10 de agosto de 2017

“Coragem! Sou eu! Não tenhais medo!”

Estimados irmãos e irmãs. Deus seja louvado pelas maravilhas que realiza na história. Neste segundo Domingo do mês vocacional a Igreja reza pela vocação familiar e celebra o dia dos pais.

Gostaria de convidar você mais uma vez a refletirmos, iluminados pela Palavra de Deus, sobre alguns valores que as famílias não podem abrir mão e que devem transmitir aos seus descentes. Os pais não podem se eximir das responsabilidades como primeiros educadores dos valores e da fé.

No Evangelho (Mateus 14,22-33) os discípulos estão em alto mar e a barca é agitado pelas ondas fortes. No meio desta agitação e insegurança vem o Mestre ao encontro deles.

Vamos pensar a barca como sendo nossas famílias. O mar é o mundo. As ondas contrárias são todas as situações que querem destruir nossas famílias. São muitos contra valores que atingem em cheio nossos lares e as vezes parece que vão fazer a barca afundar.

Os discípulos em um primeiro momento pensaram que era um fantasma que vinha em direção deles. Quando não temos uma visão clara de Deus e dos valores do Evangelho, pensamos o mesmo. Ficamos ainda mais apavorados porque pensamos que Deus nos abandonou. Somos nós que abandonamos Ele.

Nos momentos de provação, tem os Pedros da vida que querem provar a existência de Deus. Querem saber se realmente é Ele e por duvidarem afundam. Não é Deus que tem que dar provas da sua existência e do seu amor por nós. Mas somos nós que devemos fazer as coisas para agradá-lo. Alias, Ele já nos provou seu amor para conosco na Cruz.

Jesus percebe a pouca fé de Pedro e estende a mão para socorrê-lo. Nos momentos de dificuldade, quando tudo parece perdido; quando estamos afundando é o próprio Cristo que estende a sua mão e vem em nossa direção para nos socorrer pois Ele conhece as nossas fraquezas e o nosso coração.

Nossas famílias precisam cultivar e resgatar sempre a importância da oração. Os pais tem o dever de ensinar seus filhos a rezar. Infelizmente muitos se omitem nesta missão. Assim como Elias encontra o Senhor na brisa suave (1ª Leitura 1Rs 19,9a.11-13a) as famílias precisam do seu momento para estar com o Senhor a fim de escutar sua palavra e saber por onde caminhar.

Vemos o mundo mergulhado na vergonhosa corrupção e crescente sempre mais as forças do mal, como a violência, ódio, drogas etc. Precisamos fazer com que nossas crianças acreditem e construam, instruídos por nós, um mundo de mais justiça, paz, igualdade, respeito. Não podemos pensar que o mal é normal; que as coisas erradas se tornem certas. Valores não tem prazo de validade.

Que o Senhor abençoe a missão das nossas famílias para que sejam cada vez mais um santuário onde a vida possa se desenvolver em todos os aspectos.

Abençoado Domingo e Feliz dia aos pais. Deus abençoe todas as famílias.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.

3 de agosto de 2017

ESTE É O MEU FILHO AMADO! ESCUTAI-O!

Estimados irmãos e irmãs. A Igreja no Brasil celebra agosto como o mês Vocacional. Oportunidade para refletirmos sobre a nossa vocação. Cada um recebeu de Deus um chamado e é convidado a responder com amor e determinação. Deus não aceita meias palavras, meia decisão. Ou sim, ou não! Quem diz sim, é feliz para sempre. Não podemos fugir do amor de Deus.

Quando Deus pensou em nós, quando Ele quis que nós nascêssemos, já pensou para nós um caminho de felicidade. Uma forma pela qual nós o servimos e demostramos seu amor para conosco. Por isso, não estamos aqui por um simples acaso. Estamos aqui por desígnio e determinação de Deus que nos ama e quer a nossa felicidade.

Hoje a Igreja celebra a festa da Transfiguração do Senhor. Deus Pai apresenta Jesus como seu Filho amado, como aquele que cumpre fielmente a sua vontade e por isso lhe agrada. Jesus é aquele que deve ser escutado por todos, pois Ele nos revela a vontade do Pai, o sonho do Pai que é vida para todos construindo o seu Reino.

Jesus continua manifestando a sua glória através da Eucaristia e quando o buscamos de coração sincero. Ele vem ao nosso encontro, pois deseja que sejamos salvos pelo seu amor.

Neste primeiro Domingo rezamos pelos sacerdotes. Recordamos esta vocação singular na Igreja, pois todos os que recebem o grau da Ordem tem a missão ainda maior de amar a Jesus Cristo e de transmitir fielmente seus ensinamentos. Pelo poder o Espírito Santo o sacerdote pode consagrar e perdoar em nome de Deus, o que mais ninguém pode fazer. Isso tudo não por mérito destes homens pecadores, mas por graça e misericórdia de Deus.

O que seria do mundo sem a Eucaristia e o perdão? Haveria ainda mais trevas, tristeza, dor, angústia. Não saberíamos por onde caminhar e vacilaríamos com maior facilidade na fé. A Eucaristia é o alimento do céu, Jesus que se faz pão, para alimentar a nossa fé e nos fortalecer na caminhada. Só podemos ter Eucaristia onde tem sacerdote.

É por isso que a Igreja, todos os fieis que são a Igreja, devem rezar incessantemente pedindo mais sacerdotes santos. Devemos também agradecer a Deus por ter concedido esta vocação na sua Igreja e através da qual ajuda a santificar o mundo.

O poder que o sacerdote recebe, transmitido pela Igreja que o recebeu de Jesus Cristo, só pode ser exercido enquanto ele estiver em comunhão com a Igreja. Não é um poder que pode ser usado para qualquer coisa, mas para os fins pelos quais eles foram constituídos. O Espírito Santo continua acompanhando os seus servos para que eles sejam fieis.



Aproveito também para manifestar a alegria de ter sido chamado por Deus a esta vocação por sua misericórdia e não pelos meus méritos. Sou testemunho quanto o Senhor tem feito em mim e através de mim e isso me alegra. Pesa também a responsabilidade de corresponder com fidelidade a esta vocação, dom do Pai. Ai de mim se não corresponder. Quero viver sempre este chamado na alegria, pois em Deus não há tristeza.

Continuemos rezando pela santificação dos sacerdotes. Para que o amor de Cristo que nos amou, continue nos transfigurando e transfigurando o mundo.

Abençoado Domingo e uma semana de paz e alegria.

Saudações,
Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

27 de julho de 2017

O REINO DOS CÉUS É COMO UM TESOURO

Estimados irmãos e irmãs. Estamos no 17º Domingo do Tempo Comum e desejamos mais uma vez que as bênçãos de Deus estejam em nossa vida, em nossas famílias e em nossos corações. Com a sua graça generosa e santificante podemos viver melhor a nossa fé.

A Palavra de Deus deste Domingo nos faz pensar em primeiro lugar o que pedimos a Deus em nossas orações. O que você pode a Deus quando reza? Ainda nos ajudará a avaliarmos sobre o valor que damos para as coisas de Deus. Onde investimos a maior parte das nossas forças e energias. Deixemos que esta Palavra nos transforme.

