainda que o mundo não reconheça que o sejamos, nós o somos porque conhecemos a Deus e seu amor revelado a nós.

Senhor Deus! Não deixe morrer em nós a chama da Santidade. Seremos santos seguindo Teus passos e foi para isso que Tu nos criastes.

Deus abençoe a todos!
Pe. Hermes José Novakoski

LITURGIA DOMINICAL

1ª Leitura: Apocalipse 7,2-4.9-14
Salmo: 23(24)
2ª Leitura: 1 João 3,1-3
Evangelho: Mateus 5,1-12


SANTO

Santo, Santo, Santo,
Deus Onipotente!
Cedo de manhã cantaremos teu louvor!
Santo! Santo! Santo
Deus Santo triúno!
És um só Deus, excelso Criador!

Santo ... repete...
Todos os remidos
Juntos com os anjos
Proclamam Teu louvor!
Antes de formar-se
o firmamento e a terra
Eras e sempre És e Hás de ser, Senhor!

Santo... repete...
Nós os pecadores
Não podemos ver Tua glória sem temor!
Tu somente és Santo,
Não há nenhum outro
Puro e perfeito, excelso Benfeitor!

Santo... repete...
Deus onipotente!
Tuas obras louvam
Teu nome com fervor!

Santo... repete...
Justo e compassivo!
És um só Deus, Supremo Criador!

Letra J.G.R.

1 de novembro de 2011

Lembranças de quem se foi

A comemoração dos falecidos, ou dia de finados, não é um dia de tristeza e lamentações. Mas um dia de saudades e gratidão.
Saudades pelos que se foram.
Gratidão por Deus quis que eles existissem.
"Justificados pelo sangue de Cristo" (Romanos 5,9) somos introduzidos na herança eterna.
Deus seja louvado por nos salvar.
Deus seja louvado pelo bem que tantos homens e mulheres fizeram na sua vida.
Deus tenha piedade de todos os que precisam da sua misericórdia.


Vamos rezar juntos o terço da misericórdia, suplicando o amor e a compaixão de Deus (clique aqui para rezar).