29 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO



Chegado mais um ano. Com ele as esperanças se renovam.
São creditados mais 366 dias para lutarmos pela realização de nossos sonhos.
Não são apenas dias, mas possibilidades.
Por isso não deixe passar em branco essas possibilidades de lutar, de sonhar e de vencer!
Você será um vencedor se acreditar em Deus, nos seus sonhos, nas suas possibilidades e lutar. Não desanime e não desista.
Renove os propósitos de recomeçar.
Tenha uma vida saudável.
Ame as pessoas!
Abrace!
Sorria sempre!
Na vida não importa quantas vezes você caiu ou foi derrubado, mas quantas vezes você está disposto a se levantar.
Cultive boas amizades.
Tenha sempre uma palavra amiga para os outros.
Mantenha vida a chama da fé e da esperança.
Que seus dias sejam iluminados pela luz e pela sabedoria de Deus.
Desejo que você seja muito FELIZ neste NOVO ANO.
Feliz 2012!
Feliz recomeço!
Feliz realização dos seus sonhos.

Pe. Hermes, PSDP

22 de dezembro de 2011

Feliz Natal!


A simplicidade do presépio mostra que o Natal é feliz para os simples
Para os de puro coração
Para os que buscam o Senhor!

Aprendamos de Cristo que para ser feliz não precisa ter coisas
Mas amar a todos sem distinção
Se doar para que o outro seja feliz também!

Para você e sua família!
FELIZ NATAL

Que o Ano Novo seja cheio de conquistas, paz e muito amor.
Que todos vivamos aquilos que somos: irmãos.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

“EU VOS ANUNCIO UMA GRANDE ALEGRIA” - É Natal

É com este grande anúncio que celebramos neste domingo o Natal do Senhor. É um anúncio alegre porque chegou o tão esperado dia: Deus habita entre nós. Ele, o Verbo se fez carne e está em nosso meio. 

O profeta Isaías anuncia esse dia como o “DIA DA LUZ”. O povo que andava na escuridão agora anda na luz que é o próprio Deus: “O povo que andava na escuridão viu uma grande Luz; para os que habitam nas sombras da morte, uma Luz resplandeceu” (Is 9,1).

Cristo é presença junto a seu povo. Ele veio para realizar a promessa do Pai e instaurar o seu reinado. Ele não foi reconhecido porque o Seu reino não é como os reinos deste mundo. O profeta Isaías diz que Ele consolidará e confirmará o Seu reinado em justiça e santidade, diferente dos reinados deste mundo que não estão preocupados com a justiça e muito menos com a santidade. “Ele traz nos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: conselheiro admirável (...) príncipe da paz. Grande será o seu reino e a paz não há de ter fim” (Is 9,5-6).



Como já dissemos, o anúncio do Natal é um anúncio alegre. Os cristãos se alegram porque Deus é um Deus presente que caminha conosco. Não é um Deus distante, ausente do povo. Mas um Deus que sofre, vive, compartilha das alegrias e sofrimentos dos seus filhos. 

Que a Luz e a Alegria do Natal possam estar sempre em nossos lares e todos os dias do novo ano, para que se estabeleça um novo tempo de paz, justiça, igualdade e fraternidade. Que o Natal não seja apenas um dar e receber presentes, mas acolher o maior presente, que é Jesus Cristo. Que Ele encontre espaço em nosso coração e faça morada. A construção do Seu reinado começa com a renovação do nosso coração, purificando nossos desejos e intenções.

Vem Senhor Jesus! Vem habitar entre nós!

Feliz Natal! Abençoado seja o Ano Novo!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

LITURGIA:
Missa da noite (dia 24)
I LEITURA: Isaías 9,1-6
SALMO 95 (96)
II LEITURA: Tito 2,11-14
EVANGELHO: Lucas 1, 1-14

Missa do dia (dia 25)
I LEITURA: Isaías 52,7-10
SALMO 97 (98)
II LEITURA: Hebreus 1,1-6
EVANGELHO: João 1, 1-18

15 de dezembro de 2011

“Faça-se em mim segundo a Tua Palavra” - 4º Domingo do Advento

Como é difícil obedecer! Cada vez mais as pessoas buscam autonomia dos seus atos, pensamentos e sentimentos. Os adolescentes cada vez mais cedo querem decidir por conta própria o que devem fazer e o que é certo e errado. Fica cada vez mais difícil educar os filhos na obediência. 

A liturgia deste 4º Domingo do Advento nos apresenta uma personagem que é modelo de obediência. Ao receber uma missão ela não questiona, mas prontamente acolhe e diz: FAÇA-SE! É por isso que Maria tornou-se modelo de obediência e também de acolhida. Ela acolhe o projeto de Deus e coloca-se inteiramente à Sua disposição.

Quando o Anjo aparece, Maria não fica questionando a mensagem recebida. Apenas quer entender melhor para poder cumprir fielmente o chamado de Deus. Ela poderia ter exigido casa, meio de transporte, salário maternidade. Mas não! Ela imediatamente aceita e começa a servir visitando Isabel, sua prima que também estava grávida por graça de Deus. Confia em Deus e essa confiança faz com que ela se abandone inteiramente em Suas Mãos.

O Natal está chegando. Estamos na última semana de preparação. Cristo vem e quer fazer morada em nosso coração, assim como fez morada no coração e no seio de Maria. Ele quer que estejamos preparados e sejamos obedientes ao seu mandato de tornar-se mensageiro da sua vinda.

São Paulo ao escrever à comunidade de Roma, diz: “Agora esse mistério foi manifestado e, mediante as Escrituras proféticas, conforme determinação do Deus eterno foi levado ao conhecimento de todas as nações, para trazê-las à obediência da Fé”.