Normalmente, em nossa oração, pedimos a Deus muitas coisas boas e bonitas, a partir do nosso ponto de vista. Queremos dinheiro, casa, carro, saúde, viagens etc. Coisas necessárias para nossa vida. Porém, a Palavra de Deus nos ensina que antes disso, devemos pedir a Deus, a exemplo de Salomão, a sabedoria. Sim, o nosso primeiro pedido a Deus deve ser sabedoria e santidade.

Vejamos a oração que Salomão dirige a Deus (1ª Leitura: 1Rs 3,5.7-12): “Dá, pois, ao teu servo, um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal”. E a resposta do Senhor a esta oração: “Já que não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti, nem haverá depois de ti”.

Quem dera que a nossa oração fosse sempre assim. Pedir a Deus sabedoria para administrar bem o que Ele nos dá. Somente com a sabedoria divina conseguiremos viver bem, pois ela nos mostra o que nos convém e o que não nos convém, por onde devemos andar, como devemos viver, as decisões que devemos tomar. Não adiante ter muito e não saber administrar. E o que temos deve nos levar para Deus e não nos afastar dele.

Quando buscamos seguir com fidelidade, sua palavra nos dá a garantia (2ª Leitura: Rm 8,28-30) de que “tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus!” Verdade! Deus nos dá tudo o que precisamos para viver bem, porém nem sempre compreendemos o que Ele nos dá e queremos aquilo que satisfaça os nossos desejos.

Podemos nos perguntar: Por que buscar a Deus e sua Sabedoria? Porque ela é o maior tesouro que podemos ter. Sabemos que estamos aqui de passagem. Não ficaremos para sempre. Por isso não adianta se preocupar apenas com os bens materiais. Eles são importantes para nossa vida, mas não devem ser o centro dela. O foco sempre deve estar no amor de Deus e não em nós mesmos.

Pelo Reino de Deus, Reino dos Céus, como nos diz Jesus (Evangelho Mt 13,44-52) devemos ser capazes de deixar tudo, pois nada é mais importante. Quando nos encontramos com Jesus Cristo, devemos ter a capacidade de deixar tudo, renunciar a tudo, pois Ele é a nossa única riqueza. Quando Jesus não é o tesouro da nossa vida, teremos desejo das outras coisas. Estaremos focados apenas nos bens e não na sabedoria. Nossas orações serão sempre uma grande lista de pedidos intermináveis que nos cansam e dão a impressão de que Deus não nos ouve.

Vamos purificando a nossa fé porque somente assim saberemos e entenderemos o que nos convém e não faremos dos momentos de orações apenas petições para satisfazer nossos desejos, como crianças mimadas, mas um momento de intimidade com o Senhor e crescimento espiritual. Deus não é nossa babá e não podemos transformá-lo nisso. Ele nos dá tudo, contanto que busquemos a Ele de coração sincero deixando que nos conduza com a sua sabedoria.

O único tesouro pelo qual vale a pena investir tudo, é Jesus Cristo. Ninguém pode tirar Ele de nós. Não nos roubarão. Somente nós podemos afastá-lo do nosso coração. Por isso, não deixe Deus em segundo pleno na tua vida.

Que a Sabedoria do Senhor esteja sobre nós e nos conduza.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

26 de julho de 2017

A Fábula dos dois Lobos


A Fábula dos dois Lobos (dos índios Cherokee)
Certo dia, um jovem índio cherokee chegou perto de seu avô para pedir um conselho. Momentos antes, um de seus amigos havia cometido uma injustiça contra o jovem e, tomado pela raiva, o índio resolveu buscar os sábios conselhos daquele ancião.
O velho índio olhou fundo nos olhos de seu neto e disse:
“Eu também, meu neto, às vezes, sinto grande ódio daqueles que cometem injustiças sem sentir qualquer arrependimento pelo que fizeram. Mas o ódio corrói quem o sente, e nunca fere o inimigo. É como tomar veneno, desejando que o inimigo morra.”
O jovem continuou olhando, surpreso, e o avô continuou:
“Várias vezes lutei contra esses sentimentos. É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não faz mal a ninguém. Seu olhar é forte como alegria, esperança, serenidade, paz, humildade, empatia, bondade, generosidade, verdade, perdão, compaixão, harmonia e fé. Ele vive em harmonia com todos ao seu redor e não se ofende. Ele só luta quando é preciso fazê-lo, e de maneira reta.”
“Mas o outro lobo é mau… Este é cheio de raiva. A coisa mais insignificante é capaz de provocar nele um terrível acesso de raiva. Ele briga com todos, o tempo todo, sem nenhum motivo. Seus dentes são fortes como raiva, inveja, ciúme, tristeza, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho, superioridade e ego.
Sua raiva e ódio são muito grandes, e por isso ele não mede as consequências de seus atos. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar nada.
Às vezes, é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito. ”
O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou:
- “E qual deles vence? ”
- Ao que o avô sorriu e respondeu baixinho:
-“Aquele que eu alimento. ”
– Qual deles você alimenta?

21 de julho de 2017

O REINO DOS CÉUS É COMO...

Estimados irmãos e irmãs. Chegamos a mais um Domingo e nos alegramos ainda mais pois podemos celebrar juntos a nossa fé. A comunidade reunida em nome do Senhor celebra as maravilhas que Ele mesmo opera na história a fim de que sejamos mais santos.

O Evangelho (Mt 13,24-43) deste 16º Domingo do Tempo Comum por três vezes traz a expressão “O Reino dos Céus é como” dando a entender que ele está sempre em construção. Não é uma realizada acabada, mas ele vai sendo concretizado nas ações boas de cada dia que realizamos.

Na primeira e na segunda parábola que Jesus conta, Ele fala da ação do homem, ou seja, de cada pessoa, que é chamada a semear. Todos nós somos chamados a semear as sementes boas, pois as más o inimigo se encarrega de fazê-lo. É missão de todo o batizado semear as boas sementes que estão em nosso coração para que este mundo possa ver acontecer e crescer o Reino de Deus.

Muitos pais e educadores já se perguntaram? Por que meu filho (ou educando) não segue as coisas boas que eu ensinei? A resposta Jesus nos dá na Parábola: “enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou o joio no meio do trigo, e foi embora”. É isso mesmo que acontece, caros pais e educadores. Enquanto nós semeamos as sementes boas, o inimigo, e tantos que infelizmente servem a ele, semeiam as sementes ruins. O que devemos fazer? Arrancar os brotos das sementes ruins é a solução? Mais uma vez Jesus nos responde: “Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita”.

Ficamos chateados quando vemos que o joio parece crescer com mais força e vigor do que o trigo. Atitudes bruscas não irão resolver nada. Querer arrancar o joio repentinamente pode não ser o melhor caminho. Querer que nossos jovens, adolescentes renunciem as coisas erradas que aprendem de uma vez, nem sempre vai ser a melhor solução. Muitos se revolvam com isso e não querem mais nos escutar. Precisamos, assim como o Mestre nos orienta, saber o tempo certo da colheita e assim separar uma coisa da outra. Pode ser ainda que a própria pessoa se dê conta de que está no caminho errado e comece a arrancar o joio que foi semeado em seu coração. Quantas vezes vemos isso acontecer. Esse processo pode demorar algum tempo.

Convivemos entre estas duas forças que estão em constante tensão no mundo: o bem e o mal. O noticiário que diariamente escutamos dão a impressão que o mal está vencendo. Mas não é verdade. As pessoas que diariamente propagam somente estas notícias, são também em parte causadoras de todos esses males. Eles mesmos deixam-se usar pelos inimigos e nos tiram aparentemente as forças para lutarmos contra ele. Muitas telenovelas, filmes e programas de humor são escolas do demônio e para completar bombardeiam as notícias ruins para causar medo nas pessoas e tentar mostrar que de nada vale ser uma pessoa do bem. Vemos isso também no cenário político. Aparentemente muitos que roubam dinheiro público estão se dando bem. Mas não será sempre assim. A justiça humana pode ser manipulada, mas a divina não. De nada adianta ganhar o mundo, mas perder a vida.

Queridos irmãos e irmãs. Temos em nossas mãos a possibilidade de mudar tudo isso acreditando na força do bem, pois ela vem de Deus, e fazendo com que a mesma não perca a força de transformação que carrega em si mesma.

Você vê o processo que a semente faz para germinar e dar vida a uma nova planta? Depois de misturado a massa, o fermento aparentemente desaparece, mas não perde a sua força. Ele faz a massa levedar. Porém, precisa ser colocado na medida certa e a levedação não acontece em segundos. Tem que esperar. Quando adoças um café, consegues ver ainda o açúcar? Não! Mas sabes bem quando um café está doce ou não. Assim é a força do bem. Assim são as sementes do Reino que lançamos com o nosso testemunho e esforço diário de educar. Não as vemos crescer e talvez nunca as veremos produzir frutos. Mas tenha certeza, elas produzirão. Não cabe a nós determinar quando e como ela produzirá os frutos, mas ela produzirá, pois vem de Deus e o bem sempre vence o mal.

Quando semeamos uma semente boa num coração, colocamos aí a esperança que não tem prazo de validade. Estas sementes, as vezes sufocadas pelo joio, vão germinando e aos poucos produzirão seus frutos. Todo o mal, como diz Jesus, e aqueles que o propagam, serão eliminados no tempo de Deus.

Então, não vamos desanimar. Peçamos sempre ao Espírito Santo, que ora em nós e por nós (cf segunda leitura de Rm 8,26-27), para que nos dê forças, sabedoria, coragem para vencer todos os males e jamais deixar de acreditar no bem. Não podemos deixar que o inimigo tire de nós a esperança, a alegria de ser cristão, filho/a amado/a de Deus e as forças para continuarmos semeando.

O livro da Sabedoria (1ª Leitura de hoje 12,13.16-19) nos anima com esta certeza: “Não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas”. E com o salmista (Salmo 85) exclamamos: “Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel”.

Na Palavra, na Eucaristia e na comunidade cristã reunida, encontramos as forças para vencer o mal. Não tenhamos medo, pois não estamos sozinhos. Eis que o Senhor está conosco todos os dias e conta com a nossa ajuda semeando sempre o bem, pois Ele nos fez bons e para o bem ungindo-nos com o seu Espírito Santo e nos consagrando para esta missão.

Abençoado Domingo e uma semana de muita semeadura!

Saudações.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.

13 de julho de 2017

O PODER DA PALAVRA DE DEUS

Queridos irmãos e irmãs. Eis-nos aqui rezando e refletindo a Palavra de Deus com o seu grande poder de realizar tudo aquilo que diz. Ela nos anima, consola, renova, desafia, transforma, santifica. Tem o poder de realizar tudo isso porque é Palavra de vida eterna, Palavra de Deus!

Na primeira Leitura do Livro do Profeta Isaías (55,10-11) o próprio Senhor diz: “assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la”. Tudo o que o Senhor deseja, assim será, pois a sua Palavra é verdadeira e consacratória, como dizia São João Calábria, ou seja, realiza o que diz.

Esta Palavra, amados irmãos e irmãs, é semeada em nosso coração todos os dias quando a lemos e meditamos. Ela, como já dissemos, tem o poder de nos transformar tornando-nos cada dia melhores filhos e filhas de Deus. Nela encontramos as orientações para que a nossa vida seja vivida com mais sabedoria. Sábio é aquele que medita e vive a Palavra de Deus.

O Senhor está sempre com o coração aberto e fala para nós, pois Ele é Pai que deseja ensinar seus filhos a verdadeira sabedoria. Nosso coração precisa estar atento para colher esta Palavra, pois do contrário, ela não produzirá os frutos necessários. Isso Jesus nos ensina na Parábola narrado pelo evangelista Mateus (13,1-23).

A fala do Mestre inicia indicando ação que o Pai realiza nos terrenos dos corações dos seus filhos e filhas: “O semeador saiu para semear”. Ele continua semeando e semeia com generosidade mesmo sabendo que as vezes nós não acolheremos esta Palavra e não deixaremos que ela produza os frutos.

Como está o nosso coração? Temos cuidado dele para que não seja contaminado por tantas coisas negativas? As vezes fazemos do nosso coração uma lata de lixo, jogando para dentro dele tudo o que não presta. Deveríamos sempre guardar as coisas boas, aquilo que nos edifica, anima, encoraja, santifica. Deus não quer a tristeza e nem o desânimo dos seus filhos e filhas. Ao contrário, Ele deseja a nossa felicidade e o nosso bem. Ele tudo realiza para que nós sejamos alegres e realizados. Deus não nos colocou neste mundo para vivermos infelizes.

Sabemos que a nossa vida é feita de escolhas e as escolhas tem consequências concretas no dia a dia. Colhemos os frutos das nossas escolhas sejam elas certas ou erradas. Colhemos ainda os frutos das escolhas errôneas ou acuradas que o mundo faz, outras pessoas fazem, porque vivemos em comunhão com tudo e com todos e quando fazemos algo bom ou ruim isso repercute em nós mesmos e no mundo.

Por que escolhemos errado? Muito provavelmente erramos nas escolhas quando elas são feitas somente a partir do nosso ponto de vista ou embasadas em nossos sentimentos e desejos. Quando deixamos a Palavra de Deus em segundo plano. Quantas e quantas vezes escolhemos as coisas erradas mesmo sabendo que elas estão erradas porque damos ouvido ao nosso egoísmo. Depois reclamamos das consequências.

Exemplos de escolhas erradas. A Palavra nos ensina a perdoar. Rezamos para que Deus nos perdoe assim como nós perdoamos... Mesmo assim ainda guardamos ódio, rancor, raiva das pessoas. A Palavra diz que Deus é amor e quem permanece no amor em Deus permanece e Deus permanece nele. Ainda assim amamos geralmente aqueles que nos agradam, que fazem o que queremos e como queremos. Aprendemos da Palavra que devemos partilhar. A falta de partilha gera exclusão, miséria, sofrimento. Sabemos, mas as vezes não fazemos. Assim poderíamos enumerar muitos outros exemplos.

Preparemos bem o nosso coração para que saiba acolher a Palavra com alegria e deixar que ela produza todos os frutos de que necessitamos para viver melhor a nossa fé. Tiremos as pedras que deixam nosso coração duro e sem vida; os espinhos que sufocam a Palavra. Peçamos a cura do desinteresse pela Palavra, assim como aqueles que permanecem na beira do caminho, sem querer caminhar e se comprometer com a vida, com as coisas de Deus. As vezes queremos uma fé sem compromisso e um Deus que tudo faz por nós, como se Ele fosse nosso escravo.