Cristo se manifesta ainda hoje em nossos corações e nas nossas comunidades reunidas para rezar e meditar Sua Palavra. Deseja que o anunciemos aos que ainda não o conhecem e que com a nossa vida testemunhemos o Seu amor.

Aprendamos de Maria a dizer sim ao Projeto de Deus. Aprendamos com ela a obedecer ao Pai, caminho da nossa felicidade. Não nascemos por acaso e nem para o acaso. Deus que nos ama desde sempre tem uma grande missão para cada um de nós. Precisamos estar atentos para ouvir sua voz e dizer sim ao seu apelo.

Maria, Mãe da obediência, intercedei por nós.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.



LEITURAS DO 4º DOMINGO DO ADVENTO
1ª Leitura: 2Samuel 7,1-5.8-12.14.16
Salmo: 88(89)
2ª Leitura: Romanos 16,25-27
Evangelho: Lucas 1,26-38

QUANDO CHEGAR O NATAL


Quando chegar o Natal, quero ver todos abraçados sorrindo e alegres porque Cristo fez morada entre nós; porque Jesus Cristo quer que sejamos todos irmãos. 


Quando chegar o Natal, quero ver a paz habitando em todas as pessoas, em todos os lares, nações e em todos os corações; porque Jesus Cristo é portador da paz. 

Quando chegar o Natal, quero ver as famílias reunidas para orar, celebrar, festejar; porque Jesus Cristo veio ensinar a orar, a celebrar, a partilhar. 

Quando chegar o Natal, quero ver muita luz brilhando especialmente nos olhos das pessoas. Porque Jesus Cristo quer fazer morada em cada um de nós e transformar nossas vidas. 

Quando chegar o Natal, quero ver a vida acontecendo em todos os lugares. Quero ver as pessoas e a natureza sendo respeitadas, amadas, protegidas, porque Jesus Cristo colocou a vida acima de qualquer lei ou sistema. 

Quando chegar o Natal, quero abraçar todas as pessoas próximas e amigas, porque o Natal é a presença de Jesus em todos nós. 

Quando chegar o Natal, quero ver você sorrindo e cantando a vida. 

Feliz Natal! 

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

14 de dezembro de 2011

DESABAFO: sobre o uso de sacolas plásticas

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo.Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.


Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

Texto recebido por e-mail sem o nome do autor. Conhecendo, avise!

12 de dezembro de 2011

MEU PRESENTE DE NATAL


MEU PRESENTE DE NATAL

Neste Natal quero ganhar uma porção de esperança, 

Um sorriso dos amigos, 

Um abraço da família, 

Um alô dos que estão distantes. 

Quero ganhar um pouco mais de paz... 

Quero a sinceridade das crianças, 

Encontrar-me com a Verdade do Evangelho 

Ouvir Cristo falando o que devo fazer no Ano Novo! 

Quero a família reunida pra celebrar 

Este momento especial! 

Quero que todos tenham pão 

E que nos olhemos como irmãos. 

Não quero ouro nem prata, 

Apenas a certeza da tua companhia 

Pois, sem os amigos, no Natal 

Não há alegria. 

FELIZ NATAL! 

ABENÇOADO ANO NOVO! 

Hermes José Novakoski

11 de dezembro de 2011

Palavras de São João Batista Maria Vianney fala sobre sacerdotes.

- “Se eu encontrar um anjo e um padre, primeiro cumprimento o padre, e depois o anjo, pois o anjo é amigo de Deus, e o padre por vezes é o próprio Deus”.

- “Deixai uma paróquia 20 anos sem Padre e lá os homens adorarão os animais”.

- “Quem não tem tempo a perder para Deus, perde seu tempo”.

- “O Sacerdócio é o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

- “Quando um cristão avista um padre deve pensar em Nosso Senhor Jesus Cristo”.

-”Se a Igreja não tivesse o sacramento da ordem, não teríamos entre nós Jesus Cristo”.

-”Quem coloca Jesus no Sacrário? O padre.

Quem acolheu nossa alma na entrada da vida? O padre.

Quem alimenta nossa vida na peregrinação terrestre? O padre.

Quem prepara nossa alma para comparecer diante de Deus? O padre.

É o padre quem dá continuidade a obra da redenção na terra”.

- “O padre deve estar sempre pronto para responder às necessidades das almas”.

- “No lugar onde não há mais o padre não há mais o sacrifício da missa”.

- “Quando alguém quer destruir a religião, sempre se começa por atacar e destruir o padre”.

- “Quanto é triste um padre que não tenha vida interior. Mas para tê-la, é preciso que haja tranqüilidade, silêncio e o retiro espiritual”.

- “O que nos impede de sermos santos, a nós, os padres, é a falta de reflexão. Nós não encontramos em nós mesmos, não sabemos o que estamos fazendo. O que nos falta é a reflexão, a oração e a união com Deus”.

8 de dezembro de 2011

DAR TESTEMUNHO DA LUZ - 3º domingo do Advento

Estamos no terceiro domingo do Advento. Ele é conhecido como o Domingo da Alegria, pois o Natal se aproxima e Cristo está mais perto. Está chegando o Salvador esperado por todos em todos os tempos. 

Somos convidados a nos alegrar apesar das asperezas da vida, pois temos um Deus que nos ama e nos sustenta em todos os momentos, apesar da nossa infidelidade e dos nossos pecados.

Assim como João Batista, personagem importante neste domingo e no tempo do Advento, nós somos chamados a dar testemunho da Luz, que é o próprio Jesus Cristo. Diz o Evangelista João: “Ele veio como testemunha para dar testemunho da luz” (1,7).

O Evangelho pregado por Jesus Cristo chegou até nós porque muitos se dedicaram a essa missão. Eles foram Luz num mundo que anda nas trevas.

Hoje, todos nós cristãos batizados, somos convidados a ser Luz. Não uma luz que se auto-sustenta, mas uma Luz que aponta para a Luz verdadeira que é Jesus Cristo, porque todos nós recebemos no nosso batismo a Luz de Cristo que ilumina nossa vida.

Todas as nossas ações deveriam ser iluminadas pela Luz de Deus a partir do Evangelho, pois este é o caminho que leva à Santidade. É o caminho do verdadeiro amor.

Muitas pessoas andam nas trevas do pecado, da depressão, da ganância, do ódio, da inveja, do ciúme e precisam ser iluminadas. Essas ações são transformadas quando iluminadas pela graça de Deus.

Somos consagrados pelo Senhor no dia do nosso batismo. Sendo assim, nossa missão é nobre. Vale aqui as palavras do profeta Isaías que fala hoje a nosso respeito: “O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa-nova aos humildes; curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; para proclamar o tempo da graça do Senhor”. (61,1-2).

Terminamos com o apelo de São Paulo: “Irmãos, estai sempre alegres! Rezai sem cessar. (...) Não apagueis o espírito. (...) Afastai-vos de toda espécie de maldade! Que o próprio Deus da Paz vos santifique totalmente e que tudo aquilo que sois – espírito, alma, corpo – seja conservado sem mancha alguma para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. (1Ts 5,16.19.22-23).

Conseguiremos nos manter íntegros se deixarmos a Luz de Deus brilhar em nós e através de nós. Brilhar em nós para que nossas ações sejam transformadas. Brilhar através de nós para que outros, vendo nossas ações, louvem a Deus e se decidam por Ele.

Que a alegria seja uma realidade em nossas vidas, mesmo diante do sofrimento.

Que o próprio Deus da paz habite em nossos corações.

Deus abençoe a todos.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP


LEITURAS PARA O 3º DOMINGO DO ADVENTO
I LEITURA: Isaías 61,1-2.10-11
Salmo Lc 1
II Leitura: Tessalonicenses 5,16-24
Evangelho: João 1,6-8.19-28

5 de dezembro de 2011

NATAL É VIDA QUE NASCE


Natal é vida que nasce 
Na criança que é gerada, 
No silêncio do amor 
E por todos sempre amada. 

Natal é vida que nasce, 
Na flor que é plantada 
Regada e cultivada 
Que se da à pessoa amada. 

Natal é vida que nasce, 
Na terra que é molhada 
Pela água boa da chuva 
Que germina a semente plantada. 

Natal é vida que nasce 
No sorriso da criança, 
Do jovem e do ancião 
Porque têm fé e esperança. 

Natal é vida que nasce 
Em quem semeia o bem, 
Praticando em tudo a justiça 
Pois Deus nos ama também. 

Natal é vida que nasce 
No menino Deus que chega. 
Deitado na manjedoura, 
Inspira uma paz benfazeja. 

Natal é vida que nasce 
Cresce e é respeitada 
Por todos os povos da terra: 
Pátria de Deus, nossa morada. 

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

4 de dezembro de 2011

Arte em pena - Vale a pena ver

Recebi as imagens abaixo por e-mail e partilho aqui com vocês amigos leitores.









Na mensagem recebida não constava o autor. Conhecendo, avise para que seja colocado.

2 de dezembro de 2011

Preparai o caminho do Senhor - 2º Domingo do Advento

Estamos no segundo domingo do Advento. A liturgia nos convida a preparar os caminhos e o nosso coração, pois o Senhor está chegando. Estamos nos aproximando do grande dia da vinda do Senhor. Estamos preparados para recebê-lo?

Um personagem importante aparece nas leituras deste final de semana: João Batista. Ele preparou o caminho e o coração das pessoas com o Batismo de Conversão para que elas se tornassem dignas de receber Aquele que viria depois dele, do qual João Batista diz que não é digno de se abaixar para desamarrar suas sandálias (Cf Marcos 1,7).


E nós, que tantas vezes participamos da missa e comungamos, com que dignidade o fazemos? Por isso o Advento é um tempo propício para a conversão e um dos meios é a confissão. Confessar os pecados e reconhecer-se pecador diante de Deus para que Ele na sua infinita misericórdia tenha piedade de nós.

João Batista ao falar do Messias utiliza-se das palavras do profeta Isaías que séculos antes já anunciava a vinda do Salvador. O convite do profeta continua atual: “Aplainai na solidão a estrada de nosso Deus. Nivelem-se todos os vales, rebaixem-se todos os montes e colinas; endireite-se o que é torto e alisem-se as asperezas” (Isaías 40,3-4).

Olhando para a nossa vida nos perguntamos: “Quais são os vales a serem preenchidos? (vazios, omissões ...). Quais os montes a serem abaixados? (orgulho, vaidade, ambição...) e quais os caminhos a serem endireitados? (egoísmo, ganância, ódio...)” (Cf homilia Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa).

Preparar os caminhos do Senhor que vêm é tirar de nossa vida tudo aquilo que não é de Deus. Todos os pensamentos, sentimentos e ações que nos afastam dos Ensinamentos do Evangelho e dos nossos irmãos.

Preparar os caminhos do Senhor é ajudar aquelas pessoas que estão longe de Deus a voltarem para o bom caminho. É apontar soluções para as injustiças do mundo que exclui e mata milhões de pessoas. É ajudar as pessoas a reencontrarem o sentido da vida e deixar para trás tudo o que não promove a dignidade humana.

Muitos vales precisam ser preenchidos. Muitos montes precisam ser abaixados e muitos caminhos precisam ser endireitados. Assim como João Batista preparou o caminho para o Salvador pregando e batizando, também nós cristãos precisamos preparar os caminhos para a segunda vinda do Senhor. Ele virá, por isso precisam vigiar, pois não sabemos o dia nem a hora (liturgia do 1º domingo do Advento).

A salvação de muitas pessoas depende do nosso testemunho de vida e da nossa pregação. Não devemos viver indiferentes, pois somos amados por Deus e devemos falar desse amor aos irmãos.

Acendemos a segunda vela da coroa do Advento. É a vela de cor branca que simboliza a Paz. Cristo é o mensageiro da Paz. Ele conta conosco nessa missão de sermos instrumentos de Paz.

Desejo uma caminhada santa rumo ao Natal do Senhor.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

LEITURAS PARA O 2º DOMINGO DO ADVENTO
I Leitura: Isaías 40,1-5.9-11
Salmo 84(85)
II Leitura: 2 Pedro 3,8-14
Evangelho: Marcos 1,1-8

29 de novembro de 2011

2012 SERÁ O FIM?

Eis a pergunta que deixa muitos assustados: o mundo vai acabar em 2012? 

Alguns usando o nome de Deus ousam dizer que sim e inclusive que Ele teria revelado que 2012 será marcado por grandes catástrofes e que se procederá o fim.

O que diria Jesus dessa gente e para essas pessoas? Nos Evangelhos Jesus disse que muitas coisas terríveis e estranhas acontecerão, mas que ainda não será o fim. E que o fim de tudo nem ele e nem os anjos sabem, apenas Deus Pai. Isso não quer dizer que Jesus não saiba. E não compete ao ser humano dizer quando será.

“Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu! ’ E ainda: ‘O tempo está próximo. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10 E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11 Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”. (Lucas 21,8-11)

“Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai” (Mateus 24,36).

Acho muito estranho, pessoas que se dizem cristãos católicos, ficarem colocando medo em muitos por aí dizendo que 2012 terá dias terríveis e estes dias antecederão o fim. Acredito que deveríamos antes nos preocupar em conduzir as pessoas a Deus e rezar para que Ele tenha misericórdia dos que vivem no pecado. Não compete a nós dizermos quando será o fim e se Deus não quis revelar por Jesus, porque Ele iria revelar às pessoas? Será que somos mais dignos dessa revelação do que o próprio Filho de Deus?

A coisa é tão absurda que até os povos Maias que acreditavam nisso já desmentiram, dizendo terem errado a contagem.

Particularmente acredito que o ano de 2012 será de recomeço. Podemos afirmar que cada dia é um recomeço! Uma nova oportunidade para vivermos bem. Uma nova chance que Deus nos concede para vivermos a fraternidade, o amor, a ternura, o perdão.

O fim será para aqueles que não continuarem peregrinando por esse mundo e para aqueles que não acreditam em dias melhores. Se todos nós acreditássemos que um mundo melhor é possível, com certeza ele começaria a ser construído. O problema é que a maioria se acomodou e pensa que não vale mais a pena doar a vida na construção de um mundo novo.

Eu ainda acredito e vou lutar por isso enquanto Deus permitir. E você, acredita em que? Vamos entrar nessa e nos ajudar?


O fim dos tempos não depende da nossa contagem. O fim pode acontecer porque estamos construindo armas de destruição em massa, mas Deus não se limita a contagem humana para dizer em que dia, hora e local tudo começará. Tem muitos querendo enjaular Deus, querendo que Ele pense como os homens. 

Feliz 2012 para todos aqueles que acreditam que o mundo será melhor se assim nós o fizermos.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

24 de novembro de 2011

Vigiai, pois o Senhor virá - 1º Domingo do Advento

Neste último domingo do mês de novembro a Igreja inicia o tempo do Advento e com ele o novo Ano Litúrgico. O Advento tem duração de quatro semanas que antecedem o Natal. Seu objetivo é preparar os fieis para a vinda do Senhor.

A palavra latina advento (ad-venio), significa chegar. É por isso que Jesus exorta aos discípulos para não dormir, mas vigiar: “Para que não suceda que, vindo de repente, ele vos encontre dormindo” (Mc 13,36).

Quando Jesus chama a atenção para a vigilância, Ele nos pede que sejamos firmes e constantes na Fé que da Igreja recebemos. A vigilância é para não cairmos na tentação de pensar que o Senhor não virá ou que tarda para vir e, assim, viver uma vida indiferente ao que Ele nos ensinou. Vigilância sempre!

Facilmente somos corrompidos por um mundo que nos tenta e quer que trilhemos outros caminhos que não sejam os caminhos de Deus. Muito facilmente caímos na tentação de abandonar tudo e seguir aquilo que aparentemente é mais fácil e prazeroso.

Jogamos fora a tradição, a história, as conquistas e ensinamentos de nossos antepassados porque achamos que eles nada têm a nos ensinar hoje. Assim acaba acontecendo com a Palavra de Deus, com o Evangelho. Corremos o risco de pensar que não tem mais nada para nos ensinar. É aí que mora o perigo.

Por isso vemos a atualidade das palavras do profeta Isaías: “Tu te irritaste porque nós pecamos (...). Todos nós nos tornamos imundície, e todas as nossas boas obras são como um pano sujo; murchamos todos como folhas, e nossas maldades empurram-nos como o vento” (Is 64,4-5).

Longe de Deus nossa vida não tem sentido. Nossas obras se tornam interesseiras e não sabemos por onde caminhar.

Escolhemos aquilo que mais nos convém e depois ousamos reclamar da ausência de Deus. As palavras do profeta Isaías de novo nos falam: “Escondeste de nós Tua face e nos entregaste à mercê da nossa maldade” (Is 64,6).


Não tem sentido a celebração do Natal sem Deus, pois a festa é Dele. O mundo capitalista insiste em querer nos dizer que o mais importante é dar presente, enfeitar casas, praças. Entramos nessa onda e nos esquecemos de preparar nosso coração para o Filho de Deus habitar. 

Desejo que esse Advento seja um tempo especial de purificação, perdão, graça para todos nós. Permaneçamos alerta, vigilantes, para que o nosso coração não seja tomado por sentimentos ruins e que o mundo capitalista nos faça colocar Deus em segundo lugar.

Boa caminhada para todos.

Deus nos abençoe!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

LEITURAS PARA O PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO:
I Leitura:
Isaías 63,16-17.19;64,2-7
Salmo: 79(80)
II Leitura: 1 Críntios 1,3-9
Evangelho: Marcos 13,33-37

22 de novembro de 2011

ORAÇÃO VOCACIONAL



ORAÇÃO VOCACIONAL 

Senhor Jesus, que nos ensinastes a pedir ao Pai
que mande operários para vossa vinha,
fazei que tenhamos sempre
famílias e comunidades
verdadeiramente cristãs,
berço de vocações. 

Despertai em nossos jovens, Senhor,
o ideal de seguir a Cristo,
a vontade firme de dedicar-se ao vosso serviço,
para continuarem vossa missão,
junto ao povo de Deus. 

Suscitai entre nós, Senhor,
sacerdotes, religiosos e religiosas
que na inspiração da Eucaristia
e da Virgem Maria
realizem o projeto missionário do Reino. 

Fortalecei, Senhor, 
a vontade dos escolhidos,
para que sejam atentos
em escutar a vossa voz
e sigam, corajosos,
as inspirações do vosso Espírito.

Dai perseverança e coragem 
a todos os chamados para a missão: 
leigos, bispos, padres e religiosos, 
para que desempenhem com amor e fidelidade 
o seu ministério na Igreja. 

Ó Mãe da Eucaristia,
intercedei por nós.
Abençoai todos os que foram escolhidos
para o serviço do Reino.
Amém.

Enviai, Senhor, operários à vossa messe. 
Pois a messe é grande, e poucos os operários.

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE NAZARÉ


ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE NAZARÉ 

Ó Virgem de Nazaré, 
eu recorro a vós 
pedindo amparo e proteção. 
Vós que sois a Mãe da Misericórdia, 
a consoladora dos aflitos 
o refúgio e amparo dos pecadores, 
sede minha força em toda a minha vida. 
Alcançai-me, Senhora de Nazaré, 
a graça que humildemente vos peço, 
pois, em vosso coração cheio de ternura 
eu coloquei toda minha confiança. 
Ao vosso coração, que experimentou a dor, 
entrego minhas dores e sofrimentos, 
as dores e sofrimentos da humanidade. 
Olha , Mãe de Nazaré, por todas as pessoas: 
meus familiares e amigos, 
minha comunidade e meu país. 
A todos protege e acompanhe. 
Sede também, ó Mãe de bondade, 
conforto e amparo de todos os atribulados, 
dos pobres e doentes, 
dos sem trabalho e famintos, 
das crianças que sofrem, 
e não vos esqueçais dos pecadores. 
A todos fazei sentir que sois Mãe. 
Amém!


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17 de novembro de 2011

“O Senhor é o Pastor que me conduz” - Cristo, Rei do Universo

Com a celebração Eucarística deste final de semana, encerramos o Ano Litúrgico de 2011. E como todo final de ano, somos convidados a uma avaliação da nossa caminhada e renovar os propósitos para uma vida mais santa. 

Nos últimos anos têm surgido muitas religiões com o simples e único propósito de satisfazer nossos desejos humanos de bem estar econômico e saúde física. A pregação está centrada no EU. O que interessa é a realização pessoal em todos os níveis. Cada um deve caminhar sozinho. Ir à busca do sucesso pessoal. Tempo para o outro não existe. Somos tomados por tantas coisas que não temos tempo para o outro.

Parece que o mundo caminha cada vez mais distante da lógica do Evangelho e ainda têm a coragem de se intitular cristão. Como vemos no trecho do Evangelho deste domingo, cristão é aquele que doa sua vida pelos menores, pois é neles que Deus se manifesta e foi isso que Jesus fez.

Vale a pena lembrar que Jesus não buscou sucesso pessoal e nem realização política. Sua vida foi doação total. Esvaziou-se a si mesmo tornando-se servo.

Ao celebrarmos a festa de Cristo, Rei no Universo, vemos que Ele é Pastor, Soberano e Juiz.

Na 1ª leitura da Profecia de Ezequiel, temos o retrato do Pastor que é Deus:

“Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas. (...) Vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersas. (...) Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar. (...) Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a perna quebrada, fortalecer a doente e vigiar a ovelha gorda e forte”. (Ez 34,11-12.15-17).

Deus não abandona e nem desiste daqueles que o abandonaram e desistiram d’Ele. Ao contrário, resgata, apascenta, procura, reconduz, cura, fortalece, vigia. Porque Ele quer que todos nós sejamos um só rebanho reunido por um só Pastor.

Na 2ª leitura, São Paulo nos diz que Cristo há de reinar sobre tudo, pois foi por meio Dele que nos veio a Salvação. Reinará “para que Deus seja tudo em todos” (1Cor 15,28).

A pergunta que todos se fazem: no final de tudo, vamos para o céu ou para o inferno? Jesus responde que depende de nós e não d’Ele. Depende da nossa vida. Do que fizemos ou deixamos de fazer.

Serão benditos, bem-aventurados e irão para o Reino Celeste aqueles que serviram a Cristo nos pequenos. Serão malditos e irão para o fogo eterno aqueles que se recusaram serem ovelhas e não serviram a Cristo nos pequenos, mas apenas pensaram em si. Vale a pena lembrar que o próprio Deus (1ª leitura) vem em nosso socorro, pois Ele quer que sejamos resgatados, mas a escolha é nossa. Podemos ou não deixar que Deus nos resgate e nos faça participantes do Seu Reino.

Acompanhemos o relato do Evangelho, onde Jesus apresenta de forma clara quem irá participar da sua alegria e os que serão condenados. Vejamos como a nossa salvação passa pelo serviço ao próximo:

 “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35 Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em tua casa; 36 eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar”. 37 Então os justos lhe perguntarão: “Senhor, quando foi que Te vimos com fome e Te demos de comer? Com sede e Te demos de beber? 38 Quando foi que Te vimos como estrangeiro e Te recebemos em casa, e sem roupa e Te vestimos? 39 Quando foi que Te vimos doente ou preso e fomos Te visitar?” 40 Então o Rei lhes responderá: “Em verdade eu vos digo que todas as vezes que fizeste isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!”41 Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42 Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não me fostes visitar”. 44 E responderão também eles: “Senhor, quando foi que Te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não Te servimos?” 45 Então o Rei lhes responderá: “Em verdade eu vos digo: todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!” 46 “Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. (Mateus 25, 34-46).

Deus nos dá sua graça, nos resgata (1ª leitura), enviou seu Filho para nos salvar (2ª leitura), mas depende de nós aceitarmos ou não Sua proposta. Seremos julgados pelo justo Juiz (Evangelho) pela caridade que usamos para com nossos irmãos.

Neste dia do leigo a Igreja nos lembra que todos nós somos chamados à Salvação por Jesus Cristo. Devemos fazer da nossa vida, pelo Seu exemplo, um ofertório contínuo a Deus, servindo àqueles que mais precisam.

Deus nos abençoe e ajude a caminhar sempre nos caminhos que nos levam à Salvação.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

LEITURAS
I Leitura: Ezequiel 34,11-12.15-17
Salmo 22(23)
II Leitura: I Coríntios 15,20-26.28
Evangelho: Mateus 25,31-46

16 de novembro de 2011

Morte de homens é 4 vezes a de mulheres entre jovens, diz IBGE

Para cada grupo de 100 mulheres que morrem no Brasil, há 133,4 mortes de homens, segundo os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010 divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No ano passado, o Censo introduziu questionários sobre a ocorrência de óbitos nos domicílios visitados pelos recenseadores. No período entre agosto de 2009 e julho de 2010, foram contabilizadas mais de um milhão de mortes, sendo 57,2% de homens e 42,8% de mulheres.

A disparidade, segundo o IBGE, pode ser explicada também pela maior parcela da população ser constituída por homens (103,4 homens para cada 100 mulheres).

O Estado onde morreram mais homens em relação às mulheres foi em Rondônia, onde 165,7 homens morrem para cada 100 mulheres. Já o Rio de Janeiro tem o menor razão de óbitos entre os sexos, com 116,7 mortes masculinas para cada 100 femininas. Neste número também há influência da divisão demográfica: somente 47,7% da população do Rio é masculina.

A sobremortalidade masculina ocorre em quase todos as faixas etárias, mas é maior entre os 20 a 24 anos, quando a proporção é de de 420 para 100. Dos 15 aos 19 anos, 350 homens morrem para cada 100 mulheres, e, dos 25 aos 29, são 348 para 100.

Segundo o IBGE, a grande diferença entre os mais jovens se deve ao alto número de óbitos por causas externas ou violentas, como homicídios e acidentes de trânsito, que atingem mais a população masculina.

A partir dos 24 anos o indicador começa a cair e, na faixa acima dos 81, o número de mulheres que morrem já supera o dos homens. O motivo, diz o IBGE, é a maior proporção de mulheres na população idosa.

Analfabetismo cai no Brasil, mas ainda é maior que no Zimbábue

A taxa de analfabetismo entre a população com 15 anos ou mais diminuiu 4 pontos percentuais entre 2000 e 2010, segundo os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) (...). O número caiu de 13,6% para 9,6%.

Na área urbana, o indicador passou de 10,2% para 7,3% da população. Já nas áreas rurais, ele teve uma melhora de 29,8% para 23,2%.

Nos Estados, a menor taxa de analfabetismo foi encontrada no Distrito Federal (3,5%) e a maior em Alagoas (24,3%).

As maiores quedas entre a população com 15 anos ou mais se deram no Norte (de 16,3% em 2000 para 11,2% em 2010) e no Nordeste (de 26,2% para 19,1%), mas também ocorreram reduções nas regiões Sul (de 7,7% para 5,1%), Sudeste (de 8,1% para 5,4%) e Centro-Oeste (de 10,8% para 7,2%).

Apesar do avanço, o índice de analfabetismo no Brasil ainda está acima do de muitos países. De acordo com dados de 2009 do Banco Mundial, a taxa de analfabetismo era de 8,14% no Zimbábue, país africano com PIB per capita igual a 5% do brasileiro.

A média mundial, segundo as estatísticas, foi de 16,32%. A menor taxa foi encontrada em Cuba (0,17%) e a maior no Chade (66,39%).


Escritora brasileira defende resgate da beleza na celebração da liturgia

"MISSA É COMO UM POEMA, NÃO SUPORTA ENFEITE NENHUM", diz Adélia Prado 


Escritora brasileira defende resgate da beleza na celebração da liturgia

Por Alexandre Ribeiro



Ao defender o esmero com as celebrações litúrgicas e a beleza como uma «necessidade vital» que deve permeá-las, a escritora brasileira Adélia Prado afirma que «a missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum».

«A missa é a coisa mais absurdamente poética que existe. É o absolutamente novo sempre. É Cristo se encarnando, tendo a sua Paixão, morrendo e ressuscitando. Nós não temos de botar mais nada em cima disso, é só isso», enfatiza.

Poeta e prosadora, uma das mais renomadas escritoras brasileiras da atualidade, Adélia Prado, 71 anos, falou sobre o tema da linguagem poética e linguagem religiosa essa quinta-feira, em Aparecida (São Paulo), no contexto do evento «Vozes da Igreja», um festival musical e cultural.

Ao propor a discussão do resgate da beleza nas celebrações litúrgicas, Adélia Prado reconheceu que essa é uma preocupação que a tem ocupado «há muitos anos». «Como cristã de confissão católica, eu acredito que tenho o dever de não ignorar a questão», disse.

«Olha, gente – comentou com um tom de humor e lamento –, têm algumas celebrações que a gente sai da igreja com vontade de procurar um lugar para rezar.»

Como um primeiro ponto a ser debatido, Adélia colocou a questão do canto usado na liturgia. Especialmente o canto «que tem um novo significado quanto à participação popular», ele «muitas vezes não ajuda a rezar».

«O canto não é ungido, ele é feito, fazido, fabricado. É indispensável redescobrir o canto oração», disse, citando o padre católico Max Thurian, que, observador no Concílio Vaticano II ainda como calvinista, posteriormente converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote.

Adélia Prado reforçou as observações, enfatizando que «o canto barulhento, com instrumentos ruidosos, os microfones altíssimos, não facilita a oração, mas impede o espaço de silêncio, de serenidade contemplativa».

Segundo a poeta, «a palavra foi inventada para ser calada. É só depois que se cala que a gente ouve. A beleza de uma celebração e de qualquer coisa, a beleza da arte, é puro silêncio e pura audição».

«Nós não encontramos mais em nossas igrejas o espaço do silêncio. Eu estou falando da minha experiência, queira Deus que não seja essa a experiência aqui», comentou.

«Parece que há um horror ao vazio. Não se pode parar um minuto». «Não há silêncio. Não havendo silêncio, não há audição. Eu não ouço a palavra, porque eu não ouço o mistério, e eu estou celebrando o mistério», disse.

De acordo com a escritora mineira (natural de Divinópolis), «muitos procedimentos nossos são uma tentativa de domesticar aquilo que é inefável, que não pode ser domesticado, que é o absolutamente outro».

«Porque a coisa é tão indizível, a magnitude é tal, que eu não tenho palavras. E não ter palavras significa o quê? Que existe algo inefável e que eu devo tratar com toda reverência.»

Adélia Prado fez então críticas a interpretações equivocadas que se fizeram do Concílio Vaticano II na questão da reforma litúrgica.

«Não é o fato de ter passado do latim para a língua vernácula, no nosso caso o português, não é isso. Mas é que nessa passagem houve um barateamento. Nós barateamos a linguagem e o culto ficou empobrecido daquilo que é a sua própria natureza, que é a beleza.»

«A liturgia celebra o quê?» – questionou –. «O mistério. E que mistério é esse? É o mistério de uma criatura que reverencia e se prostra diante do Criador. É o humano diante do divino. Não há como colocar esse procedimento num nível de coisas banais ou comuns.»

Segundo Adélia, o erro está na suposição de que, para aproximar o povo de Deus, deve-se falar a linguagem do povo.

«Mas o que é a linguagem do povo? É aí que mora o equívoco», – disse –. «Não há ninguém que se acerca com maior reverência do mistério de Deus do que o próprio povo».

«O próprio povo é aquele que mais tem reverência pelo sagrado e pelo mistério», enfatizou.

«Como é que eu posso oferecer a esse povo uma música sem unção, orações fabricadas, que a gente vê tão multiplicadas e colocadas nos bancos das igrejas, e que nada têm a ver com essa magnitude que é o homem, humano, pecador, aproximar-se do mistério.»

Segundo a escritora brasileira, barateou-se o espaço do sagrado e da liturgia «com letras feias, com músicas feias, comportamentos vulgares na igreja».

«E está tão banalizado isso tudo nas nossas igrejas que até o modo de falar de Deus a gente mudou. Fala-se o “Chefão”, “Aquele lá de cima”, o “Paizão”, o “Companheirão”.»

«Deus não é um “Companheirão”, ele não é um “Paizão”, ele não é um “Chefão”. Eu estou falando de outra coisa. Então há a necessidade de uma linguagem diferente, para que o povo de Deus possa realmente experimentar ou buscar aquilo que a Palavra está anunciando», afirmou.

Para Adélia Prado, «linguagem religiosa é linguagem da criatura reconhecendo que é criatura, que Deus não é manipulável, e que eu dependo dele para mover a minha mão».

Com esse espírito, enfatizou, «nossa Igreja pode criar naturalmente ritos e comportamentos, cantos absolutamente maravilhosos, porque verdadeiros».

Ao destacar que a missa é como um poema e que não suporta enfeites, Adélia Prado afirmou que a celebração da Eucaristia «é perfeita» na sua simplicidade.

«Nós colocamos enfeites, cartazes para todo lado, procissão disso, procissão daquilo, procissão do ofertório, procissão da Bíblia, palmas para Jesus. São coisas que vão quebrando o ritmo. E a missa tem um ritmo, é a liturgia da Palavra, as ofertas, a consagração… então ela é inteirinha.»

«A arte a gente não entende. Fé a gente não entende. É algo dirigido à terceira margem da alma, ao sentimento, à sensibilidade. Não precisa inventar nada, nada, nada», disse Adélia.

E encerrou declamando um poema seu, cujo um fragmento diz:

Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa,
o sangue sobre as toalhas,
seu lancinante grito,
ninguém”.


POEMA DA ESCRITORA


MISSA DAS 10 

Frei Jácomo prega e ninguém entende. 
Mas fala com piedade, para ele mesmo 
e tem mania de orar pelos paroquianos. 
As mulheres que depois vão aos clubes, 
os moços ricos de costumes piedosos, 
os homens que prevaricam um pouco em seus negócios 
gostam todos de assistir à missa de frei Jácomo, 
povoada de exemplos, de vida de santos, 
da certeza marota de que ao final de tudo 
uma confissão 'in extremis' garantirá o paraíso. 
Ninguém vê o Cordeiro degolado na mesa, 
o sangue sobre as toalhas, 
seu lancinante grito, 
ninguém. 
Nem frei Jácomo. 

Adélia Prado 

15 de novembro de 2011

A tragédia das drogas, por Osmar Terra*

O consumo de drogas atinge graves proporções no Brasil. É nosso maior problema de Saúde Publica e de Segurança. Milhões de brasileiros estão dependentes da cocaína e seus derivados, como o crack. Além disso, existem outros milhões de dependentes da maconha e dos estimulantes, como as anfetaminas, sem falar do álcool, que, por ser permitido, provoca transtornos físicos e mentais em mais pessoas do que todas as outras drogas somadas. Adoecem e morrem mais brasileiros vitimados, direta ou indiretamente, pelas drogas que de qualquer outra doença infecciosa ou epidemia, principalmente os jovens. A maioria dos homicídios, suicídios e acidentes de trânsito com mortes no Brasil estão neste contexto trágico.

Não podemos ignorar que as drogas afetam e modificam de forma quase irreversível redes cerebrais específicas, que controlam o prazer, a motivação e os desejos. A capacidade de raciocinar e de entender o que acontece ao redor fica severamente comprometida. Com um tempo relativamente curto de uso, se instala uma doença crônica de cura dificílima. E quanto menor a faixa etária em que as drogas começam a ser usadas, maior será a dificuldade de tratamento. Nos últimos anos assistimos, espantados, ao crescimento absurdo das cracolândias, nas maiores cidades, criando territórios livres para o consumo desenfreado de drogas. E elas são apenas a ponta do iceberg.

O Brasil, diferentemente de outros países, tem a peculiaridade de fazer fronteira com os maiores produtores de cocaína do mundo (Bolívia, Peru e Colômbia), todos com enormes excedentes de produção. Nosso vizinho Paraguai trabalha com uma grande produção de maconha, com altíssimos teores de THC, capaz de causar dependência em pouquíssimo tempo. Nossas fronteiras, ainda desguarnecidas, permitem a entrada de quantidades colossais de drogas todos os dias. Prova disso é que o consumo do crack foi multiplicado muitas vezes nos últimos cinco anos. As apreensões de drogas aumentaram muito, mas o preço continua o mesmo de cinco anos atrás.

Mia difícil ainda ficará esse controle com os enormes cortes feitos no orçamento das Forças Armadas e da Polícia Federal. Até agora, as ações governamentais têm sido reduzidas e não têm causado impacto significativo na diminuição do problema.

O Governo Federal anunciou, em duas ocasiões nos últimos 14 meses, propostas de enfrentamento às drogas. Após os anúncios, porém, nada de significativo aconteceu. Dos insuficientes R$ 410 milhões previstos para esse fim, em maio de 2010, menos de 20% foi executado até agora, como revelou o Correio Brasiliense.

Apesar da Presidente Dilma sinceramente priorizar o assunto, pouca coisa acontece. Primeiro, pela escassez de recursos. Depois, pelo viés ideológico de quem está encarregado da execução dessas políticas, no segundo escalão governamental.

Com a experiência de quem colaborou na criação de um Programa Estadual de enfrentamento às drogas, em especial ao crack, como secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, posso afirmar que existem gargalos criados pelas políticas federais (ou pela ausência delas), e pela legislação atual, que dificultam muito esse enfrentamento.

Foi baseado nessa vivência que propus o Projeto de Lei nº 7663/2010, já aprovado na Comissão de Seguridade e Família da Câmara dos Deputados, como uma contribuição para o debate. Ele tem o objetivo de balizar propostas concretas de Políticas Públicas que, realmente, causem impacto e transcendam governos, reduzindo a epidemia e garantindo tratamento mais rápido e adequado aos dependentes das drogas de uma maneira geral. Liberar qualquer droga, além do que já está legalizado, equivale a ampliar a disseminação dos vírus de muitas epidemias livremente. Isso só aumentará o número de doentes. Legalizar e aumentar a oferta das drogas, sejam quais forem, só irá priorizar a tragédia atual. Ruim como está, muito pior ficará com a legalização.

É necessário, com a maior urgência, responder a este grave problema de saúde e de segurança em toda a sua complexidade, nas políticas públicas e na lei, endurecendo as penas para o tráfico, garantindo o tratamento adequado aos usuários e restringindo ao máximo o acesso às drogas. E temos que trabalhar com as evidências científicas e não com o “achismo”. E temos que agir com presteza diante de uma tragédia que anula socialmente milhões de brasileiros e mata dezenas de milhares de jovens todos os anos em nosso país.


* Osmar Terra é médico, mestre em neurociências pela PUC-RS, ex-secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, deputado federal (PMDB/RS).

Fonte: www.osmarterra.com.br

14 de novembro de 2011

POR JESUS


Enaltecer
Jesus em
nossa vida!
Fazer Dele
o norte a
ser seguido!
Tanto se fala, que ao final se cansa,
Pois não se encontra eco ou guarida. O que
fazer, então, com a descrença,  que açoita a
vida  e deturpa o mundo?   Ser como João
pregando no deserto    ou  lutar   sempre até
que o verbo vença?
Só posso entrever
uma saída para o
dilema atroz  que
atordoa: prometo
ser eu mesma  o
exemplo, fazendo
do altruísmo  a
bandeira, servindo,
em lugar  de ser
servida e ter meu
coração como Seu
Templo.

Rachel dos Santos Dias