Que a Palavra de Deus permaneça em nossos lábios, em nosso coração e em nossa mente. Amém!

Deus abençoe a todos nós!

Saudações

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

8 de julho de 2017

37 anos da visita do Papa João Paulo II

VIAGEM APOSTÓLICA DO SANTO PADRE AO BRASIL
(30 DE JUNHO - 12 DE JULHO DE 1980)

VISITA DO PAPA JOÃO PAULO II
AO LEPROSÁRIO DE MARITUBA

Belém (Pará), 8 de Julho de 1980

Queridos filhos

1. Desde que anunciei minha viagem ao Brasil e durante a preparação desta viagem, recebi de várias Colônias de hansenianos deste País um bom número de cartas convidando-me para uma visita. Deus sabe quanto gostaria de fazê-lo. Vindo aqui a Marituba, encontrando-vos e saudando-vos com afeto de pai, é como se visitasse nesta hora todas as colônias dos hansenianos do Brasil. Chegue a eles minha palavra para dizer-lhes quanto os estimo, quanto penso neles e rezo por eles.

Bendito seja Deus que nos concede a graça deste encontro. de fato uma graça para mim poder, como o Senhor Jesus de Quem sou ministro e representante, ir ao encontro dos pobres e doentes pelos quais Ele teve verdadeira predileção. Não posso, como Ele, curar os males do corpo mas Ele me dará, por sua bondade, a capacidade de dar algum alívio aos espíritos e corações. Neste sentido desejo que este encontro seja uma graça para vós também. em nome de Jesus que estamos aqui reunidos: que Ele esteja no meio de nós como prometeu (cf. Mt 18, 20).

2. Encontrando-se pela primeira vez e desejando fazer amizade as pessoas costumam apresentar-se. Será que preciso fazê-lo? Já sabeis o meu nome e tendes uma porção de informações sobre a minha pessoa. Mas já que pretendo fazer amizade convosco, faço a minha apresentação: venho a vós como missionário mandado pelo Pai e por Jesus para continuar a anunciar o Reino de Deus que começa neste mundo mas só se realiza na eternidade, para consolidar a fé de meus irmãos, para criar uma profunda comunhão entre todos os filhos da mesma Igreja. Venho como ministro e indigno Vigário de Cristo para velar sobre a sua Igreja; como humilde sucessor do Apóstolo Pedro, Bispo de Roma e Pastor da Igreja Universal.

A Simão Pedro, apesar de fraco e pecador como toda criatura humana, o Senhor Jesus havia declarado em um momento solene que sobre ele como sobre uma Rocha firme haveria de construir a Igreja (Mt 16, 18). Prometeu-lhe também as chaves do Reino com a garantia de que seria ligado ou desligado no céu tudo quanto ele ligasse ou desligasse na terra (cf.Mt 16, 19). Já para voltar ao Pai é ainda a Pedro que ele dirá: “Apascenta minhas ovelhas, apascenta meus cordeiros”(cf. Jo 21, 15ss). Venho como sucessor de Pedro: herdeiro da misteriosa e indescritível autoridade espiritual que lhe foi conferida, mas também da tremenda responsabilidade a ele atribuída. Como Pedro aceitei ser Pastor universal da Igreja desejoso de conhecer, amar, servir todos os membros do rebanho a mim confiado. Aqui estou para conhecer-vos. Devo dizer que é grande o meu afeto por todos e cada um. Estou certo de poder servir-vos de alguma maneira.

3. E vós, quem sois? Para mim sois antes de tudo pessoas humanas ricas de uma dignidade imensa que a condição de pessoa vos dá, ricos cada um da fisionomia pessoal, única e irrepetível com que Deus o fez. Sois pessoas resgatadas pelo sangue daquele a Quem gosto de chamar, como fiz em minha carta escrita à Igreja inteira e ao mundo: o “Redentor do homem”.

Sois filhos de Deus, por Ele conhecidos e amados. Sois já e sereis de agora em diante para sempre meus amigos, amigos muito caros. Como a amigos gostaria de deixar-lhes uma mensagem por ocasião deste encontro que a Providência divina me permite ter convosco.

4. Minha primeira palavra só pode ser de conforto e de esperança. Bem sei que, sob o peso da doença, temos todos a tentação do abatimento. Não é raro perguntar-nos com tristeza: por que esta enfermidade? Que mal fiz eu para recebê-la? Um olhar a Jesus Cristo na sua vida terrena e um olhar de fé, à luz de Jesus Cristo sobre a nossa própria situação, muda nossa maneira de pensar. Cristo Filho de Deus inocente conheceu na própria carne o sofrimento. A Paixão, a Cruz, a morte na cruz o provaram duramente: como anunciara o Profeta Isaías, Ele ficou desfigurado, sem aparência humana (Is 53, 2). Ele não velou nem escondeu seu sofrimento, antes, quando esse era mais atroz pediu ao Pai que afastasse o cálice (cf. Mt 26, 39). Mas uma palavra revelava o fundo do seu coração: “Não se faça a minha vontade mas a Tua!”(Lc 22, 42). O Evangelho e todo o Novo Testamento nos dizem que assim acolhida e vivida a Cruz se tornou redentora.

Não é diverso em nossa vida. A doença é na verdade uma cruz, cruz por vezes bem pesada, provação que Deus permite na vida de uma pessoa, dentro do mistério insondável de um desígnio que foge à nossa capacidade de compreensão. Mas não deve ser olhada como uma fatalidade cega. Nem é forçosamente e em si mesma uma punição. Não é algo que aniquila sem deixar nada de positivo. Ao contrário, ainda quando pesa sobre o corpo, a cruz da doença carregada em comunhão com a de Cristo se torna também fonte de salvação, de vida ou de ressurreição para o próprio doente e para os outros, para a humanidade inteira. Como o Apóstolo Paulo, vós também podeis dizer que completais no vosso corpo aquilo que falta à Paixão de Cristo em benefício da Igreja (cf. Col 1, 24).

Estou certo de que, vista sob essa luz, a doença, mesmo dolorosa e humanamente mortificante, traz consigo sementes de esperança e motivo de reconforto.

5. Minha segunda palavra é um pedido mas ainda mais um convite e um estímulo: não vos isoleis por motivo de vossa enfermidade. Todos aqueles que com dedicação, amor e competência se interessam por vós, talvez até consagrando-vos todo o seu talento, tempo e energias, insistem que nada é melhor do que sentir-vos profundamente inseridos na comunidade dos outros irmãos e não cortados dela. A esses irmãos nós dizemos com a força da convicção: procurai conhecer vossos irmãos hansenianos, ficai próximos a eles, acolhei-os, colaborai com eles, acolhei e procurai sua colaboração. Mas a vós devemos dizer: não recuseis por qualquer motivo inserir-vos no ambiente que vos circunda e que se abre a vós. Senti-vos membros em maior plenitude possível da comunidade humana que cada vez mais toma consciência de que precisa de vós como precisa de cada um de seus membros.

A esta comunidade podeis oferecer, no plano humano, a contribuição dos dons que recebestes de Deus. Dentro dos limites naturais é bastante amplo e variado o campo dessa possível colaboração. No plano sobrenatural que é o da graça, quis recordar-vos há pouco que, em comunhão com o mistério da Cruz de Cristo, a cruz de vossa doença se torna manancial de graças, de vida e de salvação. Seria pena desperdiçar por qualquer motivo este manancial de graças de Deus. Que ele sirva para muitos, sobretudo para a Igreja. Estando na Amazônia onde é intenso e frutuoso o trabalho missionário cujos frutos vós mesmos recebeis, me atreveria a pedir: fazei de vossa condição de doentes um gesto missionário de imenso alcance transformando-a em fonte da qual os missionários podem haurir energias espirituais para seu trabalho.

6. Minha terceira palavra é de confiança: o Papa, junto com toda a Igreja vos estima e vos ama. O Papa assume diante de vós e convosco o compromisso de fazer tudo quanto puder por vós e em vosso favor. O Papa, embora partindo para novas tarefas no quadro desta visita e de sua exigente missão, permanece espiritualmente convosco: queira o querido irmão Dom Aristides Pirovano, vosso grande amigo, queiram os médicos, enfermeiros, assistentes que aqui se devotam, ser os representantes do Papa junto de vós fazendo tudo o que ele faria e como ele faria se pudesse aqui permanecer. Por minha vez quero contar convosco: como peço a ajuda das orações dos monges e monjas e de tantas pessoas santas para que o Espírito Santo inspire e dê forças ao meu ministério pontifical, assim peço também a ajuda preciosa que pode vir da oferta de vossos sofrimentos e de vossa doença. Que esta oferta se una às vossas orações, melhor ainda se transformem em oração por mim, por meus diretos colaboradores, por todos os que me confiam suas aflições e penas, suas necessidades e intenções.

Mas porque não começar logo esta oração?

Senhor, com a Fé que nos destes, vos confessamos
Deus todo poderoso, nosso Criador e Pai providente,
Deus de esperança, em Jesus Cristo, nosso Salvador,
Deus de amor, no Espírito Santo, nosso Consolador!

Senhor confiantes nas vossas promessas que não passam,
queremos vir sempre a Vós, buscar alívio na dor.
Contudo, discípulos de Jesus, não se faca como queremos.
Faça-se a vossa vontade, em todo o nosso viver!

Senhor, agradecidos pela predileção de Cristo
pelos hansenianos que tiveram a dita de O contatar,
vendo-nos neles... vos agradecemos também os favores
em tudo o que nos ajuda, alivia e conforta:
vos agradecemos pela medicina e pelos médicos,
pela assistência e pelos enfermeiros, pelas condições de vida,
pelos que nos consolam e por nós são consolados,
pelos que nos compreendem e aceitam, e pelos outros.

Senhor, concedei-nos paciência, serenidade e coragem;
concedei-nos viver uma caridade alegre, por vosso amor,
para com quem sofre mais do que nós e para com outros que,
não sofrendo, não têm esclarecido o sentido da vida.

Senhor, queremos que nossa vida possa ser útil, servir:
para louvar, agradecer, reparar e impetrar, com Cristo,
pelos que vos adoram e pelos que não vos adoram, no mundo,
e pela vossa Igreja, espalhada por toda a terra.

Senhor, pelos méritos infinitos de Cristo, na Cruz,
“Servo sofredor” e Irmão nosso, ao qual nos unimos,
vos pedimos por nossas famílias, amigos e benfeitores,
pelo bom resultado da visita do Papa e pelo Brasil. Amém.


6 de julho de 2017

APRENDEI DE MIM, PORQUE SOU MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO

Estimados irmãos e irmãs. Com a graça de Deus chegamos a mais um final de semana. Bom podermos nos reencontrar na casa do Senhor e assim manifestar a Ele o nosso louvor e aprender com a sua Palavra.

É de fundamental importância que todos os que estão envolvidos na preparação da santa Missa sempre façam tal preparação iluminados pela Palavra de Deus correspondente ao dia. Muitos escolhem cantos e preparam ambiente sem estar iluminados pela Palavra que permeará o que será celebrado.

Ainda tem grupos de cantos e cantores que escolhem para as celebrações cantos que acham ser bonitos ou que gostam. Este não é o critério para a escolha de cantos. Sempre devem estar em consonância com a Palavra de Deus, pois eles visam ajudar a comunidade a celebrar melhor o mistério Pascal. Nem todos os cantos, chamados de ‘bonitos’, são litúrgicos. Em vez de ajudar, podem até desfocar o objetivo sagrado da santa Missa.

Seria muito bom se todas as pessoas da comunidade pudessem se reunir em algum momento da semana para rezar e partilhar a Palavra de Deus. Isso vem se perdendo ao longo da história e muitos nunca fizeram tal experiência. A Palavra é o alimento essencial dos filhos e filhas de Deus.

Neste final de semana Jesus louva o Pai porque revelou aos pequenos as coisas do céu (Evangelho de Mateus 11,25-30). Sim! Deus revela aos que tem a capacidade de acolher o mistério, não aos que pensam que tudo sabem e que não precisam de Deus e da ajuda dos irmãos.

Continuando, o Mestre faz um convite a todos nós: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso”. Em Cristo todos nós somos acolhidos e amados. O que Ele nos pede não é pesado, mas um ‘fardo’ leve, capaz de ser carregado por todos, pois ele pede de nós o amor, perdão, justiça. Estes princípios não devem ser um peso para nós, mas é o caminho seguro de Salvação. Não podemos fazer da fé, do discipulado um peso, mas viver, como vem insistindo o Papa Francisco, com alegria e entusiasmo o ser cristão. Pois Deus quer a vida e a felicidade dos seus filhos e filhas e não que eles sejam tristes e amargurados.

Outro convite que Jesus faz é para que aprendamos com Ele a sermos verdadeiros discípulos, pois Ele é “manso e humilde de coração”. Precisamos ser mansos, pois não é pela violência que as coisas se resolvem. A paz não pode ser almejada utilizando-se de meios de destruição da vida. O Filho de Deus é humilde, simples. Que grande ensinamento Ele nos deixa. Por que as vezes alimentamos em nosso coração a soberba se Jesus foi simples e pequeno? Por que queremos ser orgulhosos se o Filho de Deus foi humilde? Por que queremos os primeiros lugares ou os mais altos cargos e funções se o Messias nos ensinou a sermos os últimos? Provavelmente ainda não compreendemos o que é ser cristão. Ser cristão, não é status, mas serviço.

Finalizamos com as palavras sábias de São Paulo aos Romanos (8,9.11-13): “viveis segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós”. Iluminados pelo Espírito de Deus recebido no Batismo, somos convidados a viver sempre mais perto da graça de Deus e a nos identificarmos em tudo com Jesus. Imitar suas práticas, viver seus ensinamentos é um dever de todos os cristãos.

Então vamos ao seu encontro para escutar sua Palavra e recebe-lo na sagrada Eucaristia. Em Cristo somos mais fortes e nos tornamos mansos e humildes, como Ele é.

Abençoado Domingo e uma semana de paz, mansidão e humildade. Exercitemo-nos nestas boas práticas.

Saudações.
Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

30 de junho de 2017

TU ÉS O FILHO DE DEUS

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Chegamos ao mês de julho. Meio ano já se passou. Continuamos a caminhada desejando nosso crescimento humano, afetivo e espiritual no ensejo que vivermos sempre mais para Deus.

Neste Domingo celebramos a Solenidade de São Pedro e São Papa e o dia do Papa. Dois grandes Apóstolos que se tornaram referências para a nossa fé pelo seu testemunho, coragem, fé, ousadia. Mas por que eles fizeram tudo isso por Jesus Cristo?

Esta é uma pergunta fundante. Pois a experiência que ambos tiveram com a pessoa de Jesus Cristo, mudou para sempre a vida deles. Tornaram-se grandes líderes e evangelizadores que nada e ninguém os pode parar. Até o martírio que sofreram, tornou-se fonte de novos cristãos. E a nossa fé conta também com essa tradição Apostólica através da qual Deus manifesta sua vontade e dá as chaves da interpretação correta e segura da Sua Palavra.

A pergunta de Jesus aos discípulos “e vós, quem dizeis que eu sou”? continua ressoando ainda hoje para todos os batizados. Quem é Jesus para mim? O que temos a dizer deste questionamento? Quanto mais perto de Deus estamos, mais vamos o conhecendo.

Vamos por parte. Primeiro precisamos entender que nós não temos domínio sobre o Espírito Santo. Quando Pedro responde sobre quem Jesus era, Ele mesmo diz: “feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu!” (Mt, 16,17). Deus se manifesta a quem Ele quer e quem saberá compreender suas revelações. Vamos mergulhando neste mistério a medida que vamos nos aproximando dele e quando Deus sabe que temos condições que acolhe-lo e compreendê-lo.

E sobre esta experiência que Pedro faz é que Jesus confia a ele a chave da Igreja, da sua Igreja. Jesus não confiou isso a nenhum outro. Por isso, todos os que quiserem ocupar esse lugar por vontade própria estarão incorrendo em erro, pois não depende da vontade humana, mas da vontade divina. Pedro não participou de um concurso, mas foi escolhido porque Deus o quis e porque tinha os elementos necessários para conduzir a Igreja.

Hoje celebramos o dia do Papa. Assim como Pedro e Paulo, também os Papas e os Bispos, ao longo da história foram escolhidos por vontade de Deus e não por vontade dos homens. Em alguns momentos da história foi dada muita ênfase aos elementos humanos, mas Deus foi corrigindo e mostrando que a Igreja existe para construir o Reino e não é lugar de promoção das pessoas.

Rezemos pelo Papa Francisco e por todos os bispos que são os sucessores diretos dos Apóstolos. Eles tem a missão de viver a sua fé, testemunhar o amor de Jesus e ensinar o povo de Deus para que não se perca no meio do caminho e não seja enganado pelos falsos pastores que querem tirar as ovelhas do caminho da salvação.

Precisamos rezar, assim como desde o início a Igreja fazia. A Leitura dos Atos dos Apóstolos (12,1-11) nos lembra disso: “Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele!” Que gesto bonito dos fieis e que somos convidados a imitar ainda hoje. É missão de todos nós rezarmos pelos nossos pastores para que eles sejam fortes e fieis na missão que o Senhor os confia.

Então, a nossa Igreja nasce do coração de Jesus e é conduzida aqui na terra por homens por Ele escolhido. Devemos obediência ao Papa pois ele está nesta missão por vontade de Deus e por estar lá pela vontade divina, tem luzes especiais que nos orientam no caminho certo.

Deus abençoe nossos pastores para que eles tenham sempre a sabedoria de nos orientar no caminho correto da fé.

Abençoado Domingo e uma semana de muita paz.

Liturgia da Solenidade
1ª Leitura - At 12,1-11
Salmo - Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5)
2ª Leitura - 2Tm 4,6-8.17-18
Evangelho - Mt 16,13-19

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.

26 de junho de 2017

A LETRA "P"

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.

Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profi ssão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo Pereceu pintando... '
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.

E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer:
'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma.'?


Texto recebido por email e não consta o autor. Sabendo, pedimos a gentileza de informar para os devidos créditos. 

23 de junho de 2017

NÃO TENHAIS MEDO


Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, nosso Senhor! Desejo que as bênçãos do Pai celeste estejam sempre com você e sua família para que continues desenvolvendo com amor, alegria e determinação a missão que o Senhor te confia.

Ser cristão autêntico é desafiador. Viver os valores do Evangelho nos tempos atuais também teu seu risco. Podemos ser criticados, incompreendidos, perseguidos e até martirizados. Ainda hoje muitos sentem-se incomodados pela verdade da Boa Nova de Jesus Cristo e por isso querem calar aqueles que as proclamam. Não devemos ter medo.

Na primeira Leitura (Jr 20,10-13) deste Domingo, o Profeta Jeremias faz um desabafo manifestando um misto de desconforto e esperança. Aqueles que se diziam seus amigos agora o perseguem e querer que ele morra. Querem apanhá-lo em qualquer palavra ou atitude que ele faça e que não condiz com o que ele crê. Porém, o profeta não fica se lamentando. Ele desabafa, mas depois confirma àquilo que ele acredita: “o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro” (v. 11).

No Evangelho (Mt 10,26-33) Jesus também fala deste mesmo assunto. Inicia seu discurso com um imperativo: “Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido” (v. 26).

Assim como Jeremias lamenta a perseguição, Jesus alerta e nos encoraja para não termos medo daqueles que podem até nos calar, mas a Palavra de Deus ninguém pode parar. Não devemos temer as pessoas pois a nossa prestação de contas, ao final da nossa vida, não será entre nós, mas com Deus. Também não podemos ficar intimidados pelas críticas que podemos receber. Não somos perfeitos. Também estamos buscando viver o que acreditados. Porque, se esperarmos ser perfeitos para começar o anúncio, talvez nunca o faremos. A Palavra que pregamos ela nos transforma a seu tempo. Importante é manter o desejo de sermos melhor. Nós semeados, mas é Deus quem faz crescer.

Vemos no cenário político atual como o inimigo faz as coisas sujas e alguns se prestam a isso. Tudo o que foi feito as escondidas, está aparecendo e aos poucos será revelado. As mentiras, corrupções, roubos, desvios, enfim, tudo será conhecido e manifesto. Vemos também como o mal destrói-se a si mesmo. Aqueles que até então gozavam dos bens adquiridos de forma errada, agora esses benefícios são usados contra eles mesmos. Claro que nem todos receberão as condenações merecidas, mas Deus é justo e fará justiça. Podem fugir ou subornar os tribunais humanos, mas não conseguirão fazer isso com o tribunal divino.

Então, amados irmãos e irmãs, precisamos continuar acreditando no bem, na vida, na justiça e na verdade. Este é o caminho que Deus nos ensina e é o caminho de libertação. Não existe nada melhor do que ter a consciência tranquila pelo bem realizado.

Ainda que aparentemente o mal parece dominar o mundo contemporâneo, as forças opressoras parecem avançar sem limites, é dever nosso pregar e viver com retidão as verdades do Evangelho. Quem faz o bem não precisa temer nada, pois Deus está ao nosso lado e quem pode contra Ele?

Três vezes Jesus repete no Evangelho deste Domingo a expressão: “Não tenhais medo!” É o Senhor que nos diz isso. Então por que temer? O que temer? As forças do mal não prevalecerão sobre os que acreditam e buscam a Deus de coração sincero. São João Calábria dizia: “o mundo todo é de Deus!” Então onde estivermos, Ele estará conosco.

Fica o convite final de Jesus: “Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus” (v. 32-33). Não vamos ter vergonha de dizer que somos católicos, que amamos e servimos a Deus. Precisamos expressar com alegria a nossa fé, pois temos um Deus que sempre nos acompanha e nos ama infinitamente.

Deus abençoe tua vida e te faça um grande evangelizador.

Saudações.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

22 de junho de 2017

Hora de Adoração pela santificação dos sacerdotes


SOLENIDADE DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ADORAÇÃO

Animador: Jesus manso e humilde de Coração! 
Todos: Fazei o nosso coração semelhante ao vosso! 
Animador: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo! 
Todos: Como era no princípio agora e sempre. Amém! 

Animador: Estimados irmãos e irmãs. Estamos diante do Santíssimo Sacramento. Estamos na presença de Deus. Iniciamos esta hora santa invocando a Santíssima Trindade... Em nome do Pai.... 

Animador: Graças e louvores sejam dados a todo momento! 
Todos: Ao santíssimo e diviníssimo Sacramento! 
Repete por 3 vezes. Depois momento de silêncio e contemplação! 

Animador: Peçamos ao Espírito Santo para que nos conduza até o coração de Jesus e transforme o nosso coração para que seja cada dia mais semelhante ao dele. 

Canto: CONHEÇO UM CORAÇÃO 

1 - Conheço um coração tão manso, humilde e sereno. Que louva ao Pai por revelar Seu Nome aos pequenos. Que tem o Dom de amar, que sabe perdoar, e deu a vida para nos salvar! 

REF.: Jesus, manda Teu Espírito, para transformar meu coração (2x) 

2 - Às vezes no meu peito bate um coração de pedra. Magoado, frio, sem vida, aqui dentro ele me aperta. Não quer saber de amar, nem sabe perdoar, quer tudo e não sabe partilhar. 

3 - Lava, purifica e restaura-me de novo. Serás o nosso Deus e nós seremos o Seu povo. Derrama sobre nós, a água do amor, o Espírito de Deus nosso Senhor! 

Animador: Jesus ao aparecer à Santa Margarida Maria Alacoque (27/12/1673), com Seu Coração transpassado pela espada, disse: “Eis o coração que tanto tem amado os homens e em recompensa não recebe da maior parte deles, senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que tem por mim nesse sacramento do Amor. E continuou dizendo: Prometo-te pela minha excessiva misericórdia, a todos que comungarem nas primeiras sextas de nove meses consecutivos, a graça da penitência final. Estes não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os sacramentos. O meu Sagrado Coração lhes será refugio seguro nessa última hora”. 

Momento de silêncio. 

Animador: Vamos ouvir a Palavra de Deus. Mostrando nossa prontidão em ouvi-la, coloquemo-nos em pé: (Pode-se cantar um refrão para aclamação). 

Leitor: (João 13,2-15) "Durante a ceia, - quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo -, sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!... Respondeu-lhe Jesus: O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve. Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!... Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo. Exclamou então Simão Pedro: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça. Disse-lhe Jesus: Aquele que tomou banho não tem necessidade de lavar-se; está inteiramente puro. Ora, vós estais puros, mas nem todos!... Pois sabia quem o havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais puros. Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós." 

Animador: Vamos silenciar o nosso coração e deixar que esta Palavra faça eco em nosso coração. Contemple Jesus presente na Eucaristia, essa riqueza tão grande. Jesus lavou os pés dos discípulos. Eu teria coragem desta mesma atitude? Ser discípulo é serviço. 

(Deixar momento de silêncio pois é importante escutar a Deus. Um silêncio orante e não distraído. Mantenha os olhos fixos em Jesus presente na Eucaristia). 

Animador: Neste hora santa vamos clamar a Jesus perdão pelos nossos pecados, pelos pecados das nossas famílias, da Igreja e de toda a humanidade. Pedir perdão pelas ofensas que diariamente são pronunciadas machucando o coração de Deus. Papa Francisco convocou este dia de oração pela santificação dos sacerdotes. Por isso ele se torna um dia ainda mais especial. Pois sem os sacerdotes não teríamos a Eucaristia e sem a Eucaristia não haveria Igreja e nem sacerdotes. Aqueles que recebem o dom de consagrar, pela ação e força do Espírito Santo, alimentam-se com o próprio pão do céu que os sustenta na fraqueza e nas dificuldades. 

Leitor: O Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Beniamino Stella, assim falou em seus pronunciamento: “Na dinâmica da vocação sacerdotal existe este paradoxo, bem visível no chamado dos apóstolos por parte do Senhor: quem é chamado nunca é um perfeito ou uma pessoa que tenha dons extraordinários, mas pelo contrário, Jesus se detém na margem do mar para dirigir-se a alguns simples pescadores e, pouco depois, a um cobrador de impostos. Um padre ou um bispo experimentam isto durante toda a sua vida; sentem que a exigência da missão a eles confiada é levada em frente porque a misericórdia de Deus vem em auxílio a sua fraqueza e às suas fragilidades; aprendem, a cada dia, a serem apóstolos, não por méritos pessoais, mas porque foram escolhidos pelo Senhor, que os chamou e os enviou. Os dois aspectos – ser pecadores e ser pescadores de homens, enviados a proclamar o Evangelho – não somente convivem bem, mas são também uma garantia para a nossa santificação: se tudo dependesse da nossa perfeição, logo nos esqueceríamos de Deus e nos tornaríamos soberbos. Há poucos dias, em uma homilia na Santa Marta, o Papa disse que não devemos maquiar-nos para parecer “vasos de ouro”, mas pelo contrário, devemos aceitar sermos “vasos de barro”; somente assim o oleiro, que é Deus, nos modela com amor e permite que, mesmo dentro de nossa fraqueza, resplandeça o tesouro do Evangelho, a ser levado ao mundo inteiro”. 

CANTO: Ninguém Te Ama Como Eu 

Tenho esperado este momento 
Tenho esperado que viesses a mim 
Tenho esperado que me fales 
Tenho esperado que estivesses assim 
Eu sei bem o que tens vivido 
Sei também que tens chorado 
Eu sei bem que tens sofrido 
Pois permaneço ao teu lado 

Ninguém te Ama como Eu 
Ninguém te Ama como Eu 
Olhe para a cruz, está é a minha grande prova 
Ninguém te Ama como Eu 

Ninguém te Ama como Eu 
Ninguém te Ama como Eu 
Olhe para a cruz, foi por ti, porque Te amo 
Ninguém te Ama como Eu 

Eu sei bem o que me dizes 
Ainda que nunca me fales 
Eu sei bem o que tens sentido 
Ainda que nunca me reveles 
"Tenho andado ao teu lado 
Junto a ti permanecido 
Eu te levo em meus braços 
Pois sou teu melhor amigo." 

Animador: Estamos aqui rezando pela santificação dos sacerdotes. Pela santificação de toda a Igreja. É dever da comunidade ajudar os seus pastores a permanecerem firmes e fieis na caminhada. A oração é a principal ajuda que podemos oferecer, pois Deus realiza o que nós não podemos fazer. Espontaneamente rezemos a Ladainha do Sagrado Coração de Jesus. 

Senhor, tende piedade de nós. 
Jesus Cristo, tende piedade de nós. 
Senhor, tende piedade de nós. 
Jesus Cristo, ouvi-nos. 
Jesus Cristo, atendei-nos. 
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós. 
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós. 
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós. 
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós. 
Coração de Jesus, Filho do Pai eterno, tende piedade de nós. 
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, tende piedade de nós. 
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, tende piedade de nós. 
Coração de Jesus, majestade infinita, tende piedade de nós. 
Coração de Jesus, templo santo de Deus, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do Céu, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, tende piedade de nós. 
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, Rei e centro de todos os corações, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, no qual o Pai põe todas as suas complacências, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós participamos, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, desejado desde toda a eternidade, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, rico para todos que vos invocam, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, propiciação por nossos pecados, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, saturado de opróbrios, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, esmagado de dor por causa dos nossos pecados, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, atravessado pela lança, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, esperança dos que morrem em vós, tende piedade de nós 
Coração de Jesus, delícias de todos os santos, tende piedade de nós 

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor. 
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor. 
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós. 

Jesus, manso e humilde de coração. Fazei nosso coração semelhante ao vosso. 

Oremos: Deus Onipotente e Eterno, olhai o Coração do vosso diletíssimo Filho e os louvores e reparações que pelos pecadores vos tem tributado; e aos que invocam vossa misericórdia, vós, aplacado, sede fácil no perdão, pelo mesmo Jesus Cristo que Convosco vive e reina para sempre, na unidade do Espírito Santo. Amém. 

Animador: Rezemos também com muita confiança o TERÇO DA MISERICÓRDIA. Deus é Pai e sempre está disposto a nos perdoar porque nos ama e quer seus filhos sempre perto de Si. Oferecemos este terço, Senhor, pelos pecados cometidos pelos sacerdotes. Dê a eles força para vencerem as tentações do inimigo que os quer afastar de Ti. Ajude-os a serem santos, manifestando a tua Misericórdia. 

Pai-Nosso… Ave-Maria… Creio… 

Nas contas do Pai-Nosso, reza-se: Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro. 

Nas contas das Ave-Marias, reza-se: Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. (10 vezes) 

Ao fim do terço, reza-se: Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro. 

CANTO: Glória a Jesus na Hóstia Santa 

1. Glória a Jesus na Hóstia santa,/ 
que se consagra sobre o altar,/ 
e aos nossos olhos se levanta/ 
para o Brasil abençoar. 

Que o santo Sacramento,/ 
que é o próprio Cristo Jesus,/ 
seja adorado e seja amado / 
nesta terra de santa Cruz. 

2. Glória a Jesus, Deus escondido que,/ 
vindo a nós na comunhão,/ 
purificado, enriquecido,/ 
deixa-nos sempre o coração. 

3. Glória a Jesus que ao rico,/ ao pobre 
se dá na hóstia em alimento,/ 
e faz do humilde e faz do nobre / 
um outro Cristo em tal momento. 

Animador: Rezemos juntos a Oração pela santificação dos sacerdotes, de Santa Teresinha do Menino Jesus: 

Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração Amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder. Conservai puros e desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter sublime do Vosso Glorioso Sacerdócio. Fazei-nos crer no seu amor e fidelidade para Convosco e preservai-os do contágio do mundo. Dai-lhes também, juntamente com o poder que têm de transubstanciar o pão e o vinho em Vosso Corpo e Sangue, o poder de transformar os corações dos homens. Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Amém! 

Animador: Implorado uma vez mais a misericórdia de Deus sobre todos rezando juntos a ORAÇÃO PARA REPARAÇÃO

Meu Jesus, pão partido e sangue derramado, vítima na cruz, dom de amor do Pai para a nossa salvação. Ajuda-nos a oferecermos a nós mesmos, para sermos tuas testemunhas. Para sermos sinais de solidariedade e reparação na participação ao Teu corpo místico. Transforma nossas lágrimas e as fadigas de cada dia num canto de louvor e de ação de graças, na alegria profunda de pertencermos a Ti, almas na tua alma, corações no teu coração. Tudo para vivermos em ti como Evangelhos vivos. Acolhe o oferecimento deste nosso dia, unido à oblação de Cristo na Eucaristia em reparação pelos nossos pecados, em favor da Obra toda nascida do teu lado, para o bem da Igreja e do mundo inteiro. Em tuas mãos entrego minha vida, abandono-me a Ti e à Tua Divina providência para viver o disposto a tudo com grande fé. Amém! 

Animador: Peçamos ao Dono da Messe que continue chamando muitos para este serviço e ministério. Rezemos juntos a oração pelas vocações: 

Jesus Mestre Divino, que chamaste os apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas, e continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens. Dai coragem as pessoas convidadas, dai força para que vos sejam fiéis, como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas, para o bem do Povo de Deus e de toda a humanidade. Amém. 

Tento sacerdote ou sendo comunitária segue a bênção como de costume. Caso esteja rezando individualmente ou sem a presença do mesmo, segue com a oração sem a bênção!

CANTO: Tão sublime sacramento 

Tão sublime sacramento,/ Adoremos neste altar, 
Pois o antigo testamento, / Deu ao novo seu lugar, 
Venha a fé por suplemento/ Os sentidos completar. 

Ao eterno pai cantemos/ E a Jesus o salvador, 
Ao espírito/ Exaltemos na trindade 
Eterno amor./ Ao Deus uno e trino 
Demos a alegria do louvor. Amém 

ATO DE LOUVOR 

- Bendito seja Deus. 
- Bendito seja o seu santo nome. 
- Bendito seja Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. 
- Bendito seja o nome de Jesus. 
- Bendito seja o seu Sacratíssimo coração. 
- Bendito seja o seu preciosismo sangue. 
- Bendito seja Jesus no Santíssimo sacramento do altar. 
- Bendito seja o Espírito Santo Paráclito. 
- Bendita seja a grande mãe de Deus, Maria santíssima. 
- Bendita seja sua santa e imaculada conceição. 
- Bendita seja sua gloriosa assunção. 
- Bendito seja o nome de Maria, virgem e mãe. 
- Bendito seja são José, seu castíssimo esposo. 
- Bendito seja Deus, nos seus anjos e nos seus santos. 

Deus e Senhor nosso, protegei a vossa Igreja, dai-lhe santos pastores e dignos ministros. Derramai as vossas bênçãos sobre o nosso Santo Padre, o papa, sobre o nosso arcebispo, sobre o nosso pároco e todo o clero, sobre o chefe da nação e do Estado e sobre todas as pessoas constituídas em dignidade para que governem com justiça. Dai ao povo brasileiro paz constante e prosperidade completa. Favorecei com os efeitos contínuos de vossa bondade o Brasil, este arcebispado, a paróquia em que habitamos, cada um de nós em particular e todas as pessoas por quem somos obrigados a rezar ou que se recomendaram as nossas orações. Tende misericórdia das almas dos fiéis que padecem no purgatório. Dai-lhes, Senhor, o descanso e a luz eterna. Pai nosso... Ave Maria... Glória... Graças e louvores.... Glória ao Pai